Ciência da Lei Natural

e como aplicá-la em sua vida.

Yuri Berezovoy

Baseado no seminário “Natural Law Mark Passio”

Obrigado pelo interesse na apresentação “Ciência da Lei Natural e como aplicá-la em sua vida”.

O tema se direciona a quem acredita que como indivíduos ou sociedade ainda não tivemos sucesso em obter muitas das coisas que desejamos ou dizemos querer. Se direciona a quem imagina que se o mundo fosse mais como gostaríamos e acreditamos que ele poderia ser, viveríamos em condições mais favoráveis do que as que temos hoje. Esse texto é uma espécie de estudo comparativo das maneiras e narrativas sobre como atingir os objetivos que dizemos ter como indivíduos e sociedade, com conclusões práticas, poderosas e atemporais.

Esse texto é um estudo baseado no seminário em inglês “Natural Law” do pesquisador norte americano Mark Passio realizado em 2013 no Yale Omni. Para complementar e contextualizar alguns conceitos centrais foram incluídas partes de outras apresentações, entre elas a série da BBC o “Século do Ego” de Adam Curtis, do documentário “97% Owned” (Independent POV), dos cursos abertos de Yale em Grécia antiga e filosofia política, dos livros “A Era do Capital Improdutivo” de Ladislau Dowbor, “The End of all Evil” de Jeremy Locke, “O Caibalion”, textos de Manly P Hall, Etienne de la Boetie e Stanley Milgram. Centenas de imagens e citações foram adicionadas. O texto procura ser direto e conciso. Sua leitura completa e compreensão inicial pode ser feita em poucos dias.

A Ciência da Lei Natural está nas origens da história do conhecimento. Diz respeito a nossa busca por compreender por que encontramos dificuldades muitas vezes complexas e aparentemente fora de nosso controle para se atingir as coisas que desejamos.

Para os que conhecem variantes comerciais como a “Lei da Atração”, a intenção é apresentar a verdadeira Lei da Atração como é conhecida milhares de anos.

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ASK E mi HOW THE SECRET ARM | Ny PP INNTe =D)

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Variantes comercias

Para os que estão familiarizados com o termo “Lei da Atração”, nos propomos a mostrar algo bastante diferente do que o apresentado em séries de auto-ajuda como por exemplo “O Segredo” ou livros de Napoleon Hill.

Vamos abrir mão totalmente de qualquer conceito anterior que temos sobre a Lei da Atração ou que possamos considerar que entendemos por Lei Natural. Vamos usar, ao longo da apresentação, o nome “Lei Natural” como sinônimo da Lei da Atração.

NiToi- o [=ENToN£o

* O material apresentado é conhecimento público e encontra referências em milhares de textos em livros, palestras ou na internet. A principal inovação é na forma resumida e objetiva em que é apresentada.

* O material apresentado é um agregado de conhecimentos costurados de forma que é indispensável para sua completa compreensão assistir até o final a totalidade do material. Serve de base para estudos mais profundos.

* A verdade sobre certos temas sempre estiveram e estão presentes, devemos alinhar nossa percepção com elas. A apresentação reflete verdades antigas e que sempre valerão.

Enquanto muitos dos conceitos poderão parecer novos para o leitor, todos encontram referências em diversos autores e épocas na história do conhecimento. Nenhum conceito será apresentado que não existia previamente, ou que não continuar a existir em algum momento futuro.

A novidade nesse texto é a forma de agregar esse conjunto de conhecimentos:

- Linguagem atual, simples e contextualizada para nosso tempo e região.

- Explicação objetiva sem alegorias que possam causar interpretações dúbias ou subjetivas.

- Formato rico em imagens.

- Envolve a costura de diversas áreas do conhecimento para formar um conjunto lógico, fechado (hermético), deduzível e sem contradições.

O principal valor nessa leitura encontra-se justamente no conjunto e na relação entre os diversos tópicos abordados, de forma que sua leitura completa é indispensável para um real entendimento, assim como posterior análise e pesquisa individual.

De maneira geral, o texto segue as linhas temáticas encontradas em obras filosóficas, religiosas e esotéricas devido a suas origens em comum. O objetivo do texto é desobscurecer significados ocultos em simbologias e reduzir os passos para um entendimento mais abrangente e menos fragmentado desses conhecimentos tão antigos mas sempre contemporâneos no mundo real. Dessa forma, busca permitir uma validação por experiência pessoal e aplicação desses ensinamentos milenares para um maior número de pessoas e de maneira mais acessível.

uma antiga frase que diz: “Nada novo debaixo do céu”,

O que essa frase quer dizer é que a verdade sobre determinados assuntos e acontecimentos é singular e eterna, não varia conforme nossas percepções, ambições ou desejos.

NiTof- o [=ENTo£o

LARA ENTE Er ERES: A Lei Natural também é conhecida como: com:

* Lei Moral. * Teorias de Darwin sobre evolução « Lei da Atração.

macro-biológica. Rea ea e Lei Cósmica / Lei Universal.

* Conceito de “sobrevivência do ; É . mais apto” Darwiniana. e Causalidade / Lei da Causa e Efeito.

e Lei da Selva. * Consequencialismo.

e Ordem Natural. * Carma / Lei do Carma.

* Lei de Deus / Lei da Criação. * Consciência / Bom Senso.

No caso de haver alguma concepção anterior sobre a Lei Natural, o que será apresentado não tem semelhança ou relação com os itens listados na coluna esquerda acima.

Se havia alguma concepção de que da observação dos animais na natureza vamos

compreender A LEI NATURAL, isso decorre em parte do sentido que damos a propria palavra “Natural”, visto sua conotação moderna obscurece seu significado etimologico,

como veremos um pouco mais adiante.

A Lei Natural é conhecida por diversos nomes diferentes. Listamos os mais conhecidos na coluna a direita do slide.

Ainda assim, com bilhões de pessoas no planeta tendo contemplado de alguma forma ao menos partes desses conhecimentos, permanecemos largamente desconhecedores dos entendimentos da Lei Natural.

Esse desconhecimento, como vamos ver, é o motivo por que não atingimos nossos verdadeiros potenciais ou mesmo as coisas que desejamos a nível individual ou como espécie.

Antes de Iniciar

O objetivo da apresentação é compreender o infinito valor do ser humano e dessa forma, entender os mecanismos para obter as coisas que desejamos, de forma a sermos verdadeiramente livres.

Uma Iniciação a conhecimentos esotéricos e escondidos milhares de anos.

Antes de iniciar, propomos uma breve reflexão sobre o que individualmente lhe motivou ao tema.

Enquanto certamente muitas motivações e desejos particulares, de uma maneira ampla, quem escolheu esse tema está de alguma forma motivado por um desejo de mudança.

Nossa raça humana vive dizendo que gostaria que certas coisas fossem diferentes, seja no nível individual ou como uma espécie em sociedade. Dizemos que queremos mais saúde, segurança, paz, liberdade e prosperidade por exemplo.

Na prática nós investimos tempo nesses temas, mas são pouquíssimas as pessoas que

sabem ou divulgam de maneira clara como se a materialização de nossas intenções no mundo físico e real.

AvolIg ro N=N O cinforo)

* A melhor forma de acompanhar a leitura é com a mente aberta mas de maneira cética.

* Mente aberta no sentido que alguns conceitos podem causar uma rejeição emocional ao entendimento e até raiva, e é realmente importante não fechar a mente para argumentos que possam causar um desconforto emocional. Não se pensa com as emoções.

e Cético no sentido de que os conceitos devem estar sujeitos a validação através de experiências no mundo real, com hipótese, observação e conclusões.

O primeiro tema nessa introdução se refere a como estimular e aumentar nossa capacidade de aprendizado para coisas novas.

Mudanças que geram condições novas ou inovações envolvem a capacidade de pensar e imaginar fora das condições, contextos e padrões usuais. Mas nossa excepcional capacidade humana em reconhecer padrões opera de certa forma como limitador, na forma de vieses cognitivos, na capacidade de visualizar fora dos padrões a que fomos habituados. É comum, por exemplo, buscarmos informações que confirmem aquilo que queremos ouvir ou que confirmem o que acreditamos sobre um tema determinado.

Será necessário abrir mão de definições mentais pré-existentes e aceitar, mesmo que momentaneamente as definições que serão aqui apresentadas para chegar ao entendimento do significado e importância do que aqui vamos chamar de Lei Natural. A capacidade em aprender depende de quanto a mente do indivíduo é aberta ou fechada para novos conhecimentos.

Uma baixa capacidade de aprender deriva de características associadas a arrogância e ao ceticismo rígido, mas também a inocência. Não devemos manter nem uma mente fechada, nem ser totalmente inocentes ao ponto de aceitar informações sem exercer pensamento crítico.

Uma alta capacidade para aprender deriva de um balanço entre ceticismo saudável e uma mente aberta para aprender e mudar.

Ou seja, alguem com alta capacidade de aprendizagem consegue manter uma proposição de uma idéia em sua mente, sem rejeita-la, vai considerar a informação e evidências com uma mente aberta, mantendo uma confiança no que está sendo dito, mas também um certo ceticismo.

Portanto, não acredite no que está sendo dito meramente pois os conceitos soam familiares, de fato em grande parte são conceitos familiares, a Lei Natural é conhecimento muito antigo que carregamos praticamente desde o amanhecer de nossa civilização, formatado agora

numa forma possivelmente mais simples de digerir e entender para nossa era da informação.

Esse texto é o início de uma jornada (ou uma continuação para alguns) a conhecimentos milenares, uma base para que se possa iniciar uma pesquisa mais aprofundada, mas sobretudo, o objetivo é iniciar um processo de instrospecção e avaliação de como esses

conceitos podem ser validados e experimentados a nível pessoal.

Para os que caminham até a metade...

NY dois erros que

alguém pode fazer no Caminho para a ci go fe To [=>

Não iniciar e não ir até o fim.

- Buda

Frase atribuída ao Buda quanto ao aspecto da iniciação nessa jornada.

ARM go Fe jo [Ho verdades beligerante. Um conflito com uma mentira, valores

manipulados.

A imagem ilustra quanto comum é nossa tendência em rejeitar a verdade.

Quando temos uma concepção errada sobre alguma coisa e somos confrontados com a realidade, sentimos um desconforto psicológico originado do conflito mental entre o que se imagina ser, com aquilo que é de fato.

Motivações Pessoais

* Busque também não se distrair pelas imperfeições da edição do texto ou escolha das imagens e focar no conteúdo que se deseja transmitir.

* A motivação pessoal é a responsabilidade em desocultar conhecimentos tão simples e potencialmente transformadores.

Essa apresentação difere em boa parte da perspectiva das correntes dominantes do conhecimento organizado e institucionalizado. Especificamente vai diferir das visões correntes ligadas a:

Política: Pensamento, agenda ou visões de organizações Políticas. Não é uma abordagem pela esquerda, direita, socialismo, comunismo, capitalismo ou liberalismo.

Religião: Difere das narrativas ou pensamento das grandes religioes organizadas.

Cientismo ou Cientificismo: Diferente de pensamento científico, é uma abordagem não científica que muitas vezes é praticada por instituições acadêmicas, mas também por pessoas comuns, com visão completamente rígida e cética que rejeita qualquer informação que nao esteja de acordo ou aceito pelas correntes e consensos dominantes de pensamento.

É uma forma de pensar que aceita conhecimentos estabelecidos, mas também seus vieses e limitações, o que acaba por suprimir formas de pensar que levam a inovação. A inovação depende essencialmente em conseguir pensar de maneiras diferentes com base no conhecimento e condição atual. Não teríamos as grandes inovações tecnológicas ou sociais sem antes romper com as formas de pensar e visões de mundo estabelecidas. O cientismo é responsável por haver comparativamente uma minúscula quantidade de pesquisas e estudos na academia sobre alguns dos temas centrais que serão abordados.

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Nos distanciaremos também de correntes de espiritualidade neo-budistas, neo-espirituais e new-age. A imensa maioria das variantes modernas de espiritualidade devem ser realmente agrupadas junto as religiões. Novas ondas espirituais não são muito diferentes das grandes religiões ao seguirem fundamentos e concepções similares. Permitem encaixar aqueles que não se ajustaram as principais grandes religiões em um novo sistema de crenças baseado em dogmas. Muitos desses adeptos estao sendo desviados do curso da espiritualidade, enquanto crêem viver uma espiritualidade individual e única.

A perspectiva que vamos seguir não se alinha com nenhuma dessas caixinhas pre-existentes. Na prática, essas caixinhas funcionam elas mesmas como limitadores da percepção e do pensamento livre. Temos a tendência em buscar respostas para soluções dentro dessas perspectivas e dificuldade para enxergar fora delas.

O efeito dessas “caixinhas” é restringir nosso conhecimento e entendimento de forma que qualquer tópico que esteja fora de uma delas seja considerado como sem valor prático. Efetivamente estimulam um preconceito em olhar fora das correntes dominantes de pensamento. Atuam sob esse aspecto como um limitador, um controle da mente.

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Acima desses, o maior limitador da percepção e da mente humana, e consequentemente o que mais impacta a forma de nossos comportamentos e emoções é o dinheiro.

Se os sistemas de crenças apresentados antes não se mostravam poderosos o suficiente, o dinheiro é de fato a maior religião da raça humana.

Se formos honestos sobre nossa sociedade, poderíamos até mesmo chamá-lo de nosso Deus.

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A intenção desse início da apresentação é estimular romper com as formas de pensar e conceitos associados a essas correntes de pensamento.

Caso havia uma expectativa prévia de que seguiríamos por alguma dessas abordagens, essa leitura propõe a oportunidade de desconectar, ainda que por momentos, dessas concepções. Uma vez estamos envoltos em uma realidade criada a partir dessas concepções, as tomamos por certas e as deixamos largamente não examinadas.

Para que possamos remover nossos vieses em relação a essas concepções e assim elevar nossa capacidade de aprendizado, buscaremos ao longo da leitura nos abstrair tanto da expectativa, quanto das formas de pensar associadas a esses sistemas dominantes de crenças sociais.

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Requerimentos

Como uma sociedade e indíviduos, DIZEMOS querer que certas condições estejam presentes para nós e para a especie humana em geral, como felicidade,

saúde, segurança, paz, liberdade, prosperidade, etc.

No entanto, existem REQUERIMENTOS específicos para atingirmos essas condições. Se os REQUERIMENTOS NÃO forem satisfeitos para obter essas condições, essas condições não vão se manifestar automaticamente ou por meios mágicos.

Concluímos até aqui em dizer o que o tema não é. Iniciaremos a jornada no entendimento da Lei Natural.

A primeira consideração quando desejamos atrair, mudar ou realizar algo, é compreender

seus requerimentos. Se necessidade de mudar, requerimentos para que essas mudanças ocorram.

Para manter as coisas em seu rumo presente, sem grandes alterações, os requerimentos padrão que estão cumprem esse papel. Nos aprofundaremos nos requerimentos para se atingir mudanças significativas e duradouras.

O texto na imagem expressa um grande “Se!?”. “Se” quisermos morar em um mundo mais livre, menos desigual, mais próspero, com mais educação e segurança. Queremos mesmo? Ou dizemos que queremos? Estamos dispostos a entender os requerimentos e assegurar que estejam presentes para que as mudanças de fato ocorram?

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O papel do Conhecimento.

Uma vez que como uma espécie nós não temos as coisas que desejamos, segue logicamente que o CONHECIMENTO desses requerimentos está ou

AUSENTE, ou caso presente, que esse conhecimento está deliberadamente sendo IGNORADO.

Enquanto esse CONHECIMENTO continuar desconhecido ou ignorado, a manifestação espontã nea das condições desejadas é IMPOSSÍVEL.

Que requerimentos são esses?

O requerimento essencial é que tenhamos os conhecimentos específicos que nos levem a realizar ações para que as mudanças que desejamos ocorram. Essa apresentação trata essencialmente sobre esse conjunto de conhecimentos específicos.

Podemos até dizer que temos parte do que desejamos, pois muitos de nós somos privilegiados em diversos sentidos, mas como uma sociedade, ou mesmo globalmente, muita coisa importante não está como acreditamos que poderia estar.

Sem o conhecimento prévio sobre os requerimentos, desejos não vão se manifestar magicamente. Essa forma de pensar é conhecida como “pensamento magico”. É a noção de que basta debater ou mentalizar a respeito de algo para que aconteça sem que os requerimentos estejam lá, ou sem que ações diferentes das atuais sejam tomadas para que se materialize. Jamais ocorrerá qualquer mudança em nossas vidas individuais ou na humanidade como um todo exclusivamente baseado em intenção, desejo ou “pensamento mágico”.

Assim, temos que nos perguntar de inicio: temos conhecimento dos requerimentos?

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Conhecimento Oculto ou Obscurecido

Conhecimento Oculto As tradições de conhecimentos mantido por poucos ocultos e escolas de mistério

lidam essencialmente com dois níveis de conhecimento:

Funcionamento da mente.

A materialização da realidade em função do é resultado do coletivo das qo mentes individuais. Massas Ignorantes

Ao abordar esse conjunto de conhecimentos buscaremos explicar como e por que eles não estão amplamente disseminados para a humanidade como um todo. Enquanto academicamente larga dedicação e ênfase no estudo da história do conhecimento, relativa pouca atenção é dada a história paralela do enorme sacrifício e esforço envolvido na ocultação do conhecimento. Geralmente são associadas a grandes tragédias e massacres, como a destruição da cultura cartaginense, da biblioteca de Alexandria, supressão dos gnósticos, ou mesmo no desaparecimento do tesouro dos templários. Ao longo dos tempos, sobretudo em ressurgimentos iluministas pela história, sempre houveram aqueles que nos indicaram que uma parte importante desses conhecimentos não era destruída, mas sim absorvida e mantida na mão de círculos restritos com o objetivo típico de criar diferenciais de poder.

Os conhecimentos tema desse texto fazem parte desse conjunto e estão ocultos, ou escondidos da grande maioria das pessoas, mesmo que sejam extremamente relevantes, de compreensão simples e complemento indispensável ao nosso conjunto dominante de conhecimentos. O que fazer a partir desses conhecimentos fundamentais, até mesmo a decisão em concordar ou segui-los, ocorre após terem sido devidamente absorvidos e entendidos. O fundamental é que sejam desocultados e incorporados a nossa base cotidiana de conhecimentos.

O termo “oculto” ou “ocultismo” pode causar estranheza ou mesmo desconforto. O termo “conhecimento oculto” significa simplesmente um conhecimento que está escondido, oculto, sobretudo das massas. A palavra “oculto” deriva do latim “ocultus” que por sua vez vem de “oculus”, olho, visão”. “Ocultare” é o verbo que significa esconder da visão. Portanto, o termo “oculto” no contexto que será discutido aqui se refere exclusivamente a informações que estão desconhecidas ou escondidas da maioria das pessoas. Não se refere, ao que muitos podem considerar, como sinonimo do sobrenatural, paranormal ou coisas do gênero, ainda que alguns desses temas possam fazer parte do que se considera “ocultismo”.

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Pouquíssimas pessoas ao longo da história ainda tiveram acesso a esses conhecimentos e a capacidade de integrá-los através de entendimentos em comportamentos, é o que está representado nessa pirâmide.

No topo dessa representação estão as pessoas que tiveram acesso, entenderam profundamente e se uniram em torno de objetivos e ações centradas nesse conhecimento. Na base estão as massas ignorantes, que desde o amanhecer da nossa civilização quando tateamos a comprensão do comportamento humano são mantidas assim.

Ao longo da história, houveram diversas motivações para a ocultação de conhecimentos. Pessoas foram para a fogueira por seus conhecimentos, alguns os obscureceram com simbologias para preservá-los. A principal motivação na ocultação de conhecimento e sua restrição a “compartimentos” em pirâmides sociais é viabilizar a manutenção de um diferencial de poder entre aqueles poucos agrupados em torno de seu entendimento das massas ignorantes.

Adicionalmente, a busca por conhecimento e a capacidade de questionar e re-examinar os próprios conjuntos de crenças é inevitavelmente trabalhoso, árduo e desconfortável. Não a toa é um caminho pouco percorrido, mesmo entre aqueles que tiveram algum nível de interesse e acesso a eles.

A proposição que fazemos é que o conhecimento sobre a Lei Natural é possivelmente a informação mais profundamente oculta da humanidade. Compõe o conjunto científico- filosófico na base das escolas de pensamento, mas conhecida nessa forma coesa pelos círculos restritos das ciências ocultas. Assim, o conjunto de conhecimentos sobre a Lei Natural é a pedra fundamental na construção da nossa realidade mas segue veladamente mantida por indivíduos e grupos no topo dessa pirâmide simbólica.

Com um nivelamento desses conhecimentos, não seria mais possível manter ou justificar os atuais intrincados sistemas de controle sobre a humanidade como um todo. São esses controles ocultos que atravancam nosso progresso em muitos sentidos e nos impedem de materializar as coisas que desejamos individualmente ou como sociedade.

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QUAL o Conhecimento Escondido no Ocultismo?

Arcanos Menores Arcanos Maiores Microcósmo / Mundo Interior Macrocósmo / Mundo Exterior

“m

BB Auto-Conhecimento; Conhecimento da

A mente Humana e AS Lei Natural como ela funciona. , (Lei Moral Universal) e das Ciências Físicas.

PR al | THE NYORLD.,

Ao nos referirmos a um corpo de conhecimentos compreendido pelo oculto, do que falamos? Que corpo de conhecimentos é esse?

dois grupos gerais de conhecimentos nas escolas de mistério e tradicoes ocultistas. Falam sobre dois níveis de conhecimentos, ou “arcanos”.

A palavra “arcano” quer dizer conhecimento em latim. Tipicamente se divide no entendimento de duas principais áreas, arcanos maiores e arcanos menores.

Arcano menor nao quer dizer menor em importância, mas se refere a análise da visão microscópica, desde a consciência e o indíviduo, o entendimento da mente humana e seus funcionamentos básicos. Envolvem aspectos da evolução da formação do cérebro e seu funcionamento, nossas motivações, e as principais causas do equilíbrio ou desequilibrio mental.

Os arcanos maiores representam a visão macroscópica e envolve o entendimento do funcionamento da natureza, que engloba as ciências naturais, mas também as ciências relacionadas ao comportamento humano e o reflexo de ações individuais na sociedade. O conjunto que vamos discutir como lei natural se refere as leis que

governam as consequencias do comportamento humano com base na mente individual.

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2.

A Verdade por completo...

DR ai O O Ocultismo é um ramo Científico pouco

conhecido pela maioria da população. «está geralmente escondida á da visão.

e

Definição: ”Ocultismo”

Consiste em conhecimentos escondidos ou obscurecidos sobre os funcionamentos da Mente Humana e das Leis da Natureza, engloba aspectos no campo visível (Leis Físicas) quanto do invisível (Leis Espirituais).

“Ó homem mortal, algo em que você não possa ser levado a crer? De todos os meios que conheço para liderar os homens, o mais eficaz é um mistério oculto. O anseio da mente é irresistível” Adam Weishaupt

A Lei Natural não é o único conhecimento oculto, de forma alguma, mas é o que mais se aproxima da causa raiz do por que não atingimos ainda as coisas que tanto dizemos que desejamos. Ao desocultarmos conhecimentos, nos tornamos de fato “desocultistas”.

Em resumo:

Ciências ocultas ou ocultismo se refere a um ramo científico pouco conhecido pela maioria da população. Consiste em conhecimentos escondidos ou obscurecidos sobre os funcionamentos da mente humana e das leis da natureza, engloba aspectos no campo visível (leis físicas) quanto do invisível (leis comportamentais ou espirituais). Suas bases advém de processos retóricos formais originados da observação de evidências e validação através das várias etápas da humanidade. Historicamente tem sido restrito a sociedades secretas e descrito através de alegorias e simbologias como uma forma de criptografia desses conhecimentos.

O ocultismo envolve aceitar uma visão de mundo muito mais abrangente do que a pessoa comum tem. Ocultistas podem ser definidos como pessoas que estudam TODAS as leis da natureza, tanto aquelas facilmente observáveis quanto aquelas mais dificeis de se perceber com nossa visão física ou por meio de instrumentos. Existe uma resistência por muitos pessoas em estudar o oculto, seja por preconceito de achar erroneamente que é superstição ou o sobrenatural, ou talvez por que fomos educados com um materialismo cientifico que nos condicionou a rejeitar o que não nos é ensinado nas instituições educacionais modernas.

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Esse texto seguirá a perspectiva a partir das ciências ocultas e escolas de mistério, ainda que, sem exceção, todos os conceitos apresentados também existam em diversas correntes de pensamento mais reconhecidas, o que permite e facilita sua validação cruzada. O conceito de “escola de mistério” está associado a grupos de indivíduos que buscavam desvendar mistérios do conhecimento assim como elaborar métodos e abordagens para isso. Enquanto Pitágoras, Platão e o neo-platonismo que seguiu podem ser associados a esse movimento, suas raízes são muito mais antigas e suas ramificações pouco conhecidas ou compreendidas fora de círculos restritos.

São várias as tradições ocultistas, o que isso quer dizer é que são vários os caminhos para esses conhecimentos, mas a conclusão e os entendimentos são um só, de uma mesma origem coesa. Não é objetivo dessa apresentação entrar nos detalhes das diferentes escolas de mistério e tradições ocultistas e esotéricas, o enfoque será nas suas conclusões e entendimentos. Assim, nos distanciaremos também dos aspectos do misticismo utilizados para obscurecer essas informações.

Para compreender as mensagens ocultas nessas diversas tradições é necessário utilizar o pensamento relacional e assumir que palavras, definições e simbolos podem ter significados diferentes e sujeitos ao contexto. Qualquer conhecimento, palavra ou simbolo não é inerentemente bom ou mau, são ferramentas para se entender ideias e conceitos. O “oculto” não é bom ou mau. Mas o uso desses conhecimentos para o bem ou para o mal é como o uso de uma ferramenta, vai depender de quem a está manuseando.

Infelizmente hoje a diferença de quem usa para o mau, em relação a quem usa para o bem é como comparar um jogador de xadrez profissional contra um amador, ou alguem que sequer se dispos a sentar ao tabuleiro e entender o que está em jogo. Nivelar conhecimentos específicos é a primeira parte para uma reversão definitiva desse cenário.

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ON coTalr= qro No [=Naf-[oRi-idio) conhecimento. Néscio

Do verbo em latim nesciere: “Não saber devido ao conhecimento estar ausente ou indisponível”.

ignorante Do verbo em latim ignorare:

"Desconhecer mesmo que a informação esteja presente, a informação foi deliberadamente recusada ou desprezada”

Em relação a não termos o conhecimento, vejamos a diferença entre os significados dos termos néscio e ignorante. A palavra néscio é pouquissimo usada ou até mesmo conhecida:

Néscio Do verbo em latim nesciere: “Não saber devido ao conhecimento estar ausente ou indisponível”. E isso difere de quem é ignorante:

ignorante

Deriva de ignorar. Do verbo em latim ignorare:

”"Desconhecer mesmo que a informação esteja presente, a informação foi deliberadamente recusada ou desprezada.”

Uma pessoa é ignorante sobre conhecimentos existentes que ignora. Usamos o termo ignorante, geralmente de maneira preconceituosa para denotar alguem que não teve estudo formal por exemplo, ou um simplório, enquanto na prática, uma pessoa que tem todos os titulos academicos pode ser mais ignorante do que um simplório em relação a temas específicos.

A diferença fundamental entre os dois contextos de não se ter o conhecimento é que quando ignoramos, um elemento de culpa pelos resultados decorrentes de ignorar, enquanto esse elemento de culpa não existe quando se é néscio.

Algumas correntes neo-espirituais (new-age) tendem a dizer que não devemos sentir culpa, ou que culpa não existe. Isso é completamente falso no sentido que ao negar culpa, nega-se que causas para acontecimentos. Se aceitamos que causas e efeitos existem de fato em nossa realidade, segue logicamente que culpados para coisas ruins, danos e prejuízos que acontecem. Quem ignora carrega culpa.

Se olhamos nossa sociedade como um todo, em qual desses dois estados nós estamos?

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Nossa sociedade é predominantemente

de néscios ou ignorantes?

Para justificar a imensidão de problemas sociais, desigualdades e genocídios sistêmicos que arrastamos ao longo da nossa história até o presente, devemos nos perguntar:

Nossa sociedade é predominantemente formada por néscios ou por ignorantes?

Estamos inundados por massas de informações. Ao contrário dos séculos, ou até décadas passadas, a verdade sobre os mais variados temas está disponível a todos que se dispuserem a buscá-la.

Bombardeados por fake news, de fato novas e modernas dificuldades na realização dessas buscas e avaliações. E um processo desgastante e trabalhoso não simplesmente repetir o que é dito na TV, jornais de grande circulação ou em grupos e mídias sociais.

Obviamente não somos todos assim, muitos são famintos por conhecimento e buscam ao máximo possível o alinhamento com fatos e conhecimento verdadeiro.

No entanto, a vasta maioria das pessoas comportam-se como adormecidas ao empenho necessário para discernir a realidade ao seu redor, optam pelo comodismo de digerir as narrativas que lhes são apresentadas sem uma avaliação adequada, ao mesmo tempo em que não compreendem como a realidade em que se vive não bate com as expectativas criadas.

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Transe consensual.

Hipnóse

Hipo abaixo, suprimido. Gnosis conhecimento.

Supressão do Conhecimento.

visíveis indícios para afirmar que vivemos em um transe consensual, como se consentissemos participar de uma hipnose coletiva.

O termo hipnose é bastante apropriado para o estado que descrevemos na página anterior:

“Hipo”, significa o que está debaixo ou o que está suprimido. “Gnose” significa conhecimento.

Portanto hipnose significa “supressão do conhecimento”.

Nas técnicas de hipnose, ao atuar sobre o fator crítico de nossa consciência, abre-se uma infinidade de maneiras de promover reações inconscientes. É exatamente a presença desse tipo de reação inconsciente em massa que nos permite afirmar vivermos coletivamente em um transe consensual.

Na hipnose, ainda que de fato pessoas possam ser induzidas a realizar ações que não

consentiríam normalmente, o acesso ao inconsciente somente é possível por uma etapa inicial de consentimento individual.

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Ignorar é inaceitável

Quem tem a decisão deliberada de ignorar não é vítima.

Em tempos de conhecimento disponível na ponta dos dedos, as pessoas ignorarem a realidade e permitir que ocorram coisas sob seu nome é inaceitável.

Por conta das atrocidades que acontecem no mundo diariamente, as pessoas que ignoram deveriam receber sua parcela na culpa por consentirem que coisas terríveis se propaguem em seu nome.

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Por que abrimos mão de Igor To

LaTuFF 2013/BRASIL 247

A semelhança de estados policiais ou totalitários que tanto criticamos, temos que aceitar cada vez mais controle e privações em nome de segurança.

Ainda assim, diariamente seguimos a presenciar injustiças. Desenvolvemos em nosso cotidiano a capacidade de descrever todos os sintomas problemáticos da sociedade, seus funcionamentos, assim como elaborar com erudição

acadêmica em toda a complexidade de ramificações de questões sociais e econômicas.

Nos tornamos verdadeiros mestres em descrever todos os detalhes dessa prisão em que nos enfiamos.

Mesmo assim quase ninguem reflete e discute a principal pergunta:

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O por quê?

Se acumulamos tanto saber e lutamos tanto dentro do que acreditamos serem as soluções, por que ainda assim, estamos perdendo nossas liberdades, nossos direitos, paz enquanto presenciamos danos ao meio ambiente, saúde, prosperidade, vidas? Batalhamos com motivações nobres, determinação, estudo, e ainda assim encontramos imensas dificuldades criadas sobretudo por questões humanas.

Propomos ir ao coração da resposta a essas perguntas.

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A intenção dessa apresentação é ser uma chave mestra que abre todas as portas de todas as gaiolas e celas dessa prisão, desde que essa chave seja aceita.

Os conhecimentos para solucionar todas as grandes questões da humanidade sempre estiveram presentes conosco.

A questão é sobre aceitarmos os conhecimentos e tomarmos ação.

Ter os conhecimentos e os entendimentos não bastam para uma solução, essas etapas são o começo, a iniciação na jornada.

Acima de tudo, realizar ações com base nesses entendimentos é o que causará as mudanças que tanto dizemos querer. E dentro dessa lógica que funciona a lei da atração.

Como uma sociedade vamos aceitar essa chave mestra? Não é possível de antemão responder a essa pergunta.

Ao encontrar essa chave, o que podemos fazer é compartilhar esse conhecimento, não é possível fazer ninguem aceitar ou deixar de ignorar esses conhecimentos.

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Soluções para problemas

Se não atingimos as coisas que desejamos como indíviduos ou sociedade e ainda temos que conviver com atrocidades diariamente da esquina da nossa casa até praticamente os confins do mundo, é indispensável, como parte do requerimento para uma solução, nos alinhar a respeito de como se resolvem problemas.

Esse método simples que será apresentado é geral o suficiente de forma que vale para qualquer tipo de problema a ser resolvido.

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Soluções para problemas

1. Reconhecer que um problema. Rejeição do problema por medo deve ser tratado e solucionado antes.

O primeiro passo é reconhecer que temos problemas e questões a serem resolvidas.

Todos nós que chegamos até aqui nessa busca por respostas é porque certamente gostaríamos de ver mudanças e não estamos totalmente satisfeitos com as coisas como estão. Poderíamos certamente estar em melhores condições sob vários aspectos. É extremamente saudável reconhecer que questões a serem endereçadas.

Ao reconhecer que problemas, temos que nos preocupar o suficiente com eles, de forma que nossa intenção se manifeste em ações na direção de suas soluções.

Para impactar e criar mudanças no plano físico, ação é o componente mais importante no processo. A maioria das pessoas infelizmente espera que condições externas mudem, sem que elas mesmas precisem mudar suas formas de pensar, sentir e agir.

ainda a situação mais grave das pessoas que não querem enxergar que algo seriamente problemático e disfuncional, acreditam, por exemplo, que de fato caminhamos para uma solução. Essa solução utópica não tem prazo, objetivo claro ou custo estimado, mas ainda assim chegaremos lá. Geralmente essa rejeição de que problemas existem se manifesta por medo do que é requerido para que as mudanças ocorram.

Imagine uma situação onde a pessoa se encontra com alguma doença grave que requer tratamento profissional. Não aceitar, rejeitar a doença por exemplo, tamanho o medo congelante da doença, somente posterga uma cura e aumenta complicações.

Mas e se na raiz dos problemas estiverem sistemas de crenças que carregamos como se fossem nosso maior patrimônio? Imagine por um instante que carregamos um conjunto de crenças falsas, mas, claramente, não reconhecemos ou sabemos disso. Desapegar-se, ou mesmo o simples ato de rever um sistema de crenças a que nos condicionamos, mesmo que sejam crenças falsas, é a típica situação onde a grande maioria das pessoas vai rejeitar uma solução e até a existência do problema por medo de ter individualmente que mudar.

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REJEIÇÃO DE PROBLEMAS

A imagem simboliza o ato de rejeitar problemas quando eles existem.

A semelhança de um avestruz, com a cabeça enfiada em um buraco no escuro e vulnerabilidades expostas.

A negação de problemas, que se origina do medo por encará-los, deve primeiro ser tratada e conquistada.

Negar problemas os farão crescer, não farão com que eles magicamente desapareçam.

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Soluções para problemas:

1. Reconhecer que um problema. Rejeição do problema por medo deve ser tratado e solucionado antes.

2. Reconhecer que os sintomas observados são meramente efeitos de causas subjacentes. Ao invés de focar no tratamento dos sintomas, devemos DIAGNOSTICAR a(s) CAUSA(S) do problema.

A segunda parte é...

Reconhecer que os sintomas observados são meramente efeitos de causas subjacentes.

Ao invés de focar no tratamento dos sintomas, devemos fazer um diagnóstico preciso da causa do problema.

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DITACIN [ON]

Da preposição em Grego “dia” através, por meio de. Do substantivo grego “gnosis” conhecimento.

140] W | [0 ND/ORGO)Nin [0] V/]/ NE LOR

A palavra DIAGNOSE, vem da preposição grega “Dia-” que significa “Através / Por meio de”, e o substantivo grego “Gnosis” que significa “Conhecimento”. O termo “Diagnose” significa etimologicamente “ATRAVÉS OU POR MEIO DO CONHECIMENTO”.

Se queremos resolver uma questão, temos que fazê-lo por meio do conhecimento. Conhecimento sobre a questão é um requerimento para que se possa resolvê-lo.

Enganam-se aqueles que imaginam que soluções nascem da intuição ou determinação sem que exista antes uma base consistente de conhecimentos.

Ao olhar o problema por “meio do conhecimento”, chegaremos a uma compreensão das causas que colocaram os sintomas em prática.

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Busque as causas ao invés de tratar os sintomas.

Plano dos Efeitos / Sintomas: Realidades manifestadas decorrentes de suas Causas

A Capacidade de impactar em mudanças NÃO está nesse plano, mas é onde nossa Consciência se encontra “aprisionada”.

Plano da Causalidade: O POR QUE que está por trás e precede a Manifestação.

Toda a capacidade de impactar mudanças existe nesse plano, é para onde

Md?

nossa Consciência deve “ir.

Somos predominantemente condicionados a olhar e discutir sintomas. É importante nos recondicionarmos a buscar causas.

O que nós olhamos e vemos, a realidade manifestada, é decorrente de causas. O que se manifesta são os efeitos de causas subjacentes.

A capacidade de impactar em mudanças não está nesse plano dos efeitos ou sintomas.

Se focamos nos sintomas e não sabemos com clareza o PORQUÊ as coisas não são como desejamos ou esperamos, isso quer dizer que não temos a menor chance de impactar mudanças no plano dos efeitos e resolver o problema.

O plano dos efeitos é o que ocorre agora ou o que ocorreu. Não é possível impactar mudanças nesse plano porque as coisas não podem desacontencer, elas se tornaram O QUE E de fato, ou seja, se tornaram verdade e realidade.

Não podemos mudar o presente ou o passado, podemos aceitar ou rejeitar, mas nao podemos mais alterar o que é ou foi. Podemos mudar SIM o que ocorre daqui para frente.

O ponto é chamar a atenção para o fato que sobre muitos assuntos, nossa própria consciência se encontra aprisionada no plano dos efeitos.

O que isso quer dizer é que nós, a humanidade como um todo, como um agregado de pessoas, em muitas formas seguimos ignorantes das causas que nós mesmos colocamos em andamento, e que resultam em diversos tipos de sofrimentos autoinfligidos e limitações a nossa evolução como sociedade.

No Plano da Causalidade, quando entendermos o POR QUE, saberemos o que está por trás e o que precede a manifestação dos efeitos. Somente nesse plano existe a real capacidade em se impactar mudanças. Sendo assim, é para onde nossa consciência deve ir.

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Soluções para problemas

1. Reconhecer que um problema. Rejeição do [o] g0)0) [Ig at- o jo) dia aT=io (6) eua ser tratado e solucionado antes. 2. Reconhecer que os sintomas observados são meramente efeitos de causas subjacentes. Ao invés de focar no tratamento dos sintomas, devemos DIAGNOSTICAR a(s) CAUSA(S) do problema. 3. (Como conhecimento adquirido de uma diagnose acurada, SOLUCIONAR com AÇÕES nos fatores causadores da manifestação do problema.

E o terceiro passo é...

Com o conhecimento adquirido através de uma diagnose precisa, SOLUCIONAR com AÇÕES nos fatores CAUSAIS que levaram a manifestação do problema.

O objetivo é encerrar um problema de uma vez por todas e adquirir o conhecimento para não repetir o mesmo problema. Se padrões de problemas se repetem, é porque ainda não se agiu nas causas.

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VERDADE vs. PERCEPÇÃO

A VERDADE é OBJETIVA, diferente da percepção humana que varia. A verdade significa aquilo que é. É o que ocorreu no passado e que ocorre no presente.

Aquilo que é.

Distinguir o que é verdade, fato, realidade, do que é percepção ou opinião é fundamental na construção individual, ou como humanidade, da nossa base de conhecimentos requeridos para uma mudança.

A percepção difere da realidade ou da verdade. O termo percepção tem um sentido de enxergar através de filtros. Significa uma forma de ver, um ponto de vista, que pode estar em algum nível mais próximo ou distante de se parecer com a verdade.

Por exemplo, quando uma pessoa que usa óculos remove seus óculos, a realidade, a verdade, permanece a mesma, enquanto a percepção desse indivíduo pode mudar drasticamente. O que nos chega é uma percepção da realidade pois os fatos e acontecimentos são filtrados. Nesse caso o exemplo é o filtro por nossos sentidos, nossa capacidade de enxergar ou ouvir por exemplo.

Filtros também chegam a nós por terceiros, por exemplo, quando leio uma matéria em um jornal, recebo a informação através da percepção e filtros de uma outra pessoa. também os filtros daquilo que queremos ou não queremos que seja realidade. Sempre que nos deparamos com um conhecimento novo, os conceitos que temos antes agem como filtros para essas novas informações. Esses são alguns dos vários filtros mentais que criamos ao longo do tempo quando nos condicionamos a pensamentos e formas de agir.

mm,

Quando alguém diz que “essa é a minha verdade, essa é a sua”, “a sua verdade é seguir determinado caminho”, “a minha verdade é seguir esse outro caminho”, na prática está falando sobre suas opiniões, gostos ou preferências, seus pontos de vista, suas

percepções. O termo verdade está sendo incorretamente usado.

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VERDADE vs. PERCEPÇÃO

A VERDADE é OBJETIVA, diferente da percepção humana que varia. A verdade significa aquilo que é. É o que ocorreu no passado e que ocorre no presente.

Aquilo que é.

A verdade é objetiva, ou seja, ela não se baseia nas percepções dos seres humanos. No entanto, uma significativa parcela das pessoas não quer assimilar que a VERDADE independe das suas percepções.

Por que é tão difícil as pessoas pararem de falar sobre “as suas verdades”? A afirmação de que a verdade não depende de “suas” percepções pode ser visto como um ataque ao ego humano. Todos querem ouvir que suas percepções são importantes, ou mesmo que são precisas.

VERDADE, de uma maneira desmistificada significa simplesmente Aquilo que é”.

Não faz diferença se alguém conhece a verdade sobre determinada coisa ou assunto, não importa se alguém esteve presente ou se alguém consegue enxergar, ou mesmo se alguém quer saber qual a verdade sobre determinada coisa, ela existe, alheio a nossos desejos e vontades. A verdade sobre um assunto sempre existiu e sempre existirá, e não nada que qualquer coisa ou pessoa possa fazer para alterar algo que é verdade.

É impossível mudar alguma coisa que ja aconteceu. A verdade é algo que existiu no passado ou que acontece no presente. O que pode ser alterado é o futuro, e o futuro se altera a partir do momento presente. O presente é o único lugar de onde podemos construir algo que possa vir a se tornar verdade no futuro. Assim, uma verdade não preexiste no futuro. Ela poderá passar a existir quando chegarmos nesse momento futuro, mas não antes disso.

Ao longo da apresentação, quando usarmos o termo “Verdade”, ele quer dizer simplesmente “Aquilo que é”. E é isso que o termo VERDADE quer dizer. É fundamental

nos corrigirmos quanto ao uso desse termo para não confundir as pessoas sobre o que VERDADE significa.

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VERDADE vs. PERCEPÇÃO

Percepção NÃO é Realidade. Nosso Trabalho é alinhar os dois.

Nossas percepções humanas sobre fatos ou acontecimentos podem variar ligeiramente da

verdade, ou podem variar absurdamente daquilo que de fato é ou ocorreu. A verdade é justamente aquilo que não varia.

Nesse gráfico representamos três indivíduos com diferentes níveis de percepção da verdade sobre um determinado tema ou acontecimento. A verdade, que não varia, é

representada pelas retas brancas. Cada onda representa a percepção de um dos indivíduos, ilustradas aqui com as cores azul, verde e vermelho.

A proposta é mostrar num desenho a ideia de que algumas pessoas enxergam a realidade com mais frequência do que outras. Esse momento onde a verdade e a percepção se encontram é onde a onda azul, verde ou vermelha tocam a reta branca.

A capacidade individual de perceber o que ocorreu, e o que ocorre no momento, pode ser

mais ou menos precisa. Podemos dizer que estamos conscientes sobre algo, quando nossa percepção encontra com a verdade.

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VERDADE vs. PERCEPÇÃO

Percepção NÃO é Realidade. Nosso Trabalho é alinhar os dois.

No caso de uma vibração de baixa frequência (a linha vermelha), o comprimento de onda será mais longo, e a onda não toca com frequência a linha branca. Podemos dizer que é uma baixa frequência de consciência sobre esse tema ou acontecimento.

No caso da vibração de alta frequência (a linha azul), o comprimento de onda é bem mais curto, e a onda toca a linha branca com muito mais frequência. Representa uma alta

frequência de consciência.

Quanto maior a frequência da consciência, mais sua onda de percepção toca a linha da verdade.

O que aconteceria por exemplo se, muito mais que na onda azul, estivéssemos em uma onda com uma frequência tão alta que ela tocasse a reta branca em todos os pontos, uma frequência infinitamente alta. Essa onda formaria uma outra reta sobre a reta branca, ou seja, diríamos que essa pessoa, que a consciência dessa pessoa, está alinhada com a verdade.

Enquanto é impossível na prática alinharmos todas nossas percepções com a verdade, quanto mais próximas as duas, melhor a qualidade da percepção.

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VERDADE vs. PERCEPÇÃO

Percepção NÃO é Realidade. Nosso Trabalho é alinhar os dois.

Quanto mais alinhamos essas duas linhas, representa que estamos mais alinhados com a verdade.

O gráfico é uma representação, o ponto aqui é que percepção não é realidade.

A percepção é o filtro através do qual enxergamos a realidade, o nosso trabalho é alinhar nossa percepção com a realidade que existe, com o que é verdade.

Temos que aprender a separar de lado o que queremos que a verdade seja do que ela realmente é.

Enquanto não pararmos, em meio a nossas vidas tão atarefadas, para enxergar a realidade das coisas, não estaremos aptos a fazer uma diagnose adequada dos problemas que queremos endereçar. E é depois dessa etapa, com ações, quando passa a ser possível impactar com mudanças no mundo real. E depois ainda, a partir das mudanças, é que será possível vislumbrar as coisas materializarem como queremos que elas sejam.

É comum, em qualquer parte do mundo, que as percepções de realidade das pessoas sejam compulsivamente filtradas pelo que elas querem ou não querem que seja a verdade.

Um dos piores lugares para estar com a consciência é nessa posição de árbitros da verdade. É uma posição onde o indivíduo não acredita que certa coisa seja do jeito que é, então, ela assume que é do jeito que ela quer acreditar que seja.

infelizmente uma quantidade enorme de pessoas presas nessa gaiola mental das

percepções. Esse tipo de crença, com base em percepções próprias, é associada a uma ideologia conhecida como Solipsismo.

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SOLIPSISMO

DopR te eeSa A ideologia de que somente a propria mente é garantida de existir. Solipsistas creêm que qualquer conhecimento fora de sua propria mente é incerto, e por esse motivo não é possível existir uma realidade objetiva, nada sobre o mundo externo e seus funcionamentos podem ser conhecidos.

-

Solus: “S6”

ua - ias:

Ipse “Eu”

THE UNIVERSE

Nossa educação é influenciada por ideias solipsistas de pensadores como Hume e Kant. Não a toa é relativamente frequente que carreguemos em partes ou até totalmente e sem nem mesmo reconhecer o solipsismo. Se relaciona a pessoas que confundem sistematicamente opinião com verdade.

A palavra “Solipsismo” deriva do adjetivo em latim “Solus” que significa “Sozinho / Somente” e do pronome “lpse” que significa “Eu”. O termo representa “Só eu” ou “Eu sozinho”.

Para o solipsista a realidade é sobre as “MINHAS” percepções. Solipsistas acreditam que sua percepção é a única percepção real, portanto envolve uma visão de mundo onde a única coisa certa de existir é a própria mente, nada fora da própria mente realmente é garantido de existir. As opiniões e crenças pessoais equivalem a “MINHA verdade”. Uma verdade objetiva não pode existir, ou se houver alguma parte dela, têm menor importância uma vez ela nunca pode realmente ser conhecida ou explicada totalmente. Ao determinar para si mesmo que opiniões estão acima da possibilidade de objetividade no mundo real, caminha-se para o pensamento de que: “Não nada além do EU”.

O solipsismo se baseia em conjuntos de crenças que podem parecer próprios ao representar de forma parcial um alinhamento entre a percepção individual e sintomas do mundo exterior. O conjunto dessas crenças pessoais leva a conclusões falsas sobre o funcionamento das dinâmicas que criam a realidade e formam uma ideologia completamente egocêntrica e destrutiva.

A forma de pensar solipsista pode ser representada da seguinte forma: “Nada existe fora de mim, eu sou o único ser que realmente existe na criação, tudo o que eu percebo é criado por mim, dentro da minha imaginação e sensações” Em outras palavras, é uma representação de dizer que somos os criadores de nosso próprio universo com base em nossas percepções. Simbolicamente pode-se fazer uma analogia a uma tentativa de se enxergar como Deus ou o criador.

Os traços solipsistas que carregamos, em maior ou menor grau, quer estejamos conscientes ou não sobre eles, geralmente resultam em influências destrutivas na sociedade. É dessa forma que pessoas bem intencionadas acabam por realizar ações erradas.

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SOLIPSISMO

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THE UNIVERSE

Quando aceitamos crenças baseadas total ou parcialmente em percepções e opiniões, é consequência direta passarmos a acreditar que nossas percepções determinam o que é verdadeiro e o que não é. Assim, um conhecimento objetivo nunca pode existir, porque se não estiver de acordo com a opinião ou percepção, então pode ser descartado como não sendo real. Na visão solipsista a percepção é colocada acima de qualquer realidade.

Nossa proposição nas páginas anteriores foi que a percepção nem sempre é verdade, e que nosso objetivo é trabalhar para alinhá-las.

Quando assimilamos que nossas percepções não necessariamente correspondem a verdade, é comum sentirmos visceralmente um duro confronto ao ego. No caso do solipsista, a dificuldade é extremada, pois não não reconhece que a percepção não representa verdade, como ao colocar a realidade acima das percepções cria uma barreira empática no que tange reconhecer a visão ou mesmo existência real de outras pessoas. Se tudo é uma ilusão e nada é garantido de existir fora das próprias percepções, mesmo as outras pessoas são baseadas em percepção, existem para preencher espaços nos caprichosos egoístas da percepção do solipsista. Ou seja, formas de pensar solipsista nos levam invariavelmente a menosprezar a vida alheia, uma visão egoísta e involutiva de mundo.

Um sociopata pode ser considerado um solipsista completo, é um caso extremo. É comum

todos nós carregarmos traços desse desequilíbrio mental. Façamos em nós mesmos a reflexão sobre em quais aspectos agimos como solipsistas.

O estado de espírito solipsista age como uma fuga. Ameniza o desconforto inerente de se

viver em níveis de ignorância por pura preguiça que resultam na criação de sofrimento autoinfligido ao indivíduo e conjunto da sociedade.

38

nai M. 147, EM

E! SM E=a N)

Natural

MOVTE, S for God and “god”

Rox x, the word in general use in texts of all Perio

aj |= MowTEe (Rev.)

nTr (netjer) + al

Em linguas do oriente médio e egito antigo denota Divino, espirito.

al significa vindo de.

Vindo de deus ou do espírito.

Definiremos a expressão “Lei Natural”.

Independente do sentido que palavras adquirem ao longo dos tempos e podem ter adquirido em nosso próprio tempo, o objetivo de resgatar definições de termos ao longo do texto é trazer maior clareza ao contexto e aos conceitos de determinadas palavras chave que serão

utilizadas.

Buscaremos uma definição etimológica para a palavra Natural no sentido de entender seu propósito original.

“Natureza” deriva etimologicamente do egípcio antigo NTR pronunciava-se algo como Ne- Cher.

Seu simbolo hieróglifo é uma Bandeira simples estilizada em um mastro. O conceito de uma Bandeira é representar uma força que sabemos existir, pois observamos seus efeitos, e que é difícil ou impossível de ver com os olhos. Uma força invisível mas

sempre presente.

Necher, natureza, em sua etimologia tem significado equivalente ao que entendemos como “Espírito”, “Deus” ou o “Divino”.

“Necher” quando somado a “al”, assemelha-se a pronuncia em português “NATURAL”, Necher al, Natural.

Al significa “vindo de”.

Natural, portanto, significa “vindo de deus” ou vindo do espírito”.

Ee

Reforçamos a importância dessa definição pois quando falamos em natureza, pensamos em bichos, plantas e florestas, podemos associar o termo também a teoria da evolução. O que Natural representa originalmente é um conceito significativamente mais amplo do que entendemos hoje. É como se adicionassemos ao nosso entendimento contemporâneo da palavra o sinônimo de “Divino”.

O que engloba o natural é identico a divino e espiritual. Sendo assim, quando nos referimos a Lei Natural, falamos sobre o conjunto de leis que regem a natureza e que compreendem também o divino ou espiritual.

Tivemos, talvez por influencia de Descartes, com sua separação de corpo e alma, uma compreensão filosófica que o material e o espiritual são planos distintos.

Essa divisão é somente conceitual e incorporada por nossa cultura algumas poucas centenas de anos.

Por experimentarmos e entendermos que vivemos num plano físico, é normal as pessoas considerarem que não habitamos igualmente um plano espiritual.

Esse é um grande engano conceitual. Considerar que o mundo espritual está em um plano e o material em outro, ou que devemos dar mais ênfase para um ou para o outro, ou até que o plano espiritual não existe, que o que existe é o mundo da matéria, essa separação é filosófica e simbólica mas efetivamente não é precisa para descrever a realidade fora dos contextos filosóficos históricos do tempo em que foi proposto.

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Lei Natural

Definições

LEI NATURAL

Uma condição existente que é Que pertence ou se refere a vinculante e imutável (não pode ser natureza; regido pelas leis alterada). da natureza, provocado pela natueza, não criado pelo homem.

As leis que regem as manifestações na experiência real, derivadas de um plano espiritual.

Natural ou espiritual: Sob a ótica de seu significado etimológico, são termos intercambíaveis. A Lei Natural se refere igualmente a lei espiritual, das coisas que tem base na natureza e não foram criadas pelo humano. Natural representa o que não foi criado por nós.

LEI: Indica uma condição existente que é vinculante e imutável (não pode ser alterada). No sentido de lei científica e não o de uma lei jurídica, mutável, criada por grupos de indivíduos.

Se imaginamos uma cena de uma criança que inadvertidamente chega na beira de um penhasco, a gravidade vai se importar com a criança? A gravidade vai permitir que essa criança caia? Faz diferença a criança entender ou não a Lei da Gravidade depois que ela pisar no penhasco? Essa criança não faz ideia dessas leis. Para o resultado no plano material, indifere ser néscio (como no caso de uma criança) ou ignorante sobre as leis da gravidade, ao pisar no penhasco a queda é o resultado previsível todas as vezes. É nesse contexto o uso do termo Lei, vale sempre.

“Uma condição existente que é vinculante” significa que seus efeitos ocorrem a despeito da decisão voluntária em ignorar, entender ou rejeitar. Representa que se um indivíduo não acredita, concorda ou entende que esse efeito, a percepção do indivíduo não faz a menor diferença, as regras valem sempre. São Leis criadas junto a nossa existência que NOS vinculam.

“Imutável” implica que não abolutamente nada que se possa fazer para mudá-la. Estará em efeito eternamente. É imutável pois não foi colocada por nós.

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A realidade que experimentamos é em grande parte cocriada a partir das interações com essas regras invisíveis que mantemos como indivíduos e sociedade. O que de fato resulta em problemas graves, é quando acreditamos que somos nós quem criamos essas Leis.

A afirmação de que nossas percepções, opiniões ou crenças individuais sobre esses efeitos podem não representar o que é de fato, muitas vezes pode confrontar uma parte do ego que encontra acolhimento na sensação associada a imaginar que o universo, Deus ou o cosmos se importa por nós de uma maneira individual. O termo que preferimos para expressar esse conceito de uma inteligência na criação igualmente não impacta o resultado: as leis da natureza e universo não se importam por nós, são Leis existentes na criação e valem a despeito de nossas crenças ou desejos.

Sendo assim, se queremos criar um mundo melhor, atrair coisas melhores para nós todos, terminar nosso sofrimento autoinfligido, é um requerimento ter o conhecimento de como funcionam essas regras.

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Di pfal(o=[oRCi=Ig=]

A LEI NATURAL é um conjunto universal, vinculante, objetivo, não criado pelo homem, eterno e imutável de condições que governam as consequencias dos comportamentos de seres que possuem a capacidade de entender a diferença entre comportamento prejudicial e não prejudicial.

Podemos chegar assim a uma definição inicial, em alto nível e geral sobre a LEI NATURAL.

A Lei Natural abrange um conjunto de Leis Espirituais Universais que funcionam como as regras que governam a dinâmica de nossa consciência e sua relação direta com

materializações no plano físico.

São vinculantes ao nosso comportamento no sentido em que somos livres quanto a escolhas, mas não temos a habilidade de escapar das consequências de nossas escolhas.

Escolhas essas que levamos adiante através de nossos pensamentos, emoções e ações.

A LEI NATURAL é sobre compreender objetivamente o conceito de MORALIDADE, que significa entender a distinção objetiva entre o que é Errado e o que é Direito.

Leis Comportamentais de co-criação da realidade valem para os seres que tem a capacidade de entender essa distinção uma vez explicado. Valem para seres inteligentes. Ainda que possamos argumentar que uma baleia ou um cachorro demonstram um grau de inteligência, eles não tem a capacidade de entender a Lei Natural, sendo assim, essas Leis não se aplicam a eles. A Lei se aplica aos seres que tem a capacidade de entender conceitos simples ou abstratos como os que estão sendo apresentados aqui. É dessa capacidade onde nascem nossas habilidades em impactar na experiência de realidade.

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Eu NÃO ACREDITO...

Crença é...

Crenças:

Acreditar em mesmo, acreditar em fazer coisas boas aos outros, acreditar no potencial de melhora através de conhecimentos novos; são todos exemplos da existência de crenças boas e positivas. Mas no que se refere as Leis Espirituais ou da Natureza, essas não dependem de crença.

A Lei Natural se difere de religiões nesse ponto, não é um sistema de crenças, é uma ciência. O entendimento sobre a Lei Natural foi alcançado por diversos povos e grupos desde os primórdios da história da humanidade, uma vez advém da observação e análise do mundo real independentemente de credo, época ou região geográfica.

Assim como a Lei da Gravidade, essas leis que regem as consequencias do comportamento humano são descobertas via processos de experimentação. São Leis justamente pois sobrevivem ao método científico, com base na formulação de hipóteses, observação de

evidências no mundo real e avaliação de resultados.

Temos a opção de aprender as Leis da Natureza, viver de acordo com esses entendimentos, ou ignorar e sofrer com as consequencias.

Nessa imagem temos a representação de alguem com crenças que negam Leis da Natureza.

Ao pular do penhasco, para o negacionista da Leis da Natureza (no caso da gravidade)...

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..em Gravidadeeeee

Crença é [NNSRSV ANDI

...ficará bem clara a proposição de que a crença individual é completamente irrelevante.

As Leis da Natureza não se importam por você ou por mim individualmente. Elas funcionam a despeito de nossas escolhas e crenças.

É comum nos sentirmos melhor ao ouvir que nossas crenças importam muito e talvez não gostamos de ouvir que crença é irrelevante. Esse conteúdo se tornaria mais comercial, mais lido e reproduzido, se frases desconfortáveis dessa natureza fossem omitidas e dizer mais aquilo que se sabe que as pessoas querem ouvir: “Sim, suas crenças fazem muita diferença e o cosmos, Deus, se importa individualmente por você”.

Exceto que isso não é verdade. A Lei Natural não é uma força pessoal ou individual, é uma força impessoal. No que se refere a Leis que existem no Universo, sistemas de Crenças são completamente irrelevantes.

Isso vale para a existência e funcionamento do que caracterizamos como Lei Natural, assim como para outras leis da Natureza como a Lei da Gravidade, Lei da Inérica, do momento, Leis da termodinamica ou eletromagnetismo. Descobrir e conhecer o funcionamento dessas Leis não dependem de sistemas de crenças.

O que se compreende como Lei Natural está presente nas origens do pensamento científico como também de todas as grandes religiões (ainda que essas religiões institucionalizadas, sem exceção, são deturpações desses conhecimentos esotéricos originais para visões involutivas que beneficiam pequenos grupos).

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“Há duas maneiras para ser enganado. Uma é acreditar no que não é verdade; a outra é

recusar a aceitar o que é verdade:

- Sóren Kierkegaard

O filósofo Sgren Kierkegaard descreve as duas únicas formas em que a humanidade pode se autoinfligir sofrimento.

O caminho para evolução e o fim de todo o sofrimento, começa por pararmos de negar o que é verdade.

Sempre que nos negamos a aceitar o que é verdade experimentamos a consequencia com algum nível de sofrimento que de fato não precisava existir.

Houveram representantes nas variadas correntes filosóficas e também nas tradições místicas, escolas esotéricas e de ocultismo, desde o início dos tempos, que buscaram descrever essas regras para uma proporção mais ampla das pessoas.

Essas escolas de mistério do passado, organizações sociais restritas que se propunham a investigar o desconhecido, é onde se aprofundavam nos métodos de descoberta da verdade e portanto de onde se edificou as origens de todas as escolas de pensamento posteriores e mais conhecidas.

A característica de segredo nos permite chamá-las também por sociedades secretas. Por exemplo, para participar de algumas democracias da antiguidade exigia passar por um rito de iniciação e tornar-se membro de uma forma de culto restrito, onde conhecimentos eram mantidos em segredo do resto da população. O diferencial de conhecimento sempre foi, e continua a ser, a chave para controle e poder de poucos sobre muitos, ao custo de sofrimento e em detrimento a uma vida mais igualitária e livre.

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Correspondência

O que está no alto é como o que está embaixo

Começamos a estabelecer a importância e a ligação entre a mente individual e a construção da nossa realidade no mundo material e coletivo. Dissemos que o conhecimento das ciências ocultas e escolas de mistério são divididos em dois grandes grupos:

- O conhecimento das coisas menores, representa a consciência do indivíduo.

- O conhecimento das coisas maiores, que representa aspectos macro sobre os entendimentos das Leis da Natureza a incluir as ciências naturais e também as ciências comportamentais.

uma correspondência direta entre o micro e o macro. Um reflete o outro.

Tornada conhecida pela música de Jorge Benjor, muitos ouviram a expressão “O que Está no alto é como, ou similar, ao que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está no alto”. O que está no alto representa o macrocosmo, a totalidade das coisas, as Leis da Natureza que regem os aspectos das coisas grandes. E o que está embaixo se refere ao microcosmo e as dinâmicas das mentes individuais que formam esse todo.

A realidade que experimentamos no presente se originou do plano mental de cada um de nós, e como as coisas estão sempre em constante movimento empurradas pelo tempo, esse agregado das mentes individuais co-criam essa realidade coletiva que vivemos. Entender a mente individual é um primeiro passo para se entender como será o reflexo no macrocosmo. Para impactar qualquer mudança no plano físico, é um requerimento mudar a forma como pensamos individualmente.

Nas próximas páginas iniciaremos uma viagem mais profunda ao microcosmo da consciencia humana e o funcionamento do cérebro.

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CONSCIÊNCIA

0

CÉREBRO

Explicações sobre o cérebro e a consciência são temas que geralmente nos são apresentados envoltos em misticismo no caso de consciencia, ou como assuntos complexos demais no caso do funcionamento do cérebro.

A proposta é definir de uma maneira simples e desmistificada a consciência e os funcionamentos da mente humana.

Sua compreensão é fundamental uma vez são justamente as dinâmicas que se originam na mente individual, o ponto a partir de onde cocria-se nossa experiência compartilhada de realidade.

Tudo o que se materializa em nossa sociedade, de uma forma ou de outra se originou nas mentes das pessoas. Se queremos impactar qualquer mudança, entender os processos básicos da mente é um requerimento.

Mencionamos também que esses conhecimentos sobre as dinâmicas da mente e como dela se origina a materialização das coisas é possivelmente o conhecimento mais oculto da humanidade.

Buscamos quebrar preconceitos quanto ao termo oculto e ocultismo ao dizer que a palavra denota conhecimentos escondidos, e que não precisamos temer nenhuma forma de conhecimento, pois não existe conhecimento bom ou mau. O conhecimento é uma ferramenta, que pode ser usada para o bem ou para o mal.

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As tradições esotéricas, ocultas e escolas de mistério falam de uma ciência através de símbolos e histórias que é a Lei Natural.

A Lei Natural se difere de sistemas de crenças e religiões, uma vez pode ser cientificamente descoberta com formulação de hipótese e observação no mundo real.

Mostramos um desenho de uma pirâmide que dinstinguia a diferença daqueles que tem esse conhecimento em algum nível e aqueles que não tem. Vamos retornar a essa imagem por um momento...

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Estruturas Hierarquizadas e Compartimentalizadas

Níveis de conhecimento e Hierarquia dentro de instituições ex: do Caixa do Banco ao Presidente do Conselho.

DO ATO AR SEA

RARA RETA é VEDA Ps

|] Partd = 70 GS 23º...

Até então, dissemos que ter o conhecimento das dinâmicas das Leis da Natureza é indispensável para atrair as coisas que queremos e semear um mundo melhor para nós e para todos.

Na prática, como não vivemos essa realidade, são poucos ainda os que entendem de maneira objetiva essas dinâmicas. A maioria das pessoas no mundo, em maior ou menor

grau, formam as massas ignorantes nas bases da pirâmide.

Para exemplificar de forma visual o problema criado por esse desequilibrio de conhecimento, imaginem a seguinte situação hipotética:

um determinado casal e a esposa se envolve em um caso com alguém que conheceu na academia. O marido acaba por descobrir. Mas por seus vinte anos de carreira em psicanálise e por ser um reconhecido pesquisador do comportamento humano, ao invés de buscar brigar de alguma forma, o marido faz algo diferente. Ele se matricula na academia e usa técnicas de aproximação (rapport) para tornar-se “amigo” dessa pessoa. Descobre que é um garoto recém universitario que passa metade de seu tempo na faculdade, outra parte na academia, algumas horas na mídia social ou em games, assiste séries ou mesmo uma novela e frequenta algumas vezes por semana o barzinho. Ou seja, alguem que não entende comparativamente nada sobre os fundamentos do comportamento e da mente.

Imagine que essa aproximação tenha sido por um sentimento de vingança. Com base na diferença de conhecimento e experiência em relação ao jovem, quanto dano é possível causar somente a partir da manipulação da mente desse jovem?

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A resposta é que pode destruir completamente a vida desse jovem, criar traumas, desequilibrios, neuroses e atrasar por anos o seu desenvolvimento. Não estamos dizendo que é isso que aconteceria, mas serve para ilustrar que nessa situação nós somos esse jovem, e do outro lado estão os psicólogos a serviço de controlar as massas e que se engajam nesse jogo, adaptando suas ferramentas com o tempo, ha muitas e muitas gerações.

O principal foco desses estímulos externos que recebemos involuntariamente são no sentido de ampliar desejos base, criar a falta de empatia, preguiça de reagir e de certa forma uma covardia, por estarmos mais apegados a esses desejos egoistas base do que tomar atitudes, em realmente se importar, em ter compaixão e respeito próprio, em aceitar a possibilidade de sermos verdadeiramente livres nesse maravilhoso planeta que vivemos e em uma era onde a tecnologia permitiria a todos, sem exceção, viver de maneira excelente.

Para contextualizar essa abordagem, nas próximas páginas discutiremos a “engenharia do consentimento”, com exemplos recentes do uso da engenharia social na criação de variados estímulos sensoriais para nos induzir a comportamentos pré-determinados e que por essas vias moldam nossa sociedade como um todo.

Utilizado por grandes corporações e governos por motivos aparentemente superficiais, como aumentar vendas de produtos ou impactar em disputas políticas, ou mesmo supostamente nobres, como impor medos a uma população visando reduzir rejeição a uma campanha de vacinação, na prática o resultado agregado dessas manipulações psicológicas são extremamente mais profundos.

O que mostraremos é o aspecto predominante do resultado da aplicação continuada dessas técnicas, quando a criação de ideias artificialmente complexas ocultam e obscurecem a liberdade e o infinito valor de cada ser humano que é destruído nesse processo.

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Engenharia do Consentimento

= PORQUE PROTEGEM

A VISTA

A Psicanálise une- dad a se a Publicidade

COQUELUCHE E BAONCHITE

DAUDT & FREITAS ELITLIAdS

DROGARIA PACHECO 59, Rua dos Andradas, 59

EMBRANQUECE E CURA À PEL

As formas de manipulação são sofisticadas e sutis, utilizam-se das emoções e atuam sobre nossas habilidades inatas em reconhecer padrões e na tendência natural em acreditar no que nos é dito. Sua sofisticação pode ser percebida quando muitos de nós reconhecemos a presença da engenharia social em nosso cotidiano, mas raramente reconhecemos como ela atua de forma profunda na formação de nossas próprias ideias e comportamento. Discutiremos três exemplos, dois no âmbito da publicidade, e um terceiro dentro do âmbito acadêmico governamental, sendo que esse um caso mais extremo e nada sutil.

Engenharia do Consentimento é o nome de um ensaio publicado na década de 50, pelo sobrinho de Sigmund Freud nos Estados Unidos, Edward Bernays. Bernays se utilizou de uma forma subvertida dos métodos psicanalíticos de Freud para se tornar possivelmente o nome desconhecido mais influente da primeira metade do século passado. A engenharia do consentimento é a utilização de pesquisa e métodos científicos para a prática de fazer com que as pessoas apoiem ideias ou programas. O sucesso da metodologia foi tão grande no mercado corporativo americano, ao ponto que nas décadas seguintes o governo e agências de serviço secreto norte americanos estavam amplamente se utilizando desses métodos para controle da população.

Em um livro de 1966 sobre o governo americano, a ameaça que o emprego desses métodos representava a liberdade e a democracia foi expressa da seguinte forma: “Nas modernas condições de publicidade política e manipulação, tornou-se possível para uma elite de experts e políticos profissionais a falarem sobre a engenharia do consentimento. O consentimento dado pela população como resultado de manipulação, é difícil de distinguir do consentimento que é dado como suporte a governos totalitários. Quando um eleitor manipulado é um eleitor normal, não se pode dizer que o apoio a esse governo é um apoio consentido em qualquer forma tradicional dessa palavra”

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Essa lógica de subversão entre o poder real e a aparência do poder nas democracias era apontada milênios atrás pelos filósofos da Grécia, de onde se atribui as origens do conceito democrático. Aspectos democráticos aparecem de maneiras diferentes nas diversas sociedades. Quando envolvem representatividade por uma classe especialista de politicos, divididas em facções partidárias e co-existem na presença de estabelecidos oligopólios abre-se um campo fértil para a presença de demagogos e níveis consideráveis de autoritarismo tolerados pela população. Decorrem formas de governo que de fato legitimam a usurpação ao invés de nos proteger dela.

Em grande parte essa disfunção em regimes democráticos surge da capacidade de manipulação das emoções e formas de pensar para uma aceitação sem questionamentos de conceitos morais e sociais que eliminam as reais possibilidades de suprimir desigualdades e significativamente aumentar os níveis de liberdade em nossas vidas. Estabelecem sistemas de governo baseados em consentimento da população, mas concedidos na base de mentiras e falsidade. Não a toa o acúmulo de recursos econômicos se torna tão decisivo em relação aos níveis de liberdade e contentamento sobre a vida individual. A tensão criada na diferença entre ser justo ou haver justiça e parecer haver é central na disseminação de comportamentos egoístas, intolerantes, de ostentação e de esperteza ardilosa. Ao invés de estimular formas de viver baseadas em auto-respeito e amor por mesmo, estabelece uma sociedade de indivíduos que vive sobretudo da opinião dos outros e que obtém desses julgamentos sociais seu próprio sentimento de existência.

No primeiro caso que discutiremos, ainda na década de 20, a publicidade, muito diferente do que é hoje, era até então predominantemente factual. A comunicação focava nas necessidades das pessoas e descrevia as virtudes práticas dos produtos. Sapatos, meias e até carros eram apresentados em termos funcionais, como a sua durabilidade.

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Tochas da Liberdade

Até então empresas e governos acreditavam que desde que fossem apresentados os argumentos próprios e corretos, as pessoas iriam raciocinar em cima dos argumentos de maneira logica, segundo suas reais necessidades, o que formaria a base para nossa evolução social e coletiva.

Essas experiências nas origens da publicidade moderna fizeram as corporações perceberem que precisavam mudar a forma como as pessoas pensavam sobre seus produtos e consequentemente sobre suas reais necessidades.

Um banqueiro do Lehman Brothers na época constatou com clareza do que eles precisavam: “Precisamos mudar a América de uma cultura de necessidades, para uma de desejos”.

Na percepção dos grupos que controlam grandes corporações, evidenciou-se que é mais interessante tornar os desejos das pessoas mais importantes do que suas reais necessidades.

Bernays foi o criador do termo “relações públicas”. Uma vez o termo “propaganda” estava desgastado por sua associação a propaganda no período de guerra, geralmente exageradamente mentirosa e tendenciosa sempre a enaltecer o próprio lado como nobre e a realçar a imagem do adversário como um monstro.

Ao ter acesso a publicações do seu tio Freud, Bernays entendeu que o processo de decisão nas pessoas envolve muito mais do que a lógica ou seu lado racional. Propôs a grandes corporações utilizar desses métodos de falar com o inconsciente com a finalidade de gerar lucro. Bernays influenciou para sempre a forma de se comunicar no mundo. 49

Um de seus primeiros clientes foi a American Tobacco, então a maior empresa de cigarros nos Estados Unidos. No início do século passado, fumar cigarros era exclusivamente masculino. Era tabu as mulheres fumarem. O presidente da American Tobacco contratou Bernays para descobrir como romper esse tabu, visto que se fosse possível convencer ao público feminino a fumar, praticamente se conseguiria dobrar o tamanho do mercado consumidor.

Bernays foi a campo para descobrir as motivações por trás desse tabu. O que descobriu-se é que o cigarro representava uma simbologia fálica associada ao poder sexual masculino. As pesquisas indicaram que se fosse possível reverter esse imaginário para tornar o cigarro como um enfrentamento a esse poder sexual masculino, uma forma do público feminino se apropriar desse poder sexual e símbolo, seria possível reverter esse tabu e de fato convencer as mulheres a fumarem.

Em nova lorque, num celebrado evento anual da cidade quando milhares de pessoas vão as ruas assistir a desfiles, Bernays acionou contatos na imprensa e disse ter ouvido falar que algumas mulheres iriam realizar um protesto feminista simbólico nesse evento, que elas acenderiam as “tochas da liberdade”, mas sem dar detalhes ou explicar do que se tratava.

Bernays contratou algumas jovens e pediu que escondessem um maço de cigarro nas suas roupas e se misturassem ao desfile. Ao seu sinal, as jovens pegariam um cigarro num gesto teatral e os acenderiam simultaneamente.

Bernays tinha certeza que isso causaria polêmica e chamaria muito a atenção. Assegurou-se que haveriam diversos repórteres para cobrir o acontecimento. E por sua vez tinha pronta a frase simbólica “tochas da liberdade”.

Bernays tem o seu símbolo, com mulheres jovens fumando em público, e com a frase em que praticamente qualquer pessoa que apoiasse esse conceito de igualdade e liberdade entraria nesse debate.

A poucas quadras de onde ocorria o desfile estava a estátua da liberdade, segurando para o alto a sua tocha. Nessa ação havia associações simbólicas, emoção e uma mudança social de comportamento. A mulher ao fumar se tornava mais independente e empoderada, uma ideia que persiste até os dias de hoje.

No dia seguinte ao evento essa notícia rodou o mundo e as vendas de cigarro para mulheres começaram a aumentar.

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Fumar cigarro, sobretudo o industrializado, é um comportamento de origem completamente irracional, independente do gênero da pessoa ou das condições sociais a sua volta. Desejo sem racionalidade facilmente se torna um vício. Ao permitir que emoções base nos controlem sem um balanço examinado, passamos a alimentar visões de mundo distorcidas baseadas em instintos, confundindo percepção com realidade. Para não encarar os resultados disfuncionais gerados pela entrega ao controle emocional, passamos a imaginar narrativas e criar ilusões. Ao buscarmos o conforto na repetição desses estímulos abrimos a possibilidade para a origem de uma variedade de compulsões, obsessões e vícios.

Bernays efetivamente provou que é possível através de simbologia e do conhecimento da psicologia e estruturas da mente a convencer o ser humano a fazer algo irracional.

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Betty Crocker Cake Mixes bring you that Special Homemade Goodness

A Charada do Sucesso dos Bolos Betty Crocker: Simbologia arquetípica aplicada para manipulação

Outro exemplo clássico se passou diretamente nas casas e cozinha das donas de casa.

A empresa Betty Crocker de alimentos produziu um mix instantâneo para bolos. Tudo que era preciso fazer era misturar o mix em com água. Para a época essa simplicidade para fazer um bolo era considerado praticamente um pequeno milagre.

O problema foi que o mix de bolo milagroso não vendeu. Inconformados, por terem investido significativo tempo e dinheiro nesse novo produto, os executivos da empresa contrataram os serviços da ciência e da psicanálise para “resolver o problema”. Em outras palavras, fazer com que as pessoas comprassem algo que eles sabiam que elas não queriam. Ao invés de ir atrás do que as pessoas efetivamente queriam na época, a empresa queria achar os meios para empurrar esse produto para o consumo.

Uma equipe de psicanalistas foi a campo para entender qual era o problema das vendas: por que as donas de casa não queriam o bolo instantâneo. A conclusão foi que a dona de casa americana apreciou muito a conveniência do produto, mas se sentiam culpadas em enganar suas famílias a acharem que ela fez um grande esforço para fazer aquele bolo, enquanto na realidade ela teve que fazer pouco e colocar pouco do seu amor, carinho e tempo na preparação, ao contrário do que seria se elas estivessem fazendo esse bolo do zero.

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A solução oferecida pelo grupo de psicanalistas foi bastante simples. Tudo o que precisava ser feito era colocar três palavrinhas nas instruções na caixa:

“Adicione um ovo”.

O ovo em diversas culturas antigas simboliza a essência feminina da criação de onde vem toda a vida, em algumas simboliza o próprio cosmos, o útero da criação.

O ovo, como um dos mais importantes e antigos símbolos arquétipos, mantém uma correspondência profunda e subconsciente com a vida, nascimento e criação, tornando o processo de fazer o bolo com sua adição mais significativo na mente da dona de casa. É o símbolo feminino da fertilidade, ao adicionar o ovo a dona de casa contribui para o processo do nascimento do bolo. Nesse sentido, como consequência, ela estaria trazendo vida para seu marido e família, ao fornecer o ovo.

Adicionar um ovo ao mix instantâneo possibilitou uma saída para culpa da dona de casa. Ao fazer mais do que somente adicionar água, ao adicionar um ingrediente que é psicologicamente interligado com suas próprias características de criação e de geração de vida, ela pôde deixar de lado esse sentimento de culpa.

O resultado final foi que as vendas desse bolo que ninguém queria, passaram a ser um gigante sucesso.

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“A manipulação consciente e

inteligente dos hábitos e | opiniões organizadas das massas da é um elemento importante na

sociedade democrática. Aqueles Elfen past ad que manipulam esse mecanismo invisível da sociedade constituem um governo invisível que é o verdadeiro poder dominante de qualquer país. Somos governados, nossas mentes são moldadas, nossos gostos são formados, nossas idéias são sugeridas, em grande parte por homens dos quais nunca ouvimos falar ..” Edward Bernays

Bernays criou a função de relações públicas e fundiu a psicanálise com os métodos de comunicação corporativa. Seu enorme sucesso fez com que a quantidade de psicanalistas trabalhando em grandes corporações aumentasse dramaticamente e desenvolveu-se um mercado gigantesco e lucrativo em moldar desejos e opiniões.

Na base estava a subversão dos conceitos de Freud, enquanto vivia-se um período em que o mundo tinha acabado de viver o horror da primeira guerra mundial. Preocupava a sociedade e aos governos essa manifestação recente de instintos primitivos e violentos que todos haviam testemunhado.

Freud, que acabara de inventar o método que batizou de psicanálise, descreveu com profundidade os aspectos da mente que dão origem a impulsos sexuais e agressivos que, segundo a psicanálise, residem em nosso “inconsciente” e estão associados a instintos primitivos na formação animal do cérebro.

Quando desligamos nossas capacidades mais avançadas de “consciência”, que resultam em menor utilização do neocortex, ficamos a mercê dessas áreas que a psicanálise chamou de inconsciente.

Durante guerras, essas forças primitivas são deliberadamente estimuladas, mas até então poucos entendiam suas raízes e como controlá-las.

O conceito de controle social proposto pós-guerra, para tempos de paz, foi encontrar os meios para reprimir esses impulsos, por tornar as pessoas mais dóceis e obedientes. Isso seria feito por estimular e direcionar os desejos base, o que torna as pessoas muito mais suscetíveis enquanto aumenta-se a dificuldade em adquirir clareza da realidade dentro de uma visão equilibrada.

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AWD lafo fog [of] Comprometida

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Mas nem tudo eram flores para os profissionais de relações públicas e propaganda. Diante da comprovada capacidade da engenharia social em manipular grandes grupos da população, isso criava pressões nas relações de poder mais ao topo do pirâmide. Uma das primeiras celebridades a se pronunciar sobre como os impactos dessa comunicação começavam a distorcer a malha social foi o presidente Norte Americano Franklin Delano Roosevelt. Durante sua campanha presidencial em 1936, ao fazer duras críticas aos aspectos negativos resultantes dessa manipulação, foi bombardeado perante a opinião pública como inimigo das corporações e do progresso.

Governistas argumentavam que a democracia se sustenta na capacidade de uma sociedade conseguir raciocinar e pensar com base em princípios universais, enquanto as corporações se posicionavam que as formas de controle dos desejos e da mente através da engenharia social eram a única forma de adestrar e reprimir instintos primitivos que nos levariam a todos a barbárie e ao caos.

Lobbys corporativos divulgavam na mídia que Roosevelt endividaria o país e que a única forma de prosperar era deixar as empresas livres para moldar os rumos da sociedade. A partir de sua vitória eleitoral, grupos de empresários começaram a conspirar inicialmente atrás de portas fechadas sobre como combater de maneira ideológica as propostas do novo governo. Era necessário fixar na mente das pessoas que os conceitos de democracia e de corporações privadas são dois pilares inseparáveis.

Eventualmente fundou-se uma associação com alguns dos maiores industrialistas e empresários norte americanos. Como empenho inicial, promoveram uma campanha com o objetivo explicito de criar laços emocionais entre o público e as grandes marcas.

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A técnica que era até então utilizada em escala corporativa para promover uma marca, passaria a ser utilizada de uma forma massiva para direcionar a opinião pública em relação a conceitos sociais. A campanha demonstrava sob diversos ângulos que são as corporações, e não os políticos, que moldam a modernidade do país. A publicidade era veiculada no rádio, cinemas e na mídia exterior, mas também inserida nos editoriais dos jornais, onde opiniões travestidas de fatos cumpriam seu papel de influenciar as massas na adesão aos conceitos corporativos de “progresso”.

Houve efetivamente um contra-ataque por parte do governo, com a produção e divulgação de filmes onde explicava-se as ações inescrupulosas das grandes empresas e da mídia, onde o principal vilão era justamente a nova figura de relações públicas. Surpreendentemente, esses filmes tentavam ensinar como cidadãos responsáveis poderiam detectar as técnicas de manipulação da mídia e assim refutar esse tipo de comunicação invasiva e manipulatória. Mas essas ações não eram páreas para a mente de Bernays, que participava dessas campanhas nesse momento junto com centenas de outros especialistas. Bernays partiu para criar uma visão utópica de um futuro próspero e igualitário possível somente através da liberdade do capital, dos negócios e grandes empresas.

Em 1939, no centro de um grande evento mundial em Nova lorque, estava a invenção de Bernays, DemocraCITY, ou algo que poderia ser traduzido como Democracidade, ou Cidade da Democracia. Era sua visão utópica da união entre Democracia e negócios, no caso, a ser realizada pela GM, a General Motors. O que se via eram rodovias sendo construídas, telefones sem fio, aparelhos instalados nas casas das pessoas para assistirem a imagens em movimento, video, a nossa grande TV. Era tudo consumismo, mas isso não importava visto a sensação de que aquilo eram coisas boas. Ficava demonstrado que as empresas conseguem traduzir os desejos das pessoas de uma forma que a política jamais conseguiria.

Ao invés de tratar as pessoas como cidadãos engajados, como se propunha, o modelo das grandes corporações dependeria de consumidores passivos, a chave do controle em uma democracia de massa. Em uma dita situação democrática dessas, não são as pessoas que estão no controle, mas sim seus desejos e emoções base. Enquanto uma sociedade encarar desejos como necessidades reais, a sociedade abre mão e perde completamente sua capacidade de decisão.

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Cibernética

A ciência relacionada a sistemas de controle e comunicação automáticos tanto em máquinas quanto em seres vivos.

Soviet Cybernetics and Computer Sciences, 1960

By EDWARD A, FEIGENDAUM

Nos anos seguintes o mundo assistiu a um novo espetáculo da liberação dos instintos primitivos na barbárie da segunda guerra mundial. Goebbels, o ministro da Propaganda do Nazismo, fez referência ao que aprendeu com os ensaios escritos por Bernays e suas experiências sociais.

Mas ao invés de reprimir os instintos violentos, Goebbels os estimulou e usou as mesmas bases da psicologia para direcionar e controlar essa violência.

Os traumas e a dor da guerra iniciaram um novo ciclo de pesquisas psicológicas e investimento dos governos na área. Ao final da guerra, o trauma serviu para propagar com grande eficiência um temor desses nossos instintos primitivos. Esses sentimentos tão perigosos, que nos levariam a barbárie e ao caos estariam bem ali próximos da superfície do comportamento. A exploração deliberada do medo após um evento traumático foi utilizada para selar de vez o pacto entre a forma de governar e essa visão de mundo construída artificialmente por grandes corporações e seus psicólogos e psicanalistas num caminho sem volta, ao menos até hoje.

No argumento de que se deve controlar o inimigo dentro da mente humana, essa situação de medo propagada no início da guerra fria foi extremamente propícia para que os diferentes blocos investissem pesado no aprimoramento de técnicas de controle da mente e das massas.

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As colaborações que ocorreram nesse período em torno desse tema foram as mais inesperadas possível.

A conhecida Operação Paperclip foi a importação de cientistas nazistas basicamente para o serviço secreto norte americano e seus diversos propósitos. É possível argumentar que fora do campo de batalha o nazismo não foi superado, mas sim incorporado por intermédio das agências de inteligência em diversos países.

Evidências nos mostram que foram incorporados no complexo industrial militar e mercado financeiro por exemplo. A origem do Credit Suisse, entre outros, se deu através da lavagem de dinheiro roubado dos judeus e vitimas do nazismo. Boa parte dessas transações passaram especialmente por nossa vizinha Argentina e também através do Brasil.

No auge da guerra fria em 1960, quando os EUA propagavam os comunistas como a imagem do fim das liberdades e da democracia em meio a ameaça de uma guerra nuclear, uma comitiva norte americana foi a então União Soviética para colaborar justamente em um tema chamado cibernética.

Cibernética é a ciência relacionada a sistemas de controle e comunicação automáticos tanto em máquinas quanto em seres vivos.

No que se refere a seres vivos, a diferença é que essa forma de controle, ainda mais grotesca, é um passo além ao que tínhamos exemplificado até agora, fazendo-se valer desde psicoativos (como LSD) a alterações físicas para se conseguir o controle, como por exemplo queimar as áreas no cérebro relacionadas aos pensamentos agressivos, ou mesmo instalar implantes e alterar os sinais dentro da cabeça do sujeito.

No auge da guerra fria, quando viagens entre esses países eram raríssimas, União Soviética e Estados Unidos colaboraram em técnicas de controle de massas, com viagens de comitivas de cientistas e especialistas norte americanos a URSS. Essa colaboração aponta que para além da divisão comunista-capitalista, em muitas áreas haviam mais semelhanças e confluências de interesses entre os grupos que pretendiam controlar largas parcelas de suas populações, do que efetivamente diferenças entre elas.

São notórios, por exemplo, os casos de banqueiros ao longo dos séculos financiarem

dois lados da guerra. A guerra sempre é lucrativa para pequenos grupos dentro das potências, em ocasiões, mesmo quando se perde.

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PHYSICAL CONTROL OF THE MIND

Toward a Psychocivilizad Society MK Ultra

JOSÉ M. R. DELGADO, M.D.

Nos últimos anos diversos documentos tornados públicos contam parte da história dos programas de controle da mente realizados por agências do serviço secreto norte americanas entre as décadas de 50 a 70.

O que enxergamos nesses documentos foi uma realidade várias vezes mais assustadora do que histórias de conspiração ou ficção. A despeito de ordens para destruição de evidências, mais de vinte mil documentos sobreviveram para contar uma história de cautela para a humanidade.

Em 1953, curiosamente poucos meses depois da morte de Stalin na União Soviética, a CIA iniciou um programa conhecido por MK Ultra. Foi como parte desse programa que a comitiva norte americana visitou a união soviética alguns anos depois em 1960.

O programa envolveu centenas de diferentes projetos e pesquisadores não ligados ao governo, assim como instituições com nomes imaculados em nosso imaginário, como por exemplo as faculdades de medicina de Columbia, Cornell, Harvard, John Hopkins e UCLA nos Estados Unidos e McGill no Canada. Hospitais, penitenciárias, asilos, hospitais psiquiátricos, creches, departamentos de estado e militares estavam envolvidos.

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Entre as pesquisas e projetos realizados no escopo do MK Ultra, provavelmente as experiências mais conhecidas do público geral são do médico espanhol da Yale University José Delgado.

Entre suas diversas publicações está o livro “Controle Físico da Mente. Rumo a uma Sociedade Psicocivilizada”. Em 1966 tornou-se célebre ao demonstrar na televisão como é possível parar um touro raivoso com o aperto de um botão de controle remoto. Um implante no cérebro do touro envia um sinal para a área do cérebro responsável pela agressividade que resulta em conter o seu avanço.

Em outra aparição conseguiu controlar um grupo de macacos, de forma a quebrar seus elos sociais e alterar o comportamento do grupo. Por exemplo, com um comando conseguia fazer uma mãe abandonar seu filho. Conseguiu programar uma sequencia de 12 ações que resultavam em um macaco agredir o outro, e depois repetir a sequencia 20 mil vezes sem que o macaco deixasse de responder ou errasse nenhuma única vez.

Sabemos somente uma fração do que Delgado fazia a portas fechadas desde o início da década de 50 quando o programa começou.

Na TV, noticiários cumpriam seu papel em reforçar o aumento contínuo da violência nas cidades. Constroem a imagem do perigo que corremos se não controlarmos esses perigosos impulsos humanos. O que fazer? Seria ético experimentar com humanos? Considerações éticas jamais foram a prioridade.

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Psico-cirurgia AL. CHEMIC4L EXPERIMENTS SHOW STARTIING RESULTS

l Button" Control Of Human Brain Now Possi

3. Electrical Activation of the “Will”

Charact tations of

HH

Seeki cure i i i i , ing a cure in the brain of a frenzied girl Electrical Manipulation of the Psyche

Psico-cirurgia é o nome dado a um tipo de cirurgia realizada no cérebro para supostamente corrigir desordens mentais. Exceto que é exatamente o contrário que ocorre. Nessas experiências pessoas que antes conviviam com leves desequilíbrios foram rapidamente transformadas em vegetais. Dois casos que utilizaram dos métodos de Delgado ficaram emblemáticos na psico-cirurgia, pois foram exemplos de sucesso usados como referência e citados em diversos estudos posteriores.

Um deles foi o caso do Thomas R, um pai de família com seis filhos, engenheiro auto didata e de sucesso, com patentes e contratos com várias empresas. Thomas teve um impulso de agressividade em uma discussão, nenhum dano físico ou material resultou, mas foi recomendado a um psiquiatra. Inadvertidamente e sem seu consentimento virou experimento do programa Mk Ultra. Alguns implantes foram feitos e outras áreas “violentas” de seu cérebro queimadas. As pesquisas relatam que o individuo, que era uma pessoa totalmente normal, no máximo com uma leve depressão, era uma pessoa originalmente bastante violenta e que tinha um problema físico no cérebro. Os detalhes nos documentos são absolutamente horripilantes. Em um ano Thomas ficou completamente disfuncional, violento e psicótico. Nunca mais trabalhou e passou o resto da vida medicado em hospitais psiquiátricos. As pesquisas publicadas na época, antes dos documentos terem se tornado públicos, diziam exatamente o contrário, que houve recuperação completa e reinserção de um individuo antes violento e agora docilizado, de volta a sociedade.

Outro caso similar foi o de Julia S, uma garota de vinte anos de idade, apresentada como alguém com impulsos violentos e que foi acalmada por sinais enviados por implantes no cérebro. É o mesmo experimento realizado com os macacos. Forneceram um claro recado que, assim como animais selvagens, nós também podemos ser domesticados e domados com o uso da tecnologia.

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Pesquisas e até o NY Times indicavam que após a segunda psico-cirurgia Julia estava curada, havia retornado para casa e até participava do coro da igreja. Na realidade, Julia S estava em uma instituição psiquiátrica completamente incapacitada.

A publicação de resultados mentirosos assegurou novos financiamentos para os estudos. Os objetivos seguintes foram na direção de avançar a pesquisa para exercer o controle sem a necessidade dos implantes, somente com ondas de rádio frequência.

O programa teve duração de cerca de 25 anos até que foi denunciado. Somente décadas depois é que um maior acervo de documentos e evidências foi encontrado, mais de dez mil pessoas entre adultos doentes ou saudáveis, idosos e crianças foram vítimas desse programa com administração involuntária de drogas, tortura psicológica e até sinistros implantes. Após as denúncias, cerca de cinquenta anos atrás, cessaram as exibições públicas de projetos relacionados ao programa na mídia e considera-se que o programa tenha sido encerrado, ainda que não tenha sido encontrada nenhuma evidência formal de encerramento do programa entre os documentos liberados para o público.

Supostamente a série de filmes sobre Jason Bourne, onde um programa secreto da CIA é elaborado para criar assassinos perfeitos, psicopatas completamente obedientes, é uma ficção baseada no projeto MK Ultra. Esse extremo de comportamento, no entanto, não é visto como consenso dentro da psicologia, acredita-se que não é possível convencer alguém a agir tão radicalmente fora de sua vontade. Um hipnólogo britânico, Derren Brown, recentemente refez com sucesso um experimento onde uma pessoa comum foi selecionada para assassinar uma celebridade em uma de suas apresentações. Stephen Fry sofreu um atentado, planejado pela equipe de Derren Brown, diante de uma platéia desconcertada com o acontecimento.

É uma verdade incomoda e contemporânea sobre diversas instituições e pessoas a quem muitas vezes colocamos acima de qualquer suspeita. Quais foram os avanços nessa área desde então? Conseguimos controlar um ser humano a distância sem implantes, com rádio frequência? E um implante com a tecnologia de chips modernos, o que será que é feito a portas fechadas hoje em dia enquanto a sociedade dorme em sua hipnose consensual?

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YOUR WORLD

TOMORROW

Torne a mentira grande, simplifique-a, continue afirmando-a, e eventualmente todos acreditarão nela

(Adolf Hitler)

O que pessoas como Bernays, Jose Delgado, Robert Heath (Tulane University) Allen Dulles (chefe da CIA entre 53-61), Sidney Gottlieb, Richard Helms, e centenas de envolvidos no projeto MK Ultra efetivamente buscaram demonstrar é que Direitos não existem, podem ser ignorados de acordo com a conveniência. Como são eles os representantes da suposta elite intelectual, é também seu papel decidir por todos nós o que é certo ou errado, o que são Direitos.

Sob a ótica dessa elite intelectual, a quem ainda hoje confiamos os rumos de nossas vidas e progresso, somos vistos literalmente como escravos, brinquedos que podem ser manipulados, ligados ou desligados como uma maquina por controle remoto.

significativos elementos de nossa cultura que são artificialmente criados no contexto da engenharia social moderna. Nossa cultura cria o ambiente onde recebemos nosso conhecimento e dessa forma impacta diretamente em nossos comportamentos. A cultura social vigente, criada por engenharia social, é utilizada exclusivamente para proteger as estruturas de poder, mesmo que isso represente um mundo insustentável a todos os seus habitantes.

A existência dessa cultura social corrente e globalizada depende de nos convencer de que não é errado quando a lei subjuga o seu valor e destrói a sua liberdade.

Nossa cultura, baseada em desequilíbrio e visões de mundo distorcidas, é utilizada para subverter os princípios de moral e ética. Com uma compreensão ampla desses princípios, tornaria-se exponencialmente mais complexo manter tanta injustiça e desigualdade.

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A grande mentira propagada por essa cultura é que autoridades não estão vinculadas a moralidade como o resto da população e que elas podem realizar as ações que consideram “prudentes” para nos manter sob controle. É por conta dessa “prudência” que é supostamente melhor para todos nos submetermos a seu controle.

Para supostamente nos defender, nos convencem que a destruição de liberdades individuais é algo moral. A forma que temos para aprender, crescer, encontrar felicidade, é sermos livres para testar nossos entendimentos de princípios. A grande mentira propagada culturalmente é que o indivíduo tem valor inferior a lei do homem.

Entender as estruturas do cérebro vai nos permitir enxergar as formas como esses desequilibrios podem ser estimulados e, através desse auto-conhecimento, encontrar com mais facilidade nossos próprios processos de equilibrio assim como ficar mais imunes a manipulações.

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Consciência

A habilidade de um ser em reconhecer padrões e significados em relação a eventos que estejam ocorrendo dentro de ou no mundo exterior.

Uma das principais habilidades que distingue humanos de outros animais é justamente a capacidade de entender e reconhecer símbolos e padrões.

Quando falamos em "o que é consciência", ou "o que é estar consciente" sobre algo, é comum ouvirmos definições mistificadas e variadas entre as pessoas.

Propomos uma definição clara e objetiva, a ser complementada posteriormente na apresentação:

Estar consciente ou ser consciente sobre algo, é a habilidade de reconhecer padrões e significados em relação a eventos que estejam ocorrendo, ou ocorreram, dentre de si, no microcosmo, ou no macrocosmo, no mundo exterior.

Os eventos que ocorrem ou occorreram representa “a verdade” sobre algo.

Consciência descreve a habilidade de reconhecer a verdade sobre determinada coisa.

Estar consciente sobre um fato, é saber a verdade sobre esse fato.

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Expressões da Consciência

ESPÍRITO

PENSAMENTOS MENTE

E como se expressa a consciência? De que formas alguém conseguiria saber quem somos? Quais são as formas que temos para expressar ou manifestar quem somos para um outro ser?

realmente três maneiras básicas para um individuo se manifestar e se expressar: Através de pensamentos, emoções e ações. Um quarto item geralmente considerado é a fala. Seguiremos a linha de classificar a fala, a vocalização, como uma forma de ação.

Em relação a “pensamentos”, nos referimos a força criativa que é a expressão de consciência dentro do indivíduo, dentro da mente individual. Qualquer realização e materialização do ser humano, origina de um processo que nasceu dos pensamentos. Nascem de um processo criativo na mente, que através de “ações” se materializam.

Assim como associamos a palavra pensamentos a mente, e ações a corpo, as emoções associaremos simbolicamente a “espírito” no sentido de dizer: Em que espírito fizemos nossas ações, ou em que espírito coexistem meus pensamentos. O espírito como uma

forma de ânimo ou sentimento.

Emoção assim como pensamento, são expressões internas da consciência. As “ações” executamos com o nosso corpo físico. São uma expressão externa da nossa consciência.

uma equivalência simbólica entre as expressões “pensamento, emoção e ação”, e trindades conhecidas como “Corpo, Mente e Espírito”.

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Astro-Teologia: A Nova Religião é a Velha Religião

Osiris

A simbologia de trindade tem grande importância, representa a trindade interior das expressões da nossa consciência.

Está na origem de trindades ainda mais conhecidas, as religiosas : o pensamento, o pai, se une ao espírito, a emoção, que representa o aspecto interior, a mãe, elemento feminino e dessa união nasce e origem ao filho homem, que vem materializar a ação em nosso plano físico. O pensamento, que é a essência criativa se mistura em um tipo de casamento com as emoções e origem as ações.

Nesse contexto da leitura religiosa ou das escolas de mistério a adição do elemento gênero. Esse princípio de gênero simples, masculino e feminino, por ser um fenômeno normal que existe na natureza e assimilamos com muita facilidade, é um poderoso elemento de reconhecimento, não a toa é repetidamente usado em simbologias milhares de anos.

O filho, a ação, nascido da união de pensamento e emoção, do pai e da mãe, mente e espírito. O filho, o salvador, que realiza a ação externa é praticamente sempre associado ao gênero masculino.

as duas expressões internas da consciência, pensamento e emoção tem uma diferenciação. Emoção, espírito, a mãe, é sempre simbolizado como um elemento feminino, interior.

O pensamento, a mente, mesmo sendo uma expressão interna, as vezes leva o gênero masculino (como por exemplo na trindade cristã o pai, masculino), mas muitas vezes leva um gênero impessoal, uma força criativa interna que não esteja associada a um gênero específico.

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muitos outros elementos comuns nas simbologias das diversas religiões. Suas origens, muito antigas, nascem a partir da observação do céu, fala do caminho do sol entre as estrelas ao longo das estações, da proteção que sentimos nas horas de luz do dia e dos perigos de quando estamos na escuridão da noite. Brota de nossa capacidade de observação que períodos de dias mais longos e quentes ou mais curtos e frios, períodos melhores para estocar e ficar recluso ou para sair e cultivar, marcados pelos equinócios, solstícios e seus pontos intermediários. Codificamos os astros e aspectos fundamentais para a vida em simbologias que transmitem conhecimentos. E assim temos a certeza que ele, o sol, renascerá para nos trazer de volta a luz.

Retornaremos ao tema astroteologia, o estudo da formação das religiões, um pouco adiante.

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Estrutura do Cérebro Simplificada

Cérebro Racional (Humano) Neocortex Raciocínio

Cérebro Mamífero Cérebro Límbico Emoções

Medula Espinhal Sobrevivência

Cérebro Reptiliano Paul MacLean - The Triune Brain (Complexo-R) in Evolution - 1990

Os aspectos da consciência e do comportamento humano estão integrados. Como a saúde mental está intimamente ligada ao nosso comportamento, é importante nos familiarizarmos com as estruturas e funcionamentos básicos do cérebro. O objetivo é entender, ainda que por alto, um pouco da fisiologia de onde a consciência opera.

Essa imagem é uma representação simplificada que discute três grandes evoluções pela qual passou a estrutura do nosso cérebro. Cada etapa nessa evolução deixou como marca o desenvolvimento de uma unidade funcional diferente. Cada uma representa um passo evolutivo do sistema nervoso dos vertebrados.

Uma analogia é imaginar como se o cérebro tivesse evoluído em camadas, em que cada camada nova foi formada numa etapa de evolução. São três essas principais camadas.

A parte do cérebro que muitos chamam de “cérebro reptiliano” é a parte mais antiga e primitiva do cérebro humano, formado pela medula espinhal e o cerebelo, é um primeiro nível do nosso cérebro. Ainda que essa parte do cérebro provavelmente originou uns 500 milhões de anos atrás nos ancestrais dos invertebrados, esse nome faz alusão a semelhanças com o cérebro dos répteis pois é capaz apenas de promover reflexos simples, não realizamos nenhum tipo de pensamento com essa parte do cérebro, cuida de reação a estímulos e de funções básicas como fome, sede, respiração, ou lutar ou correr e também associado a alguns instintos primitivos como agressividade, dominação ou territorialidade. É chamado também de cérebro instintivo e tem como característica primária as funções ligadas a sobrevivência.

Em seguida acompanha o “cérebro mamífero”. O cérebro mamífero conta com a parte do cérebro reptiliano e adiciona uma camada evolutiva adicional. É também conhecido como cérebro límbico, responsável por nossas emoções. Encontra-se nessa área o tálamo, o hipotálamo, as glândulas pituitárias e pineal. Também é associada a funções instintivas, mas mais geralmente associadas a mamíferos como comportamento parental.

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Se houver algum dano a essa área, a capacidade de sentir ou controlar emoções fica abalada.

Por exemplo a psicopatia, que é essencialmente a incapacidade de sentir uma variedade de emoções, seja de nascimento ou mesmo desenvolvida socialmente, acaba se manifestando como algum nível de falha de funcionamento nessa área do cérebro.

Quando chegamos ao cérebro humano aparece a terceira parte mais alta e a mais evoluída, onde fica o telencéfalo, que tem a divisão de lado direito e esquerdo do cérebro, tem em sua camada superior o que é chamado de neocortex, ou “cérebro racional”. “Neo” denota exatamente esse conceito, de ser a parte mais nova no padrão evolutivo. As coisas que nós consideramos que nos diferenciam dos outros animais ocorrem justamente nessa camada, lógica, abstrações, criatividade, linguagem, planejamento ou a capacidade de gerar invenções.

O que esse modelo conta é que o uso simultâneo das funções emocionais, lógicas e de entendimento representam nosso passo evolutivo em relação a instintos ancestrais e primitivos de preservação de sobrevivência. Esses instintos são uma formação antiga e vital, mas que devem ser equilibrados com formas de pensar associadas a camadas mais altas da fisiologia do cérebro.

Os aspectos evolutivos associados a raciocinar em cima de instintos básicos pré-existentes

permitiram uma expansão em nosso o leque de emoções nos aspectos de cuidar, socializar e cooperar por exemplo. Evoluir, estar consciente, representa fisicamente e psicologicamente utilizar as funções mais altas do cérebro e o neocortex.

Seguiremos por discutir exemplos de visões de mundo que estimulam áreas mais baixas, ou

inconscientes do cérebro e como encontrar visões de mundo que elevem os pensamentos e também entender porque isso é tão importante.

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O Cérebro Humano

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Avançamos para o telencéfalo e sua divisão básica em dois hemisférios, tipicamente chamados de lado esquerdo e direito do cérebro. São nessas estruturas onde podemos ter uma visão mais nítida do que representa utilizar plenamente as funções mais altas do nosso cérebro.

A grosso modo atribuímos certas características do nosso comportamento aos hemisférios esquerdo ou direito.

A neurociência explica que não é exatamente assim, a história é mais complexa que isso, mas é um modelo simplista didático que reflete de uma maneira geral essa divisão.

Ao lado esquerdo atribuímos as funções de lógica, pensamento analítico, cientifico e matemático. Inclui-se também o pensamento linear, como por exemplo a habilidade de pegar uma situação ou tarefa e disseca-la em partes e analisar. Um pensamento que requer uma sequencia de etapas, com entrada, análise e depois alguma conclusão racional.

Ao lado direito atribuímos as funções de Criatividade, todas as dinâmicas de emoções e sentimentos que temos, pensamento holístico (a habilidade de ter uma visão ampla do entendimento das coisas), reconhecimento de padrões, e também coisas como compaixão e cuidar.

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O lado direito do cérebro tem maiores ligações na camada inferior com o cérebro límbico, por conta do controle das emoções, enquanto o cérebro reptiliano tem maior ligação com o lado esquerdo e o intelecto.

Quando falamos anteriormente da associação a gênero, também é feita associação de gêneros masculino e feminino aos dois hemisférios do cérebro que governam componentes da consciência: racional vs emoção, intelecto vs intuição.

Para simbolizar o masculino e o feminino podemos usar esses desenhos arquétipos básicos.

Para representar o masculino utilizaremos esse desenho chamado a lâmina, ou a espada, ou um símbolo fálico masculino, é uma pirâmide ou triangulo simples apontado para cima.

O triangulo apontado para baixo é o cálice, o copo, um símbolo rudimentar para um útero, simboliza o feminino.

Para exercitar completamente o cérebro, o objetivo é fazer uso dos dois lados sempre. Quando exercitamos os dois hemisférios, o neocortex fica estimulado e transferimos o controle da nossa consciência para as funções mais altas do cérebro. É nesse estado de equilíbrio entre os dois hemisférios que temos a melhor capacidade de reconhecimento de padrões, entendimento de ética e moral, e neurologicamente nos colocamos num caminho de evolução.

É somente quando passamos o controle ao neocortex é quando nasce a verdadeira inteligência, que é a soma de “Intelecto e Criatividade”, racionalidade e compaixão.

Vimos anteriormente como uma pessoa que leu dezenas de livros mas que ignora a verdade pode ser um IGNORANTE, pois IGNORA aquilo que de fato é. Agora vimos como alguém que tem o QI mais alto para fazer complexas contas matemáticas ou raciocínios lógicos pode ter intelecto e não ter inteligência.

Vamos enfatizar essa diferenciação, inteligência é a soma de lógica com a criatividade, intelecto com compaixão. Em nossa cultura ocidental tendemos a equacionar intelecto com inteligência. Intelecto não é inteligência.

Intelecto é associado a atividade cerebral do hemisfério esquerdo. Inteligência é associada a um pensamento integrado com os dois lados do cérebro. É a soma do cuidar, cultivar, nutrir, compaixão somados aos aspectos de lógica e capacidade analítica. A verdadeira inteligência é o pensamento holístico integrando os aspectos de intelecto e compaixão. A inteligência verdadeira vamos representar como a soma dos dois triângulos.

Quando exercitamos mais um lado do que o outro, temos um desequilíbrio entre os hemisférios, uma mente desequilibrada.

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O Cérebro Humano

Quando o Hemisfério Esquerdo do Cérebro é cronicamente dominante, o

Cérebro Reptiliano (Complexo-R) toma controle e a pessoa torna-se dominada por egoísmo e desejos base, desenvolverá uma personalidade baseada em dominação e controle.

Quando exercitamos demais pensamentos associados ao lado esquerdo do intelecto e não balanceamos adequadamente com o lado direito através da expressão de uma faixa saudável de emoções, um reflexo direto no cérebro límbico que fica proporcionalmente sub-utilizado.

Quando o Hemisfério Esquerdo do Cérebro é cronicamente dominante, o Cérebro

“Reptiliano” (Complexo-R) toma controle e a pessoa torna-se dominada por egoísmo e desejos base, desenvolverá uma personalidade baseada em dominação e controle.

Nesse caso á área do cérebro reptiliana fica mais ativa no controle do cérebro, são nossos instintos base que afloram, o que torna as atitudes mais reativas e dificulta um pensamento mais completo e balanceado, holístico, de um entendimento da situação, que ocorre quando pensamos com os dois hemisférios e jogamos a consciência para o neocortex.

Uma pessoa com predominância de lado esquerdo tem geralmente uma personalidade mais dominadora e controladora.

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O Cérebro Humano

Quando o Hemisfério Direito do Cérebro é cronicamente dominante, o Sistema Límbico toma controle e a pessoa torna-se dominada por suas emoções e desenvolverá uma personalidade submissa e ingênua.

O inverso também é verdade.

Quando o Hemisfério Direito do Cérebro é cronicamente dominante nas formas de pensar, o Sistema Límbico toma controle e a pessoa torna-se dominada por suas emoções e desenvolverá uma personalidade submissa e ingênua.

Quando estimula-se de maneira desequilibrada o lado direito, concentra-se as atividades na parte intermediária do cérebro, o cérebro límbico e diminuímos a atividade no cérebro reptiliano, ou complexo R. No entanto, o funcionamento dessa área do cérebro relacionada aos instintos de sobrevivência é vital, é aquela que nos faz lutar, congelar ou correr e que nos alerta quando um perigo para nos defendermos. Com o lado esquerdo debilitado, aceitamos mais sem o ímpeto de reagir, estimula-se uma “mente escrava”. As emoções controlam a personalidade e o indivíduo não se levanta para se defender.

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Inteligência Verdadeira

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Inteligência é raciocinar com a união dos aspectos masculinos e femininos da mente, lado esquerdo e direito. Masculino e feminino não denotam “pensamento de homem ou mulher”, mas sim trata-se de uma simbologia de gênero simples para características psicológicas humanas.

O caminho para esse estado exige um esforço em romper com formas de pensar puramente instintivas e equilibrá-las com conhecimento e utilização de áreas mais elevadas e saudáveis para a estrutura física do cérebro. Esse esforço necessário para direcionar os pensamentos nos faz naturalmente atraídos a algumas formas de pensar menos equilibradas.

No esoterismo e ocultismo considera-se que esse trabalho de evolução e equilíbrio é efetivamente o caminho espiritual diário que todos devemos praticar. Nos escritos alquímicos a simbologia da evolução da mente é representada pela transformação de um metal mais bruto como o cobre para o ouro, ou a mente ouro, a inteligência verdadeira e una, nosso objetivo comum.

Esses mesmos conhecimentos também podem ser (e vamos evidenciar que são) utilizados para o caminho oposto. É a força oposta existente naqueles que desejam se apropriar do significado de inteligência e assim nos tirar desse rumo para nos tornar reféns de nossas próprias emoções e desejos.

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Engenharia do Consentimento

INTELECTO (Masculino)

Na base da engenharia social está a estimulação de certas áreas do cérebro em detrimento a outras, com as mesmas técnicas que utiliza um psicólogo ou psicanalista, mas ao invés de um objetivo de cura, equilíbrio ou autoconhecimento, é utilizada para alterar o comportamento das pessoas e suas visões de mundo para fora do caminho da saúde mental, qualidade de vida e liberdade, em prol de aumentar sua suscetibilidade a sugestões e controle externo.

Especificamente, conduz-se a formas de pensar e visões de mundo que desestimulam a atividade cerebral do neocortex para operar em áreas mais intermediárias ou baixas do cérebro. Formas associadas a instintos primitivos e que promovem estados mentais mais inconscientes. Quando deliberadamente estimuladas, resultam em desequilíbrios no pensar, sentir e agir mas que tornam os indivíduos mais suscetíveis a consentirem a pautas e conjuntos ideológicos pré-fabricados, a despeito das consequências psicológicas individuais ou sociais decorrentes delas.

Ao longo dos últimos séculos muitas respostas foram dadas sobre quanto da nossa mente é ocupada pela mente consciente e inconsciente. Enquanto Freud e Boyne falam em 10% e 12% respectivamente ocupados pela mente consciente, a neurosciência atual aponta que pode ser mais próximo a 1%. Quaisquer que sejam os números, como a diferença é enorme, mesmo

que a razão nos diga o contrário, a mente não consciente prevalesce. Quase todas as nossas atitudes e pensamentos não são conduzidos pela mente consciente.

Alguns autores (como Gerald Klein) formulam que entre um e outro existe o que chamam de fator crítico. O fator crítico é o que consulta as áreas não conscientes para verificar se uma informação que chega se adequa ao conteúdo presente, para então determinar se pode ou não aceitar a informação como real. O objetivo da engenharia social é atravessar o fator crítico para consentirmos acesso as áreas menos conscientes da nossa mente com pensamentos seletivos, compostos por idéias e conceitos de interesse dos que se utilizam dessas técnicas.

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Comportamento e Visão de Mundo

Falsas ideias e conceitos são desenvolvidos por grupos especializados (em think-tanks por exemplo) para obscurecer verdades bem mais simples sobre nossas reais necessidades e vocações. Através de técnicas que exploram características e vulnerabilidades psicológicas para nos tornar mais suscetíveis a aceitação, muitas vezes nos são entregues mensagens com ideias que podem parecer completamente apropriadas mas, que de fato, são usadas para enterrar verdades simples e fundamentais.

Todas as grandes instituições no planeta, de uma forma ou outra, se beneficiam e portanto contribuem em algum nível para manter a população num estado geral de inconsciência. E

sobre o pretexto de controlar que corporações e governos se utilizam da engenharia social.

A grande maioria da população mundial encontra-se em um estado de suscetibilidade alto a engenharia social devido a inconsciência, em algum nível, sobre os métodos psicológicos utilizados em nossos cotidianos e seus impactos individuais e coletivos.

O que resulta socialmente é na criação artificial de um estado geral de desalinhamento mental e algum grau identificável de psicose em massa. Cria-se uma distância entre o conjunto de percepções e crenças mantidas socialmente e as reais dinâmicas que moldam e transformam as sociedades.

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Comportamento e Visão de Mundo e.

4.

MANIPPLAÇÃO

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uma infinidade de mecanismos de influência de visão-de-mundo e comportamento em operação no nosso dia a dia. Esses mecanismos impactam em nosso entendimento sobre a natureza do humano e sobre os aspectos da nossa consciência.

Esses mecanismos são variados, atuam de maneira sútil e subliminar, são extremamente refinados e sofisticados, se renovam com os anos ou épocas, ainda assim, atuam dentro de elementos base da psicologia humana.

Induzir a população a ter visões sobre assuntos cotidianos mais associadas a formas de pensar de um lado ou outro do cérebro, fora de um equilíbrio, tem sido eficiente em promover a aceitação de uma condição pessoal e do mundo abaixo das expectativas.

Argumentos em desequilíbrio são facilmente aceitos uma vez visões antagônicas e polarizadas bem marcadas resultam em grupos ideológicos mais definidos e assim mais coesos, enquanto os pontos de vista e debate contraditórios alimentam uma estimulação visceral contra a visão no outro polo. Quando estimulamos formas de pensar polarizadas, associadas a áreas instintivas, e associamos aos diversos temas em evidência no dia a dia, criam-se visões irreconciliáveis e divisivas na sociedade.

Visões de lado esquerdo do cérebro seguem a mentalidade de mestre, senhor, da necessidade e importância de controlar e governar, dos aspectos associados a autoritarismo. O lado direito age antagonicamente como a mentalidade submissa, escrava e de aceitação passiva. Formam pilares complementares e antagônicos, idênticos em gênero, diferentes em grau.

Mas qual tipo de comportamento se manifesta, quando aceitamos um desequilíbrio de visão de mundo para um lado ou outro do cérebro, sem atingir um estado de equilíbrio entre os dois?

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Desequilíbrio

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Quando o comportamento dominante é no lado esquerdo do cérebro, ou seja, excessivamente no intelecto, no aspecto masculino da mente, de frieza racional mas pouca intuição, criatividade, compaixão, pode levar a:

Ceticismo Rígido. O ceticismo rígido atua como um bloqueio para o aprendizado.

Cientificismo ou Cientismo. Nome atribuído a formas de pensar dentro da comunidade científica que amparadas em ceticismo rígido, fecham-se aos aspectos da criatividade e assim limitam-se as conclusões que temos hoje, bloqueiam inovações. Rejeitam um entendimento mais amplo da natureza, fechados a buscar respostas fora dos consensos dominantes a nível governamental ou acadêmico.

Ateísmo. Desconsiderar qualquer aspecto espiritual na humanidade, nos assumir como os senhores absolutos no topo da cadeia alimentar a definir nós mesmos os significados de ética e valores.

Solipsismo. A concepção filosófica egoísta de que, além de nós, existem as

nossas experiências. Está associado a formas de pensar que colocam crenças e opiniões acima de verdades, ou mesmo que verdades não existem. O solipsismo pode ocasionar de formas de pensar em desequilíbrio tanto do lado direito como do lado esquerdo, por isso na figura aparecerá nos dois lados.

Esses estados mentais inevitavelmente são acompanhados por conjuntos de crenças específicos. São crenças com origem na subversão dos entendimentos da Lei Natural para funcionar de maneira oposta, adversarial a ela:

Relativismo Moral. A crença de que não uma diferença objetiva entre o que é Errado e o que é Direito, somos nós a determinar o conceito de moral arbitrariamente de acordo com nossos desejos e alterar com o tempo ou posição geográfica ou país.

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Darwinismo Social. É uma adaptação de conceitos de Darwin, como a “lei do mais apto”, com interpretação que em sociedade, o mais apto é o mais socialmente cruel, assim desigualdades sempre existirão pois "são da nossa natureza”. “Em muitas formas somos como animais da selva e não nos diferenciamos tanto como humanos”. “Assim como um animal selvagem muitas vezes subjuga o mais fraco, nós também somos animais e portanto

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essa é a nossa natureza”. “O objetivo maior é a sobrevivência e a perpetuação da espécie”.

Somos de fato animais, mas nos descaracterizamos ao nos comparar com jacarés ou cobras por exemplo, em aspectos fundamentais do que representa ser humano. Entre eles a capacidade de reconhecer que padrões sociais que nos equiparam a répteis podem sinalizar que estamos no caminho errado.

No contexto “Darwinista social” a “autopreservação” é a maior aspiração. Essa forma de pensar resulta em uma visão de mundo que acredita que “a sobrevivência e conforto é sempre mais importante do que fazer o que é moralmente correto. Se isso for ao custo dos direitos alheios que assim seja, é um mundo cão mesmo.” Egoísmo na máxima instância.

Eugenia. Corresponde a um nível tão elevado de desequilíbrio de lado esquerdo que o indivíduo acredita poder decidir quem vive ou morre. Eugenistas desejam escolher os traços que julgam ser os melhores para a perpetuação da raça. É um pensamento psicopata de que outras raças ou variações devem ser esterilizadas ou desaparecer mesmo.

O que essas formas de pensar tem em comum são conceitos autoritários, o homem é o autor, é ele quem escreve quem vive e quem morre, o que é Direito e errado e como as coisas devem funcionar.

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Desequilíbrio

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Quando as formas de pensar tem maior desequilíbrio para o hemisfério direito, as manifestações são geralmente o extremo oposto do que vimos sobre o hemisfério esquerdo. Temos um comportamento de senhor, mestre, enquanto desequilíbrios no lado esquerdo se expressam no que podemos representar como uma mente escrava que aceita tudo.

Inocência. Inocência não no sentido positivo como a de uma criança, mas no sentido negativo de alguém que acredita e aceita facilmente as coisas sem questionar.

É uma cega, nunca questiona o que suas fontes confiáveis dizem. Acreditar sem questionar o que vem de governos, mídia ou corporações, assim como de instituições religiosas é uma inocência, estimula um desequilíbrio de lado direito. Com a repetição desses estímulos, basta dizer a pessoa o que ela quer acreditar que ela aceitará. A cega, quando não examinada, origem as formas de extremismo religioso.

Solipsismo. Também se manifesta como desequilíbrio do lado direito, não existe uma verdade objetiva, aceita-se o que os senhores, pastores ou o próximo guru

disser. A aceitação de percepções criará a realidade esperada.

Sensação de falta de valor e auto-aversão. Desencadeia comportamentos onde a pessoa é dominada por suas emoções.

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Seguidores de ordens. São aqueles que seguem ordens sem utilizar qualquer julgamento próprio se as ações a serem executadas são moralmente aceitáveis ou não. É comum associarmos seguir ordens a uma virtude, enquanto é exatamente o contrário. Aceitar ordens sem julgar se a ação é um Direito, está na raiz de tudo o que errado na humanidade. Ainda que sabidamente nossa psicologia é hostil ao conceito de autoridade, agimos como negacionistas em nosso tempo, ignoramos as evidências uma vez nos condicionamos a acreditar não ser possível viver sem o conceito de autoridade externa.

Formas de pensar em desequilíbrio de lado direito geram um comportamento análogo de um escravo consentido, alguém que pode ser explorado mas aceita seu destino como algo que realmente nunca dependerá dele para mudar.

Observamos os efeitos dos desequilíbrios em nossa sociedade na manifestação por um lado em ambições motivadas por desejo de poder e no outro em uma população psicologicamente regredida incapaz de se auto-governar. Se usamos da analogia com ovelhas que necessitam de um pastor para guiá-las, vale lembrar, ovelhas são guiadas pelo pastor para que sua pele seja arrancada do corpo e a carne servida em refeição. Enquanto um comportamento de ovelha pode ser natural para alguns animais, certamente para humanos é inaceitável.

Enquanto formarmos uma massa gigante de pessoas que expressem desequilíbrios nas formas de pensar de lado esquerdo ou direito do cérebro, a humanidade continuará travada. Enquanto a mente estiver travada, a humanidade não vai para a frente sozinha. E enquanto isso for assim, é uma pequena minoria que se aproveita desses desequilíbrios para nos empurrar conceitos de um mundo disfuncional.

Indivíduos que mantém pensamentos em desequilíbrio estão mais suscetíveis a sugestão externa.

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da como Lei L oral/Natural

- Bases do Cientismo, Ateísmo e Totalitarismo.

O desequilíbrio nos pensamentos anda de mãos dadas com uma visão de mundo corroída e distorcida. Visão de mundo denota exatamente o que se diz, como vemos o mundo e como vemos os outros dentro do mundo.

Quando domínio de formas de pensar de lado esquerdo do cérebro, prevalece o conceito da aleatoriedade:

“O universo foi um grande acidente, uma grande coincidência, tudo acontece por acaso. Falar sobre algum propósito objetivo para a vida não faz sentido”.

“A natureza é um grande mecanismo, uma grande máquina sem vida ou inteligência que está por nenhum motivo exceto uma grande coincidência”.

O conceito de “espiritual” não existe, vivemos efetivamente da matéria e das leis que regem a matéria. Vale o que vemos, ouvimos ou sentimos de alguma forma através dos sentidos. Leis Espirituais não existem, o resultado do nosso comportamento é determinado por nós. O conceito de espiritualidade é nada mais que uma invenção sem sentido e supersticiosa”.

O conceito de moralidade, do que é direito e errado é definido pelos humanos de acordo com sua conveniência. Uma vez “a moralidade objetiva não existe”, decorre a forma de pensar onde “o que é errado para mim representa o que é ruim para mim”. “E o que é certo é o que é bom para mim, mesmo que moralmente isso venha a prejudicar outras pessoas”.

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Sem haver um contexto, propósito ou inteligência na natureza, aleatoriedade e coincidências, conclui-se que “estamos aqui unicamente pela perpetuação da espécie”. São afirmações que estimulam áreas associadas ao cérebro reptiliano. “A sobrevivência e a autopreservação são os verdadeiros objetivos”. Nos evoca um sentimento visceral, nossa consciência animal.

Essas visões de mundo são características de cientismo, ateísmo, totalitarianismo. Fazem parte também de tradições ocultistas em oposição a Lei Natural como o satanismo ou a magia negra.

70

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Para formas de pensar onde predomina o desequilíbrio de lado direito, a visão de mundo é a do “determinismo”.

De uma maneira geral: submissão, sensação de impotência perante o mundo, religiosidade e a não aceitação da existência do livre arbítrio.

Essa visão de mundo acaba por criar seguidores de ordens com visão restrita e escravos consentidos, que aceitam sua condição como o que lhes foi concedido para essa vida.

Exemplos desses pensamentos estão em expressões como “Deus criou todos os eventos na criação, nada ocorre por acaso”. Como não existe o livre arbítrio, todos os eventos são pré- determinados. Segue, portanto, que o ser humano é completamente “desenpoderado” de

qualquer capacidade de causar mudanças, pois tudo está no Destino escrito por Deus.

Nessa concepção, não temos que buscar mudar nossa condição pois somos incapazes perante a vontade de Deus, temos que ACEITAR as coisas como são. Não importa se quem estiver no controle são psicopatas com uma mentalidade escravocrata sobre toda uma população, “temos que aceitar, não tomar ações, ser um observador ou uma testemunha perante a vontade de Deus”. Religiosos e pessoas com formas de pensar desequilibradas para o lado direito expressam esses pensamentos.

Se removemos os eufemismos, e chamarmos essa mentalidade por exatamente o que ela

representa, é uma MENTE ESCRAVA. É a base do extremismo religioso e da aceitação da escravidão.

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Enquanto expressarmos formas de pensar, ideias ou visões de mundo desequilibradas para um ou ambos desses lados, e é muito comum uma mesma pessoa manter opiniões sobre diferentes assuntos algumas em um desses polos e outras no outro, viveremos níveis proporcionais de danos e sofrimento desnecessários em nossas vidas individuais ou coletivas.

De um lado visões que legitimam a autoridade por mestres psicopatas e no outro lado a mentalidade de submissão de escravos consentidos. A existência dessas visões de mundo polarizadas formam os alicerces para uma visão inerentemente escravagista da humanidade. A tensão entre dominação e submissão quando pensamos ou discutimos sobre como devemos mudar ou evoluir, criam as condições para em muitas formas aceitarmos todo tipo de exploração e apropriação indevida.

71

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Para romper com visões de mundo polarizadas e distorcidas e chegar ao entendimento de como materializamos a realidade de fato, devemos unir os conceitos de determinismo com o de aleatoriedade. Envolverá enxergar um componente determinístico e um componente aleatório que coexistem.

O componente determinístico da realidade é esse conjunto que denominamos Lei Natural. Estamos vinculados individualmente e como sociedade a essas leis imutáveis por seus efeitos.

Em conjunção com a Lei Natural opera um componente aleatório, o Livre Arbítrio. O livre arbítrio é a nossa habilidade em escolher entre certos comportamentos, em fazer ou não determinadas ações. Ter o livre arbítrio independe de classe social, religiosidade, idioma, sistema de crença, visão política ou de onde ou quando se nasceu. Todo indivíduo em nossa humanidade, dotado da capacidade de pensar e aprender o que é prejudicial ou não a outro ser, foi presenteado com o Livre arbítrio. Ainda que existam pessoas que busquem e realmente consigam nos manipular, efetivamente ninguém pode determinar o que nós decidimos fazer, exceto nós mesmos. Por esse motivo o livre arbítrio é o componente aleatório, uma vez não é possível determinar de antemão o que as pessoas vão fazer.

Portanto, na união dos conceitos, no inverso de visões de mundo polarizadas, enxergamos que: Enquanto não podemos escapar dos efeitos determinísticos das Leis que governam nossa existência, temos o livre arbítrio de escolher como será o nosso comportamento.

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Normal

Psicopata

Imagem Cerebral- Desequilíbrio

Essas imagens são scanners cerebrais, ou neuroimagens, de cérebros de pessoas normais em comparação com psicopatas primários e psicopatas secundários, também chamados de sociopatas. A diferença entre um psicopata primário e um secundário, é que o psicopata primário tem uma condição genética, de nascimento, que causa esse comportamento. o psicopata secundário, também chamado de sociopata, é uma condição desenvolvida socialmente por formas de pensar desequilibradas ao longo de sua vida.

Os principais sinais do transtorno são egocentrismo, falta de empatia, espírito de manipulação, hostilidade e impulsividade.

A neurociência hoje alcança um entendimento que é milenar, de que certas formas de pensar são mais saudáveis mentalmente que outras. Formas de pensar desequilibradas vão causar transtornos físicos no cérebro. Pessoas com diversos níveis desses transtornos coexistem conosco nas ruas, instituições públicas ou privadas. talvez os casos mais graves é que efetivamente são removidos da sociedade. E até pior, carreiras que valorizam a falta de empatia dão altos cargos e poder para algumas dessas pessoas.

No lado esquerdo temos a diferença entre um cérebro normal e o de um psicopata. É nítido que a atividade cerebral é maior no cérebro saudável. Na imagem do meio e da direita, são duas comparações entre normal e sociopatas. O da direita é um caso extremo de sociopata, um assassino.

Inteligência e uma mente saudável são sinônimos de formas de pensar que juntam intelecto com compaixão.

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CONSENTIMENTO

O consentimento da população em torno de conceitos manufaturados, artificiais e estimulados por formas de pensar mais inconscientes leva ainda assim a um reconhecimento mútuo de bem comum para si e para os outros, mesmo diante de violência e desigualdades. Nessas condições torna-se extremamente difícil para uma combinação civil de resistência e reconhecimento de níveis exagerados de autoritarismo florescer em uma população a ponto de impactar em um desejo por mudanças profundas e necessárias em relação as causas reais dos problemas. A percepção de que o preço seria alto demais se sobrepõe a um entendimento de obrigação moral em derrubar ideias, ou mesmo regimes de governo, quando violam Direitos individuais sistematicamente para o benefício de poucos. Nosso consentimento, mesmo que manufaturado, é em última análise o que nos vincula a essa violência e desigualdade como cúmplices.

Nas páginas anteriores discutimos o funcionamento e estruturas gerais do cérebro e como a psicologia tem sido usada para manipular comportamentos sociais em larga escala.

Abordamos o entendimento de que verdadeira inteligência não é sinônimo de intelecto, mas sim a utilização de ambos lados do cérebro, numa união simbólica dos elementos femininos e masculinos da mente.

Um entendimento da mente e da psicologia é fundamental para ter uma percepção mais apurada sobre a realidade. Boa parte dos problemas sociais se dão em razão de não levarmos em consideração aspectos conhecidos sobre o comportamento humano tanto individualmente como em coletivos. Compreende-los remove complexidades e medos da vida e nos coloca de frente para verdades claras e bem mais simples.

Conhecer as características comuns da mente humana é o primeiro passo na jornada do autoconhecimento.

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Qual é a Natureza Humana”

Mas afinal, a natureza humana, é boa ou má? Angelical ou demoníaca?

A resposta é que não é nenhum nem outro. Na prática, é complicado perguntar qual a natureza de um ser humano, pois o que o ser humano faz é ele recebe informações na forma de conhecimento, processa na forma de entendimento e converte em ações.

Isso lembra de alguma forma um computador. Veja, não é dizer que o ser humano é um computador, mas que em algumas maneiras que ele age, é similar a um computador. Se perguntamos qual a natureza de um computador é boa? É má? É angélical? Esse computador é demoníaco?

Para começar, muito vai depender da condição desse computador, o equipamento, o hardware está bom? O sistema operacional está atualizado? Os programas instalados funcionam sem problemas de qualidade, sem virus? Se o computador for mantido em bom estado, o resultado será o esperado. Se a condição de alguma dessas partes estiver ruim ou comprometida, isso vai impactar no desempenho e no resultado.

A natureza do ser humano não é, como debatem as pessoas, inerentemente boa nem inerentemente má. Ao invés disso, devemos considerar as condições operacionais, ou O ambiente onde os seres humanos existem e que influenciam seu comportamento em grande extensão, o que resulta na criação da CONDIÇÃO HUMANA.

A situação em que vivemos reflete nossa condição e não a nossa natureza. Então quando olhamos o mundo atual e a nossa história, vemos que mais consistente que arte, ciência e benfeitorias nós fizemos guerra e miséria. Somos levados a acreditar que essa condição reflete nossa natureza, mas essas são duas coisas completamente distintas, como veremos logo adiante.

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Qual é a Natureza Humana”?

Seres Humanos SEIO) PROGRAMÁVEIS

Qual é então a Natureza Humana? Os seres humanos são Programáveis. Nossa natureza é que nós podemos ser programados.

O ambiente externo, representado por nossa cultura, influencia nossas ações, e no agregado dessas ações geramos como resultado a condição do mundo que vivemos coletivamente. Portanto, não é dizer que somos máquinas mecânicas, mas nos comportamos de formas que podem ser comparadas a como computadores são programados.

Os anos de formação da criança, essencialmente os primeiros seis anos, funcionam como a preparação do sistema, ou a formatação de um disco. Para não entrar em detalhes técnicos dessa analogia, qualquer sistema, antes de ser usado, precisa ser formatado ou preparado para receber informações. No caso de uma criança, essa preparação inicial depende praticamente integralmente dos pais e das condições em que essas pessoas vivem. O sistema operacional, o equivalente do Windows ou o Android é como a cultura de onde vivemos. Por exemplo, se vamos rodar um aplicativo em um sistema operacional que não é eficiente, os aplicativos começam com algumas complicações. Da mesma forma os humanos, se nascemos em uma cultura com diversos problemas e contradições, teremos dificuldade em lidar mesmo quando recebermos informações de melhor qualidade. Por fim os aplicativos são como nossas crenças, o resultado, que é o comportamento humano aparece na tela que é como se fosse o filminho que representa a vida da pessoa.

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Se a formatação, o sistema operacional e os aplicativos forem ruins, o resultado na saída, na tela, será ruim. Similarmente, se as condições de formação de uma criança forem ruins, crescer em uma cultura baseada em rigidez e dogmas, que se contrapõe a condições favoráveis para nossa espécie, seu comportamento também vai refletir esses aspectos negativos. Quando multiplicado para sociedades, contribui-se na deterioração das condições de vida a nível global.

A semelhança de um computador, o comportamento humano vai depender muito de como ele foi “programado” e da qualidade da informação que recebeu, base para os processos criativos nas pessoas.

Imagine um computador onde houveram erros de formatação e ainda assim instalamos um sistema operacional em testes e ainda com falhas, por cima complementamos com aplicativos com vírus. qualquer chance desse computador produzir bons resultados quando todos esses elementos estão problemáticos?

Nossa programação humana depende essencialmente da qualidade da informação que recebemos. Quando a informação é de qualidade, conseguimos criar de maneira eficiente e não caótica.

Se a Entrada é Lixo : A Saída é Lixo. Entrada é de Qualidade : A Saída é de Qualidade

Nas próximas páginas entraremos no entendimento de como que a partir do micro- cosmo, da mente individual, se constrói o macro-cosmo, nossa realidade compartilhada.

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Seres Humanos são PROGRAMÁVEIS

Se a Entrada é Lixo: A Saída é Lixo. Entrada tem Qualidade: A Saída tem Qualidade.

Como um breve resumo das paginas anteriores, discutimos a natureza humana, e vimos que, como nossa mente, nossa natureza é maleável e pode ser condicionada ou programada.

Entendemos como é possível, através da utilização da psicologia e das técnicas de comunicação, manipular a mente humana para determinados comportamentos.

Analisamos os casos de Edward Bernays, como pai da propaganda moderna, e também o caso do programa MK Ultra, com abrangência em instituições nos Estados Unidos e Canadá. Esses exemplos servem para ilustrar o grau de sofisticação e quantidade de esforço feita para se conseguir controle autoritário sobre as pessoas, inclusive por meio da co-optação de instituições que consideramos acima de qualquer suspeita.

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NÃO QUESTIONE A AUTORIDADE

OBEDEÇA

Manipuladores e Aproveitadores

São esses mesmos conhecimentos, atualizados para os meios de comunicação atuais, como no caso da Cambridge Analytica a envolver as gigantes digitais e as mídias sociais, que continuam a ser empregados para controle e manipulação.

Projetos autoritários dependem da aceitação de visões de mundo e conceitos simples, aparentemente inocentes e inofensivos, que quando aceitos culturalmente em massa, se tornam os motivos causais dos grandes problemas sociais assim como são os responsáveis por uma construção de realidade incompatível com as expectativas.

Vamos retornar um instante para onde iniciamos essa apresentação atrás e fazer a ligação entre a mente individual e a criação da realidade, nos arcanos.

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Arcanos Maiores Macrocósmo /

Mundo Exterior

Conhecimento da Lei Natural (Lei Moral Universal) e das Ciências Físicas.

Nossa jornada até esse momento teve foco no micro, nos aspectos da mente individual. Relacionamos esse contexto aos arcanos menores, o conhecimento dos elementos individuais.

Seguiremos a jornada pelo entendimento dos arcanos maiores, o conhecimento do macro, a forma como a mente individual se relaciona com o macrocosmo e co-cria nossa experiência coletiva nesse planeta.

O tema dessa segunda etapa envolverá nos aprofundar no entendimento da relação entre a forma de pensarmos, nossas visões de mundo, e a materialização da nossa realidade.

Quando desejamos materializar algo em nossas vidas, seja uma mudança ou mesmo algo físico, seja o que for, como se o processo de transformar um

pensamento em realidade?

Esse tema, tão envolto em misticismos por gurus e charlatães, é de simples e fundamental compreensão.

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Como a Realidade é Construída

e Informação disponível. É o conjunto de conhecimento potencial que pode ser agregado, processado, entendido e sobre o qual ações podem ser realizadas por indivíduos.

Por esse motivo, possivelmente essa sequência sobre “como a realidade é construída” seja uma das partes mais relevantes dessa apresentação.

O bloco fundamental é o conhecimento disponível. Esse bloco representa conhecimento “em potencial”, e pode se tornar conhecimento de fato, uma vez seja assimilado.

Na analogia que fizemos com computadores, esse bloco representa a informação de entrada, os dados disponíveis, que devem ser entendidos e processados para que ações possam ser posteriormente tomadas.

A qualidade do conhecimento, seu alinhamento com a verdade, é essencial. O pior cenário é seu inverso, de que o conhecimento não é requerido, que podemos realizar coisas por pensamento mágico. Sem o conhecimento adequado dos requerimentos para se criar ou resolver alguma coisa é impossível qualquer materialização ou mudança de padrões na realidade.

Ainda que o conhecimento dos requerimentos seja obrigatório, é também

trabalhoso e não oferece recompensas imediatas, motivo pelo qual a grande maioria das pessoas prefere a hipnose consensual a se dar ao trabalho.

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Como a Realidade é Construída

* Tomada de Decisões. Processos internos na mente onde as escolhas são feitas com base na informação disponível a cada indivíduo.

e Informação disponível. É o conjunto de conhecimento potencial que pode ser agregado, processado, entendido e sobre o qual ações podem ser realizados por indivíduos.

Uma vez o conhecimento necessário foi assimilado, a próxima etapa é o seu entendimento com base em processos de tomada de decisão individuais. A depender do conhecimento, ou a falta dele, teremos o entendimento correto, ou a falta dele. Se o entendimento foi correto e está presente, o processo de tomada de decisão estará em harmonia com aquilo que se deseja.

Se sabemos o que desejamos e conhecemos os requerimentos para que se manifeste na realidade, a isso chamamos entendimento. São tomadas de decisão que ocorrem dentro da mente individual, com base no conhecimento disponível.

Quando as informações são verdadeiras e completas, o resultado do entendimento

é bom. Quando o conhecimento ou partes dele são distorcidos, omissos, incompletos ou estão ocultos, o resultado também será proporcionalmente ruim.

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Como a Realidade é Construída

1 * Comportamento Humano. O comportamento individual Sa bedoria tem base na qualidade de seu processo de entendimento, que por sua vez tem base na qualidade da informação

(ou a falta dela) disponível.

* Tomada de Decisões. Processos internos na mente onde as escolhas são feitas com base na informação disponível a cada indivíduo.

* Informação disponível. É o conjunto de conhecimento potencial que pode ser agregado, processado, entendido e sobre o qual ações podem ser realizados por indivíduos.

A próxima etapa é o que o indivíduo, você, vai fazer uma vez tenha o conhecimento e entendimento do que se deseja, a etapa da ação.

A qualidade do comportamento individual é proporcional a qualidade de seu

processo de tomada de decisão, que por sua vez depende da qualidade da informação disponível.

Sabedoria é comportamento e ação. Temos a falsa concepção que sabedoria é sinônimo de conhecimento ou entendimento, mas essa é uma concepção equivocada. Sabedoria é conhecimento e entendimento que foram aplicados.

Após filtrar o conhecimento disponível, através de tomadas de decisão com o uso do nosso livre arbítrio, convertemos o processo em ação. Quando passamos por essas três etapas e tomamos ações no mundo, as expressamos através de nosso comportamento que se manifesta no plano físico e tridimensional. Quando a ação, o comportamento é adequado, fundado em conhecimento verdadeiro, alinhado a ética e moral, é sabedoria. Quando na falta desses, é desvario e contribui-se para o caos.

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Como a Realidade é Construída

Materialização / * Realidade Manifestada. A qualidade da condição que se Resu Itad o Ge rado manifesta em sociedade é baseada no agregado da qualidade do comportamento humano nessa sociedade. (da ordem ao caos)

Sa bed oria * Comportamento Humano. O comportamento individual tem base na qualidade de seu processo de entendimento, que por

( oua falta d el a) sua vez tem base na qualidade da informação disponível.

* Tomada de Decisões. Processos internos na mente onde as escolhas são feitas com base na informação disponível a cada indivíduo.

« Informação disponível. É o conjunto de conhecimento potencial que pode ser agregado, processado, entendido e sobre o qual ações podem ser realizados por indivíduos.

Por fim chegamos a realidade manifestada, nossa experiência coletiva.

A realidade manifestada é baseada no agregado dos comportamentos. Não uma única pessoa ou entidade a criar nossa realidade. A soma dos comportamentos individuais é a dinâmica que materializa nossa realidade compartilhada.

Essa realidade é ordeira, as pessoas são livres? Ou vivemos mais próximos de uma tirania e uma realidade caótica? Vai depender da medida em que o comportamento das pessoas contribuíram e contribuem para a ordem ou para o caos.

Na base da realidade manifestada em que vivemos estão os comportamentos, entendimentos e conhecimentos individuais.

Durante a segunda grande guerra muitos foram levados a acreditar legitimamente que assassinar segmentos étnicos inteiros da população tornaria o mundo melhor. Uma vez essa informação não tem base em verdade, mas sim na violação de Direitos alheios, a realidade resultante poderia ser o caos, e esse resultado independe se as crenças e intenções individuais que levaram a essas ações foram de fato percebidas por esses grupos como boas ou descaradamente psicóticas.

O conhecimento disponível tem fundamento em verdade? Nosso entendimento e tomada de decisão são norteados por moral e ética? Nossas ações não prejudicam outras pessoas? Essa é a receita simples, que uma criança é capaz de compreender, para viver em maior liberdade. Se qualquer elo desses é comprometido, compromete-se também o resultado.

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Quando não seguimos essas regras simples e ainda assim esperamos um resultado ordeiro, essa incompatibilidade entre a realidade e expectativas pode ser apontado como o principal motivador de ações egoístas e ardilosas mas também dos sintomas de depressão. O entendimento claro de como a realidade se constrói contribui em muito para a saúde mental.

Esse entendimento é um conceito simples e auto-evidente, não é necessário qualquer tipo de crença ou dogma. Aproveitadores te dirão que basta acreditar em determinada fórmula secreta, e após algumas contribuições financeiras lhe será ensinado um poder para construir sua própria realidade com praticamente nenhum esforço. Isso é tão falso quanto achar que basta esperar que o destino, Deus, os alienigenas um político ou qualquer salvador externo será o responsável pela transformação positiva do mundo. Isso não é negar que forças, como uma “providência”, que podem nos ajudar quando estamos no caminho mas sem colocar energia em ação e comportamento, com base em entendimento e conhecimento verdadeiro e adequado ao que se deseja, não haverá manifestação na realidade no sentido das coisas que dizemos que desejamos.

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SAÚDE SEM

ABSPOBN NEWS

Problem With Fake Neves

Disinformation and Mainstream Media

EMvEim PICA FRVIGUIVV> yn>

TRANQUiLOS 2. BAKE NEWS

Quando enxergamos o bombardeio de “fake news” em diversos níveis, torna-se claro como essa manipulação da informação é muito presente, visa sempre a criação de uma realidade compatível com interesses alheios aos nossos, e tem base em mentiras e níveis extremamente baixos de consciência.

Mesmo que possamos simpatizar por alguma causa em uma fake news, é impossível criar um mundo livre com base em qualquer tipo de conhecimento falso, que não corresponda a verdade. Obrigatoriamente uma realidade com bases não verdadeiras será mais próxima da tirania e caos.

Para se manipular comportamentos, para o bem ou para o mau, o lugar mais eficaz é em sua base, no campo das informações disponíveis, anterior ao processo de tomada de decisão e na realização de comportamentos.

Manipular o conhecimento é uma via indireta para controle dos comportamentos. A alternativa direta é o emprego do uso de forças policiais e militares, justificativa para o militarismo existir em caráter permanente em todas as nações, a semelhança de estados totalitários. Operações psicológicas são preferidas uma vez o emprego extensivo de violência física contra populações é sempre muito mais complexo, exigente e desgastante.

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Conhecimento (Entrada) Entendimento (Processamento)

NON EST

Trivium-

MiSitojo [o mm; Clássico de N f; Descoberta mf da Verdade E.

Sabedoria (Saída)

Conhecimento, entendimento e sabedoria. São os pilares de um método clássico de descoberta da verdade chamado trivium.

A palavra significa três vias, ou os três caminhos para obtenção da verdade. Classicamente as três etapas se chamavam gramática, lógica e retórica. No sentido esotérico, representa conhecimento, entendimento e sabedoria. Se usamos uma analogia a linguagem informática dos dias atuais: entrada, processamento e saída.

O trivium é a base do método científico atual, é a forma de pensar que importância a necessidade do conhecimento, raciocínio e experimentação (ação) no processo de descoberta da verdade.

É argumentável que a educação moderna uma maior ênfase a aspectos de memorização, e que a remoção deliberada do ensino e prática de métodos como o trivium seja um dos principais motivos para que a maioria das pessoas nas sociedades modernas tenham enormes dificuldades para pensar e raciocinar em um nível lógico e filosófico.

No Brasil temos diversos exemplos de educadores de nível internacional, destaca-se o terceiro pensador mais citado em trabalhos acadêmicos pelo mundo, Paulo Freire, forte proponente e referência central pela inclusão desses aspectos provenientes da educação clássica. Fixam-se limites e busca-se conduzir ao entendimento e consciência sobre determinada questão pela própria reflexão. Não a toa sua contribuição foi interditada por nossa estrutura militar. Até hoje muitos ainda carregam a visão errônea de considerá-lo contracultura, ou que sua imensa e comprovada contribuição seja experimental ou associada a correntes políticas.

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MO NDIO NO] NICIINTAIR

As visões de mundo e informações do nosso ambiente são empacotadas no que chamamos de nossa cultura, essa cultura funciona como uma programação que influencia o resultado do nosso comportamento, ações, nossa vida.

O agregado dessas ações individuais, originadas de nossa programação cultural é o que determina a experiência coletiva. Se a programação cultural não for boa, o resultado será algo proporcionalmente ruim.

Sob essa perspectiva, quando olhamos para sociedades e governos, a sustentação ideológica para sua existência assume a premissa do pecado original, onde o homem é falho em sua essência (por não entender a diferença objetiva entre o que é errado e o que é um Direito), e por essa característica haveria legitimidade para uma suposta elite intelectual se atribuir como autoridade na definição de Direitos.

Esse pilar básico que sustenta o conceito de autoridade e governo, no entanto, não reflete a real natureza humana na sua capacidade de aprender e ser responsável pelos próprios atos, como adultos devem ser, nem tampouco reflete como se a co-criação da realidade com base no agregado dos comportamentos individuais.

Cada vez ficará mais claro, como conhecimentos e cultura são manipulados de formas sutis, quase imperceptíveis, para sustentar projetos autoritários seculares. Rex Mundi, os auto-proclamados reis do mundo.

O conceito de autoridade serve somente aos objetivos de manutenção de diferencial de poder entre aqueles que tem esses entendimentos, daqueles que não tem.

Na próxima seção vamos entender as dinâmicas que regem a Lei Natural e encontrar com um guia.

Esse guia é um conceito que nos ajuda a harmonizar nossos pensamentos e visões de mundo com a criação de uma realidade livre e compatível com o potencial e infinito valor do ser humano.

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Regras científicas simples com linguagem atual:

Questione a autoridade. Nenhuma ideia é verdadeira somente pois alguém disse que é. Pense por si.

Questione-se.

Não acredite em algo por que você quer que seja daquele jeito. Acreditar em algo que não é, não o torna real.

Teste as idéias pelas evidências obtidas por observação e experimentação.

Se uma ideia preterida falhar a um teste bem desenhado, é uma ideia errada. Supere!

Siga as evidências, não importa para onde elas apontam.

Caso você não tenha evidências, reserve seu julgamento.

(byNalDeGrasse Tyson)

1. Question authority.

2. Question yourself.

ve]

3. Testideas by the evidence gained by observation and experiment.

4. Follow the evidence, wherever itleads. I

' 5. Remember: You could be wrong.

Lembre-se: Você pode estar errado.

Até os grandes cientistas erram sobre certas coisas. Newtown, Eisntein e todos os outros cientistas na história. Todos cometem erros. É claro que cometeram foram humanos.

Nas páginas anteriores relacionamos a mente individual a co-criação do mundo exterior.

Compreendemos por que entender a mente individual é um primeiro passo para entender como se manifesta o mundo exterior, nossa realidade compartilhada e co- criada.

Nos lembramos da importância do Trivium, a base clássica do método científico moderno, um caminho com três vias para a descoberta da verdade. histórias dos romanos que ilustram a importância que eles davam para que esses métodos jamais fossem ensinados aos escravos, dizia-se que com esse conhecimento os escravos promoveriam levantes e deixariam de aceitar sua escravidão.

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O texto do Neil DeGrasse exemplifica esses passos em uma linguagem atual:

Questione a autoridade. Nenhuma ideia é verdadeira somente pois alguém disse que é. Pense por si.

Questione-se. Não acredite em algo porque você quer que seja daquele jeito. Acreditar em algo que não é, não o torna real.

Teste as ideias pelas evidências obtidas por observação e experimentação. Se uma ideia preterida falhar a um teste bem desenhado, é uma ideia errada. Supere! Testar ideias pela verdade exige coragem.

Siga as evidências, não importa para onde elas apontam. Caso você não tenha evidências, reserve seu julgamento.

Lembre-se: Você pode estar errado.

Até grandes cientistas erram sobre certas coisas. Newton, Einstein, Hawkings e todos os outros cientistas na história. Todos cometem erros. É claro que cometeram foram humanos.

Buscar a verdade sobre os variados temas do conhecimento está na essência de nosso caminho evolutivo. Alinhar nossas percepções com verdades é a base para a saúde mental e uma sociedade consciente, sem a qual, isso é impossível.

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MK ULTRA

UK Monarchy Financed WTC 911 False Flag through Saudi & Mossad

(63) ARMY ARMÉE PSYOPS DEFINITION

* Planned Psychological actmities using methods of 4 communications and olher means directed E p to approved audiences o

in order to influence perceptions, attitudes and behaviours, affecing the achievement of political and military objectives

Discutimos nas páginas anteriores a forma maliciosa como as fake news atuam no bloco fundamental da criação da realidade e do comportamento. Fake news fazem parte de um conjunto maior de operações psicológicas, ou “psyops”, com objetivos de manipulação do comportamento.

Operações psicológicas podem envolver pequenas ações localizadas em uma zona de guerra, por exemplo, ou extrapolar para operações maiores que envolvam a dominação terrestre, aérea, marítima, subterrânea, espacial, psicológica, biológica e cibernética, o chamado domínio de espectro total, pois inclui também o espectro eletromagnético e o espaço de informação. São termos militares.

Em larga escala, o controle e estímulos psicológicos combinados entre prazer e medo que recebemos de governos, corporações, mídia e religiões institucionalizadas cabe precisamente nessa definição militar. É criada artificialmente uma programação cultural literalmente para nos odiarmos, nos dividirmos, controlar nossas emoções sobretudo pelo medo e nos fazer acreditar que essas organizações são necessárias ou mesmo fundamentais.

O medo é utilizado por motivos simples da nossa natureza. Quando temos medo instintivamente tentamos procurar por orientação ou liderança. Nesse modo de lutar, correr ou paralisar, os elementos que preservavam a tranquilidade no cérebro deixam de estar presentes e dão origem a sensação de medo. Independente da causa do medo, nos coloca em um estado mais receptivo a novas programações, sugestões e comandos externos.

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Medos podem ser localizados e particulares ou estimulados por questões externas a nós como a terceira guerra mundial, o vírus ou o asteroide. Quando estamos nesse estado de medo, somos novamente bombardeado com notícias negativas, caos e conflito, o que reforça o estimulo para termos reações inconscientes que produzam comportamentos negativos para o coletivo e nós mesmos.

Informações verdadeiras aparecem e logo são obscurecidas. Seja por meio de diversionismos ou simplesmente porque as rejeitamos emocionalmente. Ocorre quando nossas reações foram efetivamente programadas após anos de bombardeios de informações inconsistentes ou simplesmente mentirosas.

Para impactar as mudanças que dizemos que queremos no plano físico, é um requerimento mudar a forma como pensamos e sentimos individualmente.

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Por que mudar é difícil?

“tis no measure Why change is difficult of health to be ás rg well adjusted to a profoundly

sick society.”

N -). Krishnamurti

1 great jJeal of their «

Vy become more dev [6/16] str nd refincd. As a consequence of that lack of novelty in their environments and experiences, they have become hardwired to their own worlds. No wonder char if

Vamos olhar para nós mesmos. Por que mudar é tão difícil?

Quando recebemos estímulos repetitivos por períodos prolongados, esses estímulos fisicamente alteram uma pequena área em nosso cérebro. Como uma analogia, imagine se uma realidade ou um conceito que é repetido nos nossos sentidos, fosse como um lápis riscando uma folha de papel a cada repetição, cada vez o traço fica mais forte e difícil de apagar. Técnicas usadas na educação e na psicologia fazem uso dessa característica fisiológica do cérebro.

Por vezes, fixamos alguma emoção ou visão de mundo que nos é prejudicial, quanto mais mantemos essas visões prejudiciais, mais difícil e trabalhoso se torna ressignificar essas questões com o passar do tempo.

Segue um texto, escrito pelo médico e autor Dr. Joe Dispenza, sobre a ciência de se mudar e evoluir a mente:

“Por que mudar é difícil?

A maioria das pessoas inconscientemente passa boa parte de seus dias tendo emoções e pensamentos associados a memórias passadas. Elas fazem isso pois essas experiências foram incrustadas no cérebro através da repetição e associação com outras experiências.

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Uma vez a maioria das pessoas vive nos mesmos ambientes externos por longos períodos de suas vidas (onde pouca ou nenhuma mudança), o estímulo repetido produz a reativação das redes neurais associativas, tornando-as mais desenvolvidas, fortalecidas e refinadas. Como decorrência da falta de novidade em seus ambientes e experiências, essas pessoas tornam-se fisicamente arraigadas a seus mundos. Não é de se espantar que a mudança seja tão difícil”.

Essa construção neurológica é responsável por criarmos diversos mecanismos de defesa ou ajustamentos, artifícios psicológicos criados pela mente para defender o sujeito de situações que não seriam toleradas por ele, reduzindo qualquer manifestação que possa ameaçá-lo de ter que lidar com situações que considere ameaçadoras.

Pode ser diretamente associada ao nosso instinto primitivo de autopreservação. A mente reage ou mesmo anula qualquer programação que possa colocar em risco a sua integridade. Mas isso a torna também naturalmente preguiçosa e resistente a mudanças, porque enquanto nos alerta e pode proteger de perigos reais, essa resistência a mudanças representa também um estímulo a criar perigos que são somente imaginários. A mente não gosta de fazer o trabalho necessário para mudanças positivas e que exijam adicionar conceitos ou pensamentos novos. Sugestões negativas ou as que preservam tudo como está são muito mais facilmente aceitas por não exigirem o esforço adicional.

As Leis naturais, sejam físicas ou aquelas que regem nossos comportamentos, essas não podem ser mudadas. as criações humanas, incluso as causas do nosso sofrimento autoinfligido, e tudo o mais que contempla nossa realidade co-criada, essas podem ser impactada através de sabedoria, ou como vimos, pela falta dela.

Para balisar a direção desse esforço necessário para formas de pensar mais evoluídas e viver em ambientes internos e externos mais favoráveis, dissemos que encontraríamos com um guia. É o guia definitivo para direcionar o livre arbítrio nas tomadas de decisões:

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Do substantivo em latim

principia:

o início, fundamento, o mais necessário.

É o que vem em primeiro.

É o que importa mais.

Princípios. A palavra princípio vem do latim e significa: o início, fundamento, o mais necessário.

É o que vem em primeiro, o que está no princípio, é o que deve ser entendido antes das outras coisas, é o que importa mais.

Se alguém nos pergunta a definição de princípios, uma resposta precisa é: “o que importa mais”.

Frequentemente se perguntados quais são as coisas mais importantes para nós, as respostas provavelmente vão girar em torno de dinheiro, saúde e família ou amigos. Raramente alguém responderá princípios.

Se passamos por qualquer situação difícil sobre dinheiro, saúde e família ou amigos em um ambiente onde não princípios, torna essas situações impraticáveis.

Princípios são base das relações. Até mesmo as relações familiares, que carregam um elo de nascença, se não for fundada em princípios não tem efetivamente valor real ou perde seu significado.

Muitos relacionamentos se tornam disfuncionais pois princípios não são colocados em primeiro. Princípios são o fundamento para que se construa e mantenha qualquer tipo de relação.

Quando as pessoas confundem princípios por ideias de autoridade, suas habilidades e sabedoria são diminuídos.

Princípios são verdades que criam liberdade, são descrições da realidade. São os conhecimentos

que nos ajudam a fazer uso do cosmos. Toda coisa verdadeira que aprendemos, se torna um princípio.

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Princípios Gerais da LEI NATURAL

A Lei natural se expressa através de sete PRINCÍPIOS estruturais básicos, adicionado de um 82 Princípio mais abrangente que une e vincula esses outros sete. Esses Princípios constituem a Chave Mestra através da qual Sabedoria Universal (incluso o Conhecimento dos Requerimentos para obter o que desejamos) é revelada ou desocultada.

Seguiremos para entender Princípios no contexto da Lei Natural.

Esse conjunto a seguir representa a chave para o entendimento de como se expressa em nossa vida e realidade o resultado de nossos comportamentos agregados.

A Lei natural se expressa através de sete PRINCÍPIOS estruturais básicos, adicionado de um Princípio mais abrangente que une e vincula esses outros sete. Esses Princípios constituem a Chave Mestra através da qual Sabedoria Universal (incluso o Conhecimento dos Requerimentos para obter o que desejamos) é revelada ou desocultada.

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Princípios Gerais da LEI NATURAL

Mentalismo Correspondência Vibração Polaridade Ritmo Causa e Efeito Gênero

Esses princípios são ditos hermeticamente fechados. O que isso quer dizer é que eles são vinculantes e imutáveis, funcionam como leis que existem e não podem ser alteradas.

O termo hermético vem de Hermes Trismegisto ou o “Três Vezes Grande”. Hermes era considerado o mensageiro, o escriba dos deuses, aquele que traz a sabedoria dos deuses para a humanidade. Essa mesma representação simbólica precede os gregos e existia anteriormente no mínimo desde a babilônia. No Egito foi simbolizado em Thoth, posteriormente representado pelos Romanos como Mercúrio.

Por isso são conhecidos como Princípios Herméticos. O que é pouco conhecido e raramente mencionado é o princípio, que por isso pode ser chamado do

“Princípio Perdido”, aquele que devemos recuperar em nossas vidas.

Os sete princípios subjacentes e estruturais são: O princípio do mentalismo, da correspondência, vibração, polaridade, ritmo, causa e efeito e gênero.

Vamos descrever cada um e concluir com o princípio.

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Mentalismo

O TODO é MENTE. O Universo é Mental. Pensamentos desencadeiam manifestações de coisas e eventos. Criam nosso estado de existência e a qualidade de nossa experiência na Terra. Portanto, seja responsável por tudo que você criar por ser responsável com

seus pensamentos.

Mentalismo

O TODO é MENTE. O universo é mental. O que isso quer dizer é que para que qualquer manifestação ocorra, antes de se tornar material, ocorre antes no plano mental.

De forma correspondente, se consideramos que todas as nossas criações se originam do nosso plano mental humano, considera-se também que todos os

planos e dimensões da existência, o Todo, atua como uma Mente Universal. São nossas emoções e pensamentos que conduzem as nossas ações.

Como tudo é mente, todas as nossas criações humanas podem ser acessadas e modificadas pela mente. A criação de uma única mente pode vir a tocar também todas as outras mentes.

Pensamentos desencadeiam manifestações de coisas e eventos através do comportamento. Nossa cultura e sistemas de crenças atuam como um programa cerebral que dirige nossos comportamentos. As condições em que vivemos são desencadeadas por esse mesmo conjunto de pensamentos e comportamentos.

Pensamentos criam nosso estado de existência e a qualidade de nossa experiência na Terra. Portanto, seja responsável por tudo que você criar por ser responsável

com seus pensamentos.

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Quando dizemos que queremos que a realidade mude, somos nós, nós mesmos antes dos outros quem precisa mudar de comportamento. É tão mais fácil apontar para o próximo que desenvolvemos uma dificuldade em reexaminar a nós mesmos. Conjuntos de crenças não examinadas formam a base de todos os problemas enquanto o seu reconhecimento a base para todas as soluções. Se nós mesmos não mudarmos nossos comportamentos e sistemas de crenças drasticamente, nós não contribuiremos para a mudança positiva e significativa na realidade que dizemos querer.

Se o mundo ao nosso redor não é como desejamos, isso implica necessariamente que nosso comportamento individual não condiz com a mudança na realidade que dizemos querer. O meu e o seu comportamento não condizem com os requerimentos necessários para que essas mudanças ocorram. Em muitos casos apoiamos de formas indiretas, mas relevantes, exatamente o que dizemos querer combater.

Controladores e manipuladores inventam ideias para destruir o pensamento livre das pessoas. Criam-se veículos mentais para confundir as vítimas da escravidão moderna. Complexidades e distorções são artificialmente inseridas pois nossa inteligência segue um princípio de simplicidade que reconhece a verdade. Obscurecer verdades simples e auto-evidentes através de complexidades e sistemas artificiais servem ao propósito de tirar nosso foco das coisas que importam e nos ensinar que somos incapazes de entender o mundo. Somos capazes de entender tudo ao nosso redor. Nossa inteligência não é limitada. Quando qualquer verdade nos é apresentada em sua forma mais pura, todos somos capazes de reconhecer e entender, não nenhuma verdade que não possamos aprender.

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Correspondência

* O que está Acima é como o que está Embaixo. O que está Embaixo é como o que está Acima. O Macrocosmo (a imensidão, a totalidade) e o Microcosmo (as coisas pequenas e próximas, os elementos individuais que compreendem o todo) são reflexos um do outro. O Universo é auto similar através das suas diversas escalas.

100 ângstroms

Correspondência

O que está acima é como o que está embaixo. O que está embaixo é como o que está acima. São como um espelho um do outro.

O macrocosmo (a imensidão, a totalidade) e o microcosmo (as coisas pequenas e próximas, os elementos individuais que compreendem o todo) são reflexos um do outro. O que está dentro é como o que está fora, assim como o que está no mundo exterior é reflexo do que está no interior individual.

As mesmas Leis gerais que atuam nas largas escalas atuam nas pequenas, elas são inseparáveis.

O Universo é auto similar através de suas diversas escalas, um conceito que enxergamos matematicamente em hologramas ou fractais. Essa relação filosófica de base científica é origem do conceito de universo fractal e holográfico. Em um holograma uma parte individual contém a imagem inteira, ainda que em uma resolução mais reduzida. Ao se unir as partes individuais cria-se a imagem em sua resolução ampliada. Da mesma forma os fractais, padrões similares são observados desde átomos a galáxias.

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É como dizer que o universo inteiro está dentro do indivíduo, e que o universo inteiro é semelhante ao indivíduo, são reflexos um do outro.

Nós (interno) e Vós (externo) é indivisível. A realidade externa é análoga a nossa realidade interna.

Enquanto um ser humano sofrer, todos nós sofreremos.

Na Grécia antiga, uma das máximas délficas, encontrada inscrita no oráculo de Delfos, é “Conheça-te a ti mesmo, e conhecerá o universo e os deuses”. Compreender os funcionamentos individuais nos farão compreender a criação da nossa realidade macro. Da mesma forma, compreender as leis que regem o macro são fundamentais para entender como funciona a consciência dentro do indivíduo. Não como separá-los.

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Vibração

Nada está em repouso. Tudo está em movimento. Tudo vibra. Em seu nível mais fundamental, o Universo e tudo o que ele compõe é puramente energia vibracional em suas diferentes formas de manifestação. Nesse contexto, o Universo não tem “solidez”. A Matéria é meramente energia em estado de

vibração.

Vibração

Nada está em repouso. Tudo está em movimento. Tudo vibra. Em seu nível mais fundamental, o Universo e tudo o que ele compõe é puramente energia vibracional em suas diferentes formas de manifestação. Nesse contexto, o Universo não tem “solidez”. A matéria é meramente energia em estado de vibração.

Em seu nível atômico, quando olhamos para qualquer tipo de coisa visualmente sólida e imóvel, como uma cadeira ou uma rocha, aprendemos que seus átomos individuais permanentemente oscilam, seja em um movimento de ir e vir como em um pêndulo ou em movimentos aleatórios e caóticos. Alguma forma de vibração existe em tudo, da menor partícula conhecida a maior montanha, em sistemas físicos ou biológicos. Encontramos vibração na matéria, energia, luz e som.

Nesse nível vibracional, não existe um estado de repouso completo, se algo existe é porque de alguma forma está em movimento. Nesse nível, o conceito usual de morte pode deixar de ser aplicável, pois a morte representaria o cessar de todo o movimento e energia, e isso é impossível, pois não existe nenhum lugar em que algo esteja completamente em repouso.

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O movimento é o que leva a mudanças e as vibrações ocorrem em diferentes graus. Nas frequências mais altas está o espectro da luz e do invisível aos olhos; nas frequências mais baixas existem as vibrações da matéria.

Considera-se que nossa mente, ou nosso estado mental e emocional também esteja associado a um grau vibracional.

Uma mente alinhada com a verdade está em alta frequência ligada a um plano universal, enquanto uma mente distante da realidade vibra mais próximo ao mundo material. Nos encontramos todos em algum ponto entre esses polos.

Por meio das vibrações, podemos nos aproximar ou distanciar do caos ou da liberdade, e isso pode ser controlado por um processo mental que seria análogo a afinar um instrumento, onde diversos resultados se somam aos poucos para assumirmos maestria das nossas mentes individuais e experiência de realidade.

Conforme absorvemos e colocamos em prática os aspectos de vibração, frequência, harmonia e ressonância, elevamos nossa vibração individual e coletiva: tornamos mais elevada a nossa posição para sintonizar com o todo, com uma mente universal e receber os benefícios desse caminho harmonioso.

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Tudo tem o seu par de opostos. CONSCIOUSNESS Os opostos são idênticos em YANG YIN natureza, mas diferentes em snsc Mo grau. Os extremos se pi Ev encontram. Todos os paradoxos

Dois A a podem ser reconciliados.

LEFT-BRAIN RIGHT-BRAIN

AGGRESSION COMPASSION

Polaridade

Tudo é duplo. Tudo tem polos. Tudo tem o seu par de opostos. Os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau.

Por exemplo, se pensamos em calor ou frio. Calor é de fato uma medida de energia e movimento das partículas em uma determinada área, que consideramos estar mais quente ou mais fria que uma outra. Mas efetivamente eles são uma medida de uma mesma coisa, a quantidade de energia presente. Não nada exatamente quente ou frio, os termos se referem a nossas percepções dessa medida. Os dois polos juntos formam a unidade do fenômeno em si. Da mesma forma claro e escuro, pequeno ou grande ou mesmo amor e ódio que em algum ponto é gostar ou desgostar, ou no contexto político atual: capitalismo e socialismo, ambos fazem parte e se mesclam dentro de um mesmo sistema.

O conhecimento e ignorância da mesma forma. Estamos em algum ponto dessa barra para determinados assuntos e em outro ponto para outros, não somos totalmente conhecedores ou totalmente ignorantes sobre diversos assuntos. A despeito do que sabemos ou ignoramos, a verdade sobre um tema está sempre presente, se alcançamos ou entendemos, essa é uma outra questão. Conhecimento e ignorância tem uma mesma natureza, giram em torno do grau de aceitação ou rejeição de conhecimentos verdadeiros. Estamos em algum ponto entre a luze a obscuridade.

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Dessa forma os extremos se encontram, se misturam, como na imagem de yin e yang.

No exemplo da temperatura, não um ponto claro onde frio e calor se cruzam, onde um termina e o outro começa, quando algo começa a ser quente ou frio e quais os limites para se designar o que percebemos como frio e quente.

Todos os conjuntos de opostos formam uma unidade que consiste em uma reconciliação e um balanço entre esses opostos.

Em algum ponto da realidade, todas as questões aparentemente contraditórias podem ser reconciliadas. Em alguma outra sociedade hipotética ou futura bem mais avançada nossa vibração seria elevada a um estado pleno de consciência. Mas não nessa sociedade em que vivemos. Ainda que tenhamos diferentes níveis de consciência, de uma forma ampla, todos nós ainda temos que manter os pés bem firmes no chão no plano físico, porque isso é imprescindível para corrigir muitas das coisas que importam, antes de imaginarmos atingir qualquer transcendência.

Não à toa a polarização é tão utilizada para manipulação das massas. Quando se eliminam as variações intermediárias, e através de engenharia social direciona-se a percepção para existir somente em extremos, colocamos as pessoas no ponto mais distante da possibilidade de reconciliação. Felizmente no caso da mente, podemos modificar as coisas se antes compreendermos os funcionamentos desses princípios e leis da natureza, mudando nossa vibração de grau em grau, de estado em estado.

Da mesma forma que aqueles que se utilizam desses conhecimentos para seus interesses próprios ou escusos como controlar os outros, muitos e seremos cada vez mais aqueles que se utilizam desses conhecimentos com sabedoria para elevar nossa sociedade como um todo.

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Tudo flui, em fluxo e refluxo. Tudo tem suas marés. Tudo sobe e desce. Tudo se manifesta por oscilações compensadas. A medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda. O Ritmo é a compensação.

Ritmo

Tudo flui, em fluxo e refluxo. Tudo tem suas marés. Tudo sobe e desce. Tudo se manifesta por oscilações compensadas. A medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda. O Ritmo faz a compensação.

Ritmo se refere a uma medida de fluxo ou movimento. É facilmente reconhecida na música, observamos no movimento dos planetas e outros corpos no universo, está presente também nos ciclos bioquímicos, fisiológicos e comportamentais de todos os seres vivos.

Assim como no princípio anterior, deve-se entender que o grau do ritmo não está definido antecipadamente. Não devemos interpretar ritmo como uma direção ou maré que nos carrega e ficamos passivos. Ritmos apontam a tendência para onde alguma coisa pendula, mas ritmos podem ser alterados.

Por exemplo, podemos lidar com uma situação de stress que naquele momento pode parecer insustentável, mas sabemos através do conhecimento desse princípio e como ele se manifesta, que haverá com o tempo uma transição onde se possa buscar resolução através de ações e ressignificação mental e emocional. Nos apropriar dessas transições pode ser a diferença entre períodos de intensidade ou recuperação mais curtos ou longos.

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Quando se navega a favor, a facilidade é maior e o esforço menor. Se as mentes estão alinhadas, a maré é favorável. Quando saímos contra a maré, é necessário um esforço maior para se conseguir atravessar as ondas iniciais das mudanças que desejamos.

No hinduísmo considera-se que estamos vivendo em uma era chamada Kali Yuga representa o ponto que resiste mais a um fluxo positivo de consciência.

No campo da engenharia social, o princípio de ritmo pode ser observado nas ondas de progressismo e conservadorismo que influenciam a sociedade como um todo. Geralmente, a ascensão de movimentos sociais gera uma reação contrária conservadora, e estas oscilações se opõem até que haja uma ruptura ou seja alcançado um novo estado de equilíbrio este, por sua vez, é sempre momentâneo, que essas polaridades artificialmente desenvolvidas são desenhadas para resistirem conciliação.

É requerido o emprego de mais intenção para mover a consciência para uma posição de propósito e se opor a pendulação de reatividade em que nos colocamos coletivamente.

Será necessário um esforço enorme para romper com uma série de sistemas de crenças que nos aprisionam onde estamos. Raul nos lembra “No Dia em que a Terra Parou, não sonhei, acordei”.

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Toda Causa tem seus Efeitos. Todo Efeito tem a sua Causa. Tudo acontece de acordo com a Lei. O Acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei

CAU SA e EFEITO não reconhecida. muitos planos de causalidade, porém nada escapa à Lei.

Causa e Efeito

Toda Causa tem seus Efeitos. Todo Efeito tem a sua Causa. Tudo acontece de acordo com a Lei. O Acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida. muitos planos de causalidade, porém nada escapa à Lei.

O princípio da causa e efeito é central a compreensão da Lei Natural e diz basicamente que nada ocorre sem que haja antes um motivo, uma causa. O que nós olhamos e vemos, a realidade manifestada, é decorrente de causas subjacentes. Quando colocamos as causas em movimento, a inteligência do universo, que se manifesta através de Leis e Princípios, reorganizam as dinâmicas necessárias para trazer o efeito daquelas causas que foram colocadas em movimento.

sempre uma conexão causal entre o que ocorreu no passado, o que ocorre agora e o que ocorrerá no futuro. Coincidências nada mais são do que acontecimentos nos quais as causas ainda não foram esclarecidas. Se não enxergamos uma causa, isso não quer dizer que não exista uma.

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Causas podem ser impossíveis ou complexas de identificar, podem ter uma natureza caótica imprevisível, ou podem estar obscurecidas ou ocultas.

Observamos um exemplo prático dessa dificuldade quando vemos pessoas em diversas sociedades com a sensação de estarem reativas, estressadas e cansadas; de acordarem apenas para lidar com as coisas conforme elas surgem.

A forma de se beneficiar desse princípio e passarmos a ser agentes causadores de um caminho que propague o bem, e não somente sentir e reagir aos efeitos do que ocorre externamente, é tomar decisões conscientes que nos tirem do plano dos efeitos e nos coloquem no plano dos motivos causais. Para isso, é necessário incorporar ao nosso comportamento a busca das causas ao invés de focar nos sintomas.

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Busque as causas ao invés de tratar os sintomas.

Plano dos Efeitos / Sintomas: Realidades manifestadas decorrentes de suas Causas

A Capacidade de impactar em mudanças NÃO está nesse plano, mas é onde nossa Consciência se encontra “aprisionada”.

Plano da Causalidade: O POR QUE que está por trás e precede a Manifestação.

Toda a capacidade de impactar mudanças existe nesse plano, é para onde

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nossa Consciência deve “ir.

A capacidade de impactar em mudanças não está no plano dos efeitos e sintomas. Se não sabemos com clareza o POR QUE as coisas não são como desejamos ou esperamos, isso quer dizer que não temos a menor chance de resolver o problema, ou de impactar mudanças no plano dos efeitos. O plano dos efeitos é aquilo que ocorreu ou que está ocorrendo, então não é possível impactar mudanças nesse plano porque as coisas não podem desacontencer, elas se tornaram O QUE É de fato. Podemos aceitar ou rejeitar, mas não podemos alterar eventos presentes ou passados. Podemos mudar SIM o que ocorre daqui para a frente.

É geralmente no plano dos efeitos onde a consciência se encontra aprisionada. O que isso quer dizer é que nós, a humanidade como um todo, como um coletivo, seguimos ignorantes das causas que nós mesmos colocamos em andamento e que resultam em diversos tipos de sofrimentos para nós mesmos.

Repetimos que alguma forma de salvador externo, desde um milagre a uma solução política ou revolução tecnológica, surgirá no futuro próximo para resolver as coisas por nós. Como não entendemos as causas, atribuímos também sua solução no plano dos efeitos a um agente externo imaginário que não seja nós, uma forma de esconder nossa culpa e fugir a responsabilidade, ignorantes das consequências.

No Plano da Causalidade, quando entendermos o POR QUE, saberemos o que está por trás e o que precede a manifestação dos efeitos. Somente nesse plano existe a real capacidade de se impactar mudanças. Sendo assim, é para onde nossa consciência deve ir.

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Porque negligenciamos tanto CAUSA e EFEITO?

Nosso livre arbítrio permite, no entanto, que ignoremos essas leis. O que não é possível, é ignorar sem consequências. Esse é o limite do livre arbítrio, ele opera dentro das fronteiras e limitações dessa série de Leis que chamamos de Lei Natural. Temos o livre arbítrio para nos alinhar ou não com a Lei Natural, podemos escolher outros caminhos, até contrários, no entanto, nunca sem consequências.

Por esse motivo também é conhecido por consequencialismo. É a compreensão de como as consequências do nosso livre arbítrio geram a realidade, dentro dos limites da Lei Natural.

O que devemos nos perguntar é: Por que negligenciamos tanto causa e efeito?

O primeiro motivo é que a relação de causa e efeito geralmente não é direta e por conta disso muitas das vezes não é evidente reconhecer os padrões. Em uma mordida de marimbondo, por exemplo, a pessoa que sente a dor pode ver o ferrão ou o marimbondo, é simples reconhecer um padrão entre causa e efeito nesse caso. Quando efeitos ocorrem após um prazo e não são imediatos, não é tão simples associar a causa ao efeito.

Para completar, a relação de causa e efeito não é um para um. Raramente as

pessoas vão reconhecer uma conexão entre ter feito algo prejudicial para si, quando participaram coletivamente de ações indiretas que prejudicaram outras pessoas.

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Experimentamos em nossa realidade o agregado das coisas erradas que nós todos, como a espécie humana, fazemos em uma base diária e que nós não nos mobilizamos para consertar e encerrar. Através de nossa falta de ação para encerrar coisas erradas que ocorrem, somos parte da causa. Achamos erroneamente que consequências derivam somente de ações, consequências derivam também da falta de ação. Enquanto deixarmos que coisas erradas se propaguem através da inação, inevitavelmente todos sentiremos os efeitos negativos dessas inações.

Negligenciamos causa e efeito também por condicionamento e engenharia social.

Freud em 1927 escreveu um livro com o título “O Futuro de uma Ilusão”, nele relata a forma como o homem busca o fenômeno religioso como alternativa para explicar o que a ciência ainda não pode oferecer como resposta. As religiões institucionalizadas milênios se utilizam de engenharia social para promover esse tipo de condicionamento. Atribuir a causa de todos os eventos a desejos de Deus, Destino ou Cosmos é uma forma eficiente de nos doutrinar para fora do caminho da busca por conhecimento e verdade e viver em aceitação passiva no plano dos efeitos.

Adicionalmente somos deliberadamente condicionados a estímulos imediatos. As ferramentas de comunicação evoluem e recentemente incorporamos as mídias sociais, cada like que apertamos é uma gratificação imediata a um estímulo, que contribui em minúsculas doses a nosso condicionamento para o imediatismo.

Ao mover a consciência humana do Plano dos Efeitos para o Plano das Causas, passaremos a entender os fatores causais das condições que coletivamente manifestam em nossas vidas. Somente a humanidade será capaz de co-criar sua realidade em um nível consciente, ao invés de co-criar uma realidade baseada na falta de consciência. É um passo que exige responsabilidade.

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Gênero

GÊNERO MENTAL é o estado de co-existência entre os aspectos Masculinos e Femininos da mente humana. O Hemisfério Esquerdo do Cérebro fundamentalmente facilita os aspectos Masculinos da mente, ou Intelecto (lógica, análise e pensamento linear), enquanto o Hemisfério Direito do Cérebro fundamentalmente facilita o aspecto Feminino, ou Intuição (criatividade, compaixão, pensamento holístico).

Princípio de gênero.

O conceito simples de gênero, masculino e feminino, por ser um fenômeno normal que existe na natureza e assimilamos com muita facilidade, é um poderoso elemento simbólico usado repetidamente milhares de anos. O princípio de gênero não tem tanto esse contexto físico de gênero, se refere ao conceito de gênero mental, e se assemelha muito mais a imagem do yin e yang, de uma dualidade dentro da unidade. Assim como gênero no plano físico, por correspondência também dentro da mente do indivíduo. São aspectos mentais opostos, mas que estão enraizados em uma coexistência mútua, são polos opostos do mesmo fenômeno, inseparáveis.

Gênero Mental é o estado de coexistência entre os aspectos Masculinos e Femininos da mente humana. O Hemisfério Esquerdo do cérebro fundamentalmente facilita os aspectos Masculinos da mente, ou Intelecto (lógica, análise e pensamento linear), enquanto o Hemisfério Direito do Cérebro fundamentalmente facilita o aspecto Feminino, ou Intuição (criatividade, compaixão, pensamento holístico).

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Toda criação deriva de uma força masculina e feminina. De forma similar, toda manifestação humana expressará gênero. Excesso de energia masculina, sem o equilíbrio feminino, nos leva a buscas e formas de conquistas onde perdemos a perspectiva dos princípios que originalmente nos colocaram naquela direção. Excesso de energia feminina, sem o aspecto masculino, leva a uma visão de mundo excessivamente presa ao presente, ao plano dos efeitos, com entrega exagerada aos ciclos e circunstâncias externas.

Nenhum de nós está inteiramente em uma ponta ou outra dessas, na prática, enquanto não buscarmos essa consciência una alinhada, cada uma de nossas visões de mundo tenderá a tomar uma posição entre o abandono dos princípios ou aceitação passiva de eventos.

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Oitavo Princípio O Princípio Perdido

A Semente da Vida

Isso nos leva ao princípio da Lei Natural, ele encapsula e vincula os princípios anteriores. Por não aparecer com frequência na literatura esotérica, é o Princípio Perdido. Mas o principal significado do Perdido, no entanto, é de ser aquele que foi perdido pela humanidade, pois não o exercitamos, mas devemos recuperá-lo.

Essa imagem é conhecida como a semente da vida e simboliza esses 7 princípios em 7 círculos. Os 7 círculos são envoltos por um círculo maior, que funciona como a casca, o recipiente da semente, o oitavo princípio. Para se ter acesso ao poder gerador da semente ou dos 7 princípios, essa casca deve existir intacta. Se a casca

está quebrada ou danificada, a essência geradora da semente se perde. Ela é necessária para que qualquer mudança a partir daquela semente se manifeste.

Por isso é também conhecido como o Princípio Gerador, é aquele que governa a criação, é o que está na raiz das causas, que gera os efeitos.

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PRINCÍPIO GERADOR

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O Princípio Gerador é o CUIDAR.

O CUIDAR por algo, no sentido a que vamos nos referir, envolve um conceito mais amplo do que amor ou compaixão, representa aquilo porque NOS IMPORTAMOS. O que importa para nós, o que nós cuidamos e cultivamos, onde gastamos nosso tempo e investimos nossa atenção e foco é efetivamente aquilo que se materializa e cresce no mundo real. Simbolicamente é representado por um coração no sentido de ser a bomba da nossa energia vital, nossa intenção, é tudo aquilo que nos motiva aos nossos comportamentos no dia a dia, são as dinâmicas do CUIDAR. Aquilo por que nos importamos em uma base diária age como uma força motora para nossos pensamentos e ações.

Por esse motivo, o CUIDAR pode ser visto como o aspecto gerador mais básico e essencial da qualidade de nossa experiência. A palavra gerador deriva do latim, com significado de “criar”. A realidade manifestada é reflexo direto daquilo por que nos importamos e cuidamos no dia a dia.

Na raiz dos problemas sociais está a questão fundamental de que as pessoas não se importam o suficiente. Nossa experiência coletiva é criada a partir de um agregado de pessoas que de fato não se importa pelo que acontece na realidade a sua volta. Os problemas do mundo existem pois a maioria das pessoas não se importam, mesmo quando dizem ou opinam do contrário, elas não se importam o suficiente para mudar as coisas através das ações necessárias na prática, a partir de mudar os próprios comportamentos.

Devemos primeiro cuidar, nos importar o suficiente sobre algo, para então saber, adquirir o conhecimento, para então poder agir, aplicar, e colocar em prática. Cuidar, conhecer e agir, essa é a trindade, são esses os três passos. Quando ouvimos falar sobre consciência una, é isso a que se refere, uma unificação de nossas emoções, pensamentos e ações, de forma que não exista contradições entre elas.

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Quando ouvimos de especialistas da auto-ajuda ou gurus nos dizerem para ignorar as coisas negativas para não as atrair, na prática ao fazermos isso contribuímos com ignorância para a existência dessas coisas negativas ou incômodas. Ao ignorar, alimentamos com ignorância,

não contribuímos de forma alguma para que desapareça ou que se chegue a alguma solução.

São argumentos cômodos de base religiosa feitos para convencer as pessoas a não reagirem, a ficarem inertes diante de qualquer mau. A mentalidade de que se alcança qualquer coisa por inação é plantada por manipuladores, serve a motivos escusos e tem que ser erradicada de nossas mentes. A verdade incômoda que não será dita por essas celebridades é que como indivíduos em uma sociedade, não nos importamos o suficiente para mudar a direção da corrente energética e vibracional, de consciência, para que as mudanças que dizemos que desejamos ocorram.

Não limites para nossa natureza, não precisamos de favor ou licença para aprender e crescer. Entender as consequências de nos alinharmos, como uma sociedade e indivíduos, a princípios e ao cuidar, é vislumbrar nossa verdadeira natureza e infinito valor. Para recuperar o princípio Perdido, temos que CUIDAR do que é REAL, sair de nossa preguiça e sobretudo de nossa covardia por inação.

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As Duas Moedas Correntes Espirituais

Nas páginas anteriores vimos um conjunto de Princípios que são a chave para o entendimento de como se expressa em nossa vida o resultado de nossos comportamentos agregados.

A criação da nossa realidade manifestada tem na sua essência as dinâmicas do CUIDAR.

Assim, podemos dizer que duas moedas correntes espirituais, e elas são tempo e atenção.

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Percebemos essa analogia por exemplo quando falamos “tempo é dinheiro”, “gastar tempo” ou “prestar atenção”, prestar no sentido de dedicar e investir.

Para qualquer aprendizado ou empreitada onde nós dedicamos nosso tempo e atenção, acabamos por receber algo em retorno por aquele investimento. Quando se investe, temos

retorno, e é corrente pois movimenta um fluxo que se manifesta em realizações concretas.

Tempo e atenção são as duas verdadeiras moedas correntes.

Se aplicamos nossas moedas espirituais sabiamente, esse retorno pode ser em forma de conhecimento, entendimento, habilidades, expertise ou empoderamento.

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Somos levados a associar moeda corrente com dinheiro, ouro coisas que tem valor atribuído por criação humana, são parte da nossa história milênios, mas que não tem efetivamente nenhum valor intrínseco na natureza. O que se faz com ouro, além de alguns usos tecnológicos mais recentes, é possível se vestir de ouro? Moldar em alguma ferramenta? Se abrigar debaixo? Obviamente se a pessoa tiver ouro de sobra talvez até possa fazer essas coisas, mas efetivamente não tem nenhum valor prático. De onde vem, na natureza, um valor intrínseco para o ouro? De maneira similar, dinheiro são números digitais ou pedaços de papel, mas que ao contrário do que somos levados a crer, que dinheiro é uma forma de armazenamento ou uma unidade de troca desenvolvida para movimentar o crescimento (por isso é enganosamente chamado de moeda corrente, é como se fosse a corrente em um circuito que empurra a energia), mas na prática, o dinheiro age exatamente no sentido inverso, como um limitante para o fluxo de energia e criatividade humana. O dinheiro, como tantas outras coisas que hoje nos são essenciais, existem sob uma premissa de escassez. Tudo que é abundante demais, não tem valor nos mecanismos de dinheiro, então a escassez, mesmo quando criada artificialmente, é uma peça central.

Sendo assim, o dinheiro que era para dar o movimento, ser a corrente, funciona de fato como uma resistência no sistema, uma resistência a mudanças. Enquanto o dinheiro for usado como parte de intrincados sistemas de geração de escassez para sustentar a escravidão humana moderna, ele sempre será o responsável, a resistência, por evitar que mudanças significativas e duradouras ocorram.

O dinheiro é um conceito que pode ou não ter utilidade prática, mas não é necessário. No mundo atual age como a maior religião. É uma programação tão poderosa que a maioria das pessoas sequer consegue imaginar um mundo onde alguma forma de dinheiro não exista como moeda de troca.

Aplicar nossas moedas espirituais sabiamente implica em buscar aumentar a qualidade de nossa atenção alimentando-a com informações que são capazes de melhorar a nós mesmos e a condição humana como um todo. Esse esforço consiste também em um valioso investimento do nosso Tempo.

Se a maior parte do nosso tempo é dedicado a trivialidades e distrações, o retorno nesse investimento será baixo. É um dos nossos grandes desafios no caminho para a mudança, fazer com que as pessoas dediquem seu tempo e atenção para as coisas certas.

Devemos refletir “Em que estou investindo meu tempo? No que estou prestando atenção ?”,

mas ainda mais importante é “Que tipo de qualidade eu recebo em troca dos meus investimentos em moeda espiritual?”.

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Mundo de Acordo com o Princípio da Correspondência

O Princípio da correspondência nos ensina que para o nível da qualidade de atenção individual, uma correspondência no macro, em nossa realidade compartilhada.

Como a qualidade de nossa atenção individual afeta o mundo, segundo esse princípio?

Como é que cada um de nós, com base em onde colocamos nossa atenção, impactamos o mundo?

No lado esquerdo da imagem, simbolizamos como um fluxo de água limpa e transparente, o que seria o equivalente a um fluxo puro de informações verdadeiras, que ajudam o ser humano na direção de ação correta e sabedoria. E no lado direito, um fluxo de água turva e podre, representando um fluxo de informações envenenadas ou contaminadas, assim como as que recebemos da grande mídia, governos, religiões institucionalizadas, das principais corporações e dos famosos think thanks.

Como vimos no princípio da polaridade, nós praticamente nunca recebemos informação completamente enviesada ou completamente pura, recebemos informações que estão entre um ponto e o outro. As vezes um mesmo pedaço de informação pode conter partes relevantes e verdadeiras em meio a enfoques diversionistas.

Nosso objetivo é purificar o nosso fluxo de informação. Da mesma forma como nos

preocupamos com nossa saúde, praticar exercícios, alimentação, em cortar venenos, devemos nos preocupar em alimentar nossa mente o mais possível com informações verdadeiras.

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Os baldes na figura representam o indivíduo, cada um vai encher o seu balde com mais ou menos água pura ou contaminada. Uma pessoa que recebe um fluxo de informações de qualidade em comparação a outra com um fluxo ruim, terá seu balde com água mais transparente do que da outra pessoa. O balde é como se fosse o que temos em nossa consciência, a consciência individual.

O mundo onde vivemos é representado pela piscina. Cada um contribui com o seu balde e depois todos nadam na mesma piscina. Quem contribui com uma água pura vai nadar em uma piscina de água mais turva do que a que estava em seu balde. Quem contribuiu com

total turbidez vai nadar em uma piscina um pouco menos turva.

A medida que a agua da piscina se renova e chegam fluxos mais puros de informação para as pessoas, a água da piscina pode clarear. Se por outro lado, aumentarmos a quantidade de informação envenenada, vamos todos nadar em água turva e contaminada, o que representa gerar todos os tipos de problemas e sofrimento para nós mesmos.

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Como gastamos nosso

Tempo? TRE HH É

Em que investimos nossa Atenção?

E então, como investimos nosso tempo? Prestamos atenção a que?

Dedicamos nosso tempo e atenção atrás de uma chupeta eletrônica em forma de celular, de uma caixa digital de hipnose, de supressão do conhecimento, que chamamos de TV? Ou dedicamos a perseguir sabedoria, desenvolver conhecimento, entender e transformar em ação correta?

A segunda opção requer dedicação e leitura, por isso é tipicamente rejeitada por métodos menos trabalhosos, como emitir opiniões sem checar se tem base na verdade, ou pior ainda, assumir que respostas podem ser intuídas sem que antes se adquira conhecimento.

A palavra livro vem do latim “liber”, origem também da palavra liberdade e livre. A chave para liberdade está no aprendizado e busca por conhecimentos verdadeiros. Seremos livres se lermos os livros e adquirirmos os conhecimentos corretos.

Temos uma vantagem surpreendente em relação as gerações passadas: unimos todos esses conhecimentos que antes estavam espalhados pelos quatro cantos do mundo na ponta de nossos dedos.

Cada computador conectado a internet hoje tem acesso basicamente a biblioteca mundial, todos os conhecimentos, de todas as áreas, inclusive das escolas de mistério, estão disponíveis através de pesquisa. E o que temos feito com esse poder? Competido em joguinhos na mídia social? Nos especializado em séries, novelas e programas esportivos?

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EXPRESSÕES DA LEI NATURAL

Polaridade Geradora (O que Utilizamos para Criar)

Expressão Iniciadora (Como se inicia)

Expressão Interna (O que Ocorre em Nosso Interior)

Expressão Externa (O que Ocorre na Sociedade)

Manifestação (O Resultado Co-Criado)

Uma vez compreendemos os princípios subjacentes da Lei Natural, podemos reconhecer seu funcionamento através de suas expressões.

Os aspectos reconhecíveis da Lei Natural na vida humana ocorrem através de cinco expressões básicas.

Essas expressões acompanham a lógica que vimos nos slides de como a realidade é construída, por iniciarem a partir de uma expressão interna a pessoa, associada a etapa do conhecimento e ao princípio do mentalismo. A partir de um sentimento, emoção ou espírito sobre algo iniciamos um fluxo de expressões que resultam em manifestações físicas, desde o nível individual até eventualmente suas expressões em nossa realidade coletiva.

Cada uma tem um aspecto positivo e um negativo, o que totalizam dez Expressões da Lei Natural.

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POLARIDADE GERADORA POSITIVA: AMOR

Polaridade Geradora (O que Utilizamos para Criar)

Qualquer expressão de manifestação no plano físico começa da polaridade geradora, a força interior usada para colocar em movimento todos os eventos que vão se manifestar, assim como a que define a qualidade de nossa experiência. A polaridade geradora é o que utilizamos para criar ou gerar esse movimento.

A polaridade geradora positiva é o AMOR. No sentido empregado aqui, da Lei Natural, não se refere ao amor familial nem ao romântico. Ainda que podemos e devemos expressar amor por outra pessoa, nesse contexto nos referimos ao estado de consciência de estar aberto a verdade.

Na Lei Natural, o amor é uma frequência vibracional que age como uma força expansiva da consciência, que nos ajuda a estar abertos a verdade.

Por isso a imagem não reflete duas pessoas se beijando por exemplo, mas uma imagem que reflete o amor que está dentro de cada um, não dependemos de outra pessoa para ter

amor.

O aspecto positivo da Polaridade Geradora é o AMOR.

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POLARIDADE GERADORA NEGATIVA: MEDO a

Polaridade Geradora (O que Utilizamos para Criar)

A expressão negativa é exatamente o oposto do AMOR. Muitos podem pensar que o contrário de AMOR é ÓDIO, mas não é nesse sentido, o que coloca nossa consciência em uma caixa e previne que ela se expanda é o MEDO. A expressão negativa da Polaridade Geradora é o MEDO.

O Medo é a base para a inconsciência. É o que fecha, desliga a consciência. O medo age como uma força de contração para a Consciência. A imagem representa essa postura de:

“Não quero nem ver”. “Não pode ser real”, ou, muito frequente “Não quero que seja real”.

O motivo de uma grande parcela da sociedade mundial estar inconsciente é por que temem. Quantos de nós saímos de nossas casas diariamente com o coração cheio de amor, para ajudar o próximo e contribuir para um mundo melhor. Quantos de nós saímos de casa diariamente determinados por que temos medo de perder o emprego, medo de não pagar as contas, medo de não ser o sucesso que os outros projetaram ou que nós mesmos imaginamos ser. Medo da bala perdida, do corrupto, do vírus, do asteroide, da crise, do pecado, temos medo até mesmo de Deus!

Esses exemplos falam de medos comuns do cotidiano, mas escondem o medo maior da responsabilidade que vem com a expansão de nosso conhecimento.

Nessa direção, o maior e mais aterrorizante aspecto é o medo da responsabilidade de ter que agir com base no conhecimento, por que ação requer coragem.

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EXPRESSÃO INICIADORA POSITIVA: CONHECIMENTO

A segunda expressão da Lei Natural é a Expressão iniciadora, é o primeiro estágio de resultados tangíveis e reconhecíveis. Partimos por nossa polaridade geradora, qual polo escolhemos? Amor ou Medo? Quando escolhemos amor, nos abrimos para a verdade. Ao nos abrir para a verdade, somos brindados com conhecimento verdadeiro. A recepção da verdade é o conhecimento. Começamos a SABER.

Aprender é a chave, a resposta. Aguardar que mudanças positivas ocorram sem antes absorver conhecimentos verdadeiros é o contexto de pensamento mágico, a realidade não funciona desse jeito.

O aspecto positivo da expressão inicial é o CONHECIMENTO. O conhecimento influencia positivamente na qualidade de nossas vidas porque influencia nos processos de entendimento e tomada de decisão em todos os aspectos da nossa vida.

Na simbologia das tradições esotéricas e ocultismo, a luz é muitas vezes usada para simbolizar conhecimento. Onde luz, conhecimento verdadeiro, não pode haver escuridão.

No caminho oposto, quando seguimos as vibrações e dinâmicas do medo, o primeiro

estágio tangível e reconhecível será a Ignorância, ou a rejeição da verdade, que tem raiz nos medos.

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EXPRESSÃO INICIADORA NEGATIVA: IGNORÂNCIA

Polaridade Geradora G| EA nu 4 LG 7/0 et

(O que Utilizamos para Criar) (SS) (Como se inicía) |

Dahmer

O aspecto negativo da Expressão Iniciadora é a IGNORÂNCIA, ou a rejeição da Verdade. A Ignorância negativamente influencia a qualidade de nossas vidas por que negativamente

influencia nossos processos de tomada de decisão e entendimento em todos os aspectos da nossa vida.

É importante relembrar que ser ignorante se distingue de ser Néscio. Néscio quer dizer que não sabemos por que a informação não existe ou é inatingível. A ignorância, por outro lado, significa não saber mesmo quando a informação está presente. A informação existe, mas é intencionalmente rejeitada ou desprezada.

Se somos ignorantes sobre alguma coisa que queremos resolver, a condição esperada se manifestar espontaneamente simplesmente não é possível. O objetivo do medo na engenharia social é nos manter deprimidos em um tipo de infância psicológica. São mecanismos que nos fornecem trivialidades, banalidades, distrações e entretenimento sem limites, enquanto nos ensinam quais informações devemos dar atenção e quais conhecimentos devemos nos afastar por serem supostamente irrelevantes.

Para uma grande parcela das pessoas, a afirmação de que leis comportamentais conhecidas milenarmente valem tanto quanto leis físicas, lhes parecerá como uma afirmação feita por alguma forma antiquada de religião que não tem significado atual nenhum, crendices de civilizações inferiores. Representa uma forma de resistir ao fato que algo como a Lei Natural possa existir. O objetivo dessa manipulação é atingido quando as pessoas, por sua própria opção, escolhem não buscar esse tipo de conhecimento, optam voluntariamente por ignorar, por ignorância a todo conhecimento que lhes gere desconforto.

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Nas correntes neo-budistas, neo-hinduístas, new-age, escuta-se ser impossível afirmar que conhecimento real existe, que não se pode afirmar nada além do que captam nossas percepções. pelos praticantes dessas religiões um afastamento de livros e do conhecimento para supostamente se sintonizar com sua verdade interior e intuição, quando o único caminho a que isso leva é o da confusão interna. O objetivo é tirar o foco do conhecimento e externalizar as soluções para uma deidade, um guru, político ou governo.

Quando aceitamos a condição de nos fechar a conhecimento verdadeiro, estamos renunciando a todo o nosso poder como humanos. Quando se tem o conhecimento, pelo contrário, age como uma firmeza, é o conhecimento que nos empodera.

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Servir a Verdade Somente, nos Curvar Diante de Nenhuma Pessoa.

' Mark Passio: Existe apenas l “Ignorância intencional na um bem, o saber, a Samuel Adams: presença de Conhecimento é e apenas um mal, A “Nenhum povo será domado ao a medida de uma pessoa” ponto de abrir mão de suas liberdades, ou poderá ser facilmente subjugado, quando o conhecimento Anônimo: é difundido e a virtude é preservada. “Ignorância é a causa raiz de No contrário, quando o povo é todo o Mal. Como somente o Se uma nação espera universalmente ignorante e conhecimento erradica a ser ignorante e livre, desregrado em seus modos, ignorância, é nosso dever e espera-se que nunca afundarão sozinhos com seu próprio obrigação moral educar a nós foi e nunca será. peso sem que para isso seja mesmos, assim como as necessário um invasor estrangeiro”. massas ao nosso redor.”

a ignorância.

EB PENSADOR

Alguns dizeres sobre esse assunto: “Existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância”, Sócrates.

É uma definição clara da causa de todo bem ou de todo o mal, prova que em 2.500 anos nada mudou quanto ao problema fundamental de superar a ignorância. A ignorância tem

sido adicionalmente estimulada com a ilusão do conhecimento.

Thomas Jefferson: “Se uma nação espera ser ignorante e livre, espera-se o que nunca foi e nunca será.”

Ignorância e liberdade são antíteses que não coexistem. Sem endereçar prioritariamente a questão da ignorância, não solução milagrosa para nenhuma sociedade.

Samuel Adams: “Nenhum povo será domado ao ponto de abrir mão de suas liberdades, ou poderá ser facilmente subjugado, quando o conhecimento é difundido e a virtude é preservada. No contrário, quando o povo é universalmente ignorante e desregrado em seus modos, afundarão sozinhos com seu próprio peso sem que para isso seja necessário um invasor estrangeiro”.

Com um povo ignorante, a sociedade se destrói sozinha, haverá menos trabalho para um invasor externo.

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Do pesquisador ocultista Mark Passio: “Ignorância intencional na presença de conhecimento é a medida de uma pessoa”.

Segunda esse dizer, um tanto duro, mas não menos realista, coloca uma linha clara para definirmos o que pode-se considerar uma pessoa boa e uma pessoa má. Pessoas más são as que dizem entender bem o que se passa no mundo, mas que não se importam, se preocupam somente com elas mesmas. São más influências e te colocarão para baixo. Temos que buscar nos rodear por pessoas boas que se importam, são essas as que cocriam nossa experiência de realidade sabiamente.

Dizer anônimo encontrado em um grupo de discussão na internet: “Ignorância é a causa raiz de todo o Mal. Como somente o conhecimento erradica a ignorância, é nosso dever e obrigação moral educar a nós mesmos, assim como as massas ao nosso redor”

Devemos servir a verdade somente, nos curvar diante de nenhum outro ser humano. Para que superemos todo o mal que no mundo, as pessoas devem ser ensinadas que elas não devem obediência a ninguém.

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EXPRESSÃO INTERNA POSITIVA: SOBERANIA

Polaridade Geradora (O que Utilizamos para Criar)

Expressão Iniciadora (Como se inicia)

Expressão Interna (O que Ocorre em Nosso Interior)

O que segue a absorção de conhecimento é o “entendimento” (ou como dissemos, a falta dele). O “Entendimento” é um estágio que ocorre interior a pessoa. Assim, na próxima linha representaremos a expressão interna, o que ocorre dentro de nós, uma vez começamos a nos manifestar por meio do conhecimento ou a partir de seu polo oposto a ignorância.

O aspecto positivo da expressão interna é quando passamos a entender através de conhecimento e aceitação da verdade que somos “soberanos”. Ser um soberano significa ser um monarca interno. Monarca quer dizer “único regente”, mon, de mono, único, e arkhos em grego significa regente ou mestre. O que isso quer dizer é que nós internamente devemos ser os mestres, os regentes, de nós mesmos. Nós somos o nosso próprio reino, e regentes de nós mesmos. É nesse reino onde devemos ser reis e rainhas.

Soberano deriva de super-regnum, onde “super” significa “acima”, ou superior, e “regnum” vem de rex, rei, então regnum é o reinado, a regência, o que é controlado pelo rei. Portanto, soberano significa “um que está acima do controle ou regência alheia”.

Muitos acreditam que existe o direito de reinar sobre outras pessoas, mas estão enganados. Cada um de nós é soberano. Ser soberano quer dizer que você não é propriedade de ninguém. Em outras palavras, ser soberano quer dizer, não estar sujeito a um outro ser humano que se considera o seu mestre, rei ou governante. Em resumo, significa: Não ser um escravo.

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No contexto da LEI NATURAL todos somos SOBERANOS, pois nunca houve, não e nunca haverá legitimidade para a escravidão. A condição de escravidão tem sido imposta historicamente, mas não legitimidade para qualquer ser humano impor suas demandas de controle através de coação sobre qualquer outro ser humano.

Quantos de nós sabemos que somos soberanos? Quantos de nós nos sentimos soberanos, que não somos escravos de alguma forma? Independente de quantos sabem ou quantos sentem-se assim, todos nós somos soberanos, é uma impossibilidade não sermos. Devemos buscar, através dos passos anteriores, atingir esse nível de consciência de soberania que é uma expressão na criação, disponível para a humanidade.

O aspecto positivo da expressão interna é “SOBERANIA”, ou o que se pode chamar de Monarca Interno (Único Regente Interior)